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Mogi pretende reciclar mais até o final de 2023

Meta da Prefeitura é ampliar a coleta seletiva e duplicar a quantidade de lixo reciclado até o fim de 2023; saiba como

Carla Olivo
27/11/2021 às 13:50.
Atualizado em 27/11/2021 às 13:50

Atualmente, 10 toneladas de materiais são recicladas diariamente na cidade, o que equivale a cerca de 300 toneladas por mês. Com a meta estabelecida pela Prefeitura, a expectativa é atingir a marca de 20 toneladas por dia, aproximadamente 600 toneladas mensais, nos próximos dois anos. (Divulgação - PMMC)

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Mogi pretende reciclar mais até o final de 2023

Meta da Prefeitura é ampliar a coleta seletiva e duplicar a quantidade de lixo reciclado até o fim de 2023; saiba como

Carla Olivo
27/11/2021 às 13:50.
Atualizado em 27/11/2021 às 13:50

Atualmente, 10 toneladas de materiais são recicladas diariamente na cidade, o que equivale a cerca de 300 toneladas por mês. Com a meta estabelecida pela Prefeitura, a expectativa é atingir a marca de 20 toneladas por dia, aproximadamente 600 toneladas mensais, nos próximos dois anos. (Divulgação - PMMC)

Até o final de 2023, Mogi das Cruzes pretende dobrar a capacidade de triagem e reciclagem de lixo no município, que iniciou a coleta seletiva em 2007. Atualmente, 10 toneladas de materiais são recicladas diariamente na cidade, o que equivale a cerca de 300 toneladas por mês. Com a meta estabelecida pela Prefeitura, a expectativa é atingir a marca de 20 toneladas por dia, aproximadamente 600 toneladas mensais, nos próximos dois anos.

Para cumprir o objetivo de ampliação da coleta seletiva de forma gradual e contínua, além da reativação das atividades na usina de triagem da Vila São Francisco no final do mês passado - após um ano e sete meses fechada por conta do risco de contaminação durante a pandemia da Covid-19 -, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente aposta na conscientização da população, colaborando com a separação dos materiais recicláveis, que são recolhidos três vezes por semana em cada bairro.

O serviço é realizado por caminhões do mesmo modelo e cor dos veículos que fazem a coleta do lixo úmido na cidade - responsáveis pelo recolhimento de 9 mil toneladas mensais -, mas receberam identificação visual para que possam ser diferenciados.

Segundo a pasta, o serviço de coleta seletiva retomado na usina de triagem ainda passa pela fase experimental e a nova cooperativa que trabalha no local, a Recicladores do Brasil, está iniciando o contato com a usina e com os processos. Neste ano, antes da reabertura, a estrutura foi reformada e recebeu investimento de R$ 318.182,44, com objetivo de garantir melhores condições de trabalho aos cooperados, com a construção de novos banheiros, sala de administração, instalação de esteira de triagem e máquinas compactadoras, pintura e novo sistema de fornecimento de energia, para atender às necessidades das atividades executadas no local.

“Trata-se de um projeto piloto, que se consolidará gradativamente. As medições estão em andamento, para nortear os ajustes necessários no processo. A coleta seletiva e seu crescimento contínuo são pilares da gestão. A sustentabilidade é uma meta da administração e está baseada em medidas intersetoriais, envolvendo todas as secretarias de forma integrada. Potencializar a reciclagem contribui para a redução da produção do lixo comum, além de proporcionar uma significativa contribuição para o meio ambiente”, explicou a pasta.

De acordo com a secretária municipal do Verde e Meio Ambiente, Michelle de Sá, no início da atual gestão, a usina de triagem já estava fechada e em condições inviáveis de reabertura. “Havia a necessidade urgente de reforma porque o equipamento estava degradado. Então, foram instaladas novas chapas no entorno do galpão, houve troca e ampliação do número de equipamentos, com duas esteiras e duas prensas que ajudam muito porque este processo acaba se viabilizando de forma mais positiva, reforma de banheiros, refeitório e da parte externa para que os catadores possam trabalhar de forma digna e em local adequado”, destaca.

Na usina de triagem, o trabalho realizado pela cooperativa Recicladores do Brasil conta com uma equipe formada por 25 pessoas, que também se dividem nas atividades nos ecopontos. “O material chega, é separado de acordo com cada categoria e armazenado para posteriormente ser vendido. O dinheiro é dividido entre os catadores”, explica a secretária, acrescentando que os ecopontos da cidade não interromperam atividades durante a pandemia e também recebem materiais recicláveis levados pela população.

Durante o período em que a usina de triagem permaneceu fechada, de meados de março de 2020 até o final de outubro deste ano, o lixo reciclável coletado na cidade passou a ser encaminhado, com os resíduos úmidos, ao aterro sanitário de Jambeiro, no Vale do Paraíba. No entanto, com a reabertura da estrutura, a secretária explica que a meta é que todo o material reciclável coletado na cidade seja reaproveitado.

 Crescimento tem início em 2011

Em 2007, quando a coleta seletiva teve início em Mogi das Cruzes, na gestão do então prefeito Junji Abe, o volume mensal recolhido de porta em porta era de 41,35 toneladas por mês, o que representava 0,47% do total de lixo úmido e seco recolhido na cidade. Desde então, o serviço apresenta evolução contínua nos números e vem acompanhando o crescimento populacional, já que de 2007 até 2021, a reciclagem cresceu 23% e, no mesmo período, o número de habitantes subiu 24% (veja infográfico abaixo).

Mas foi em 2011, no governo de Marco Bertaiolli, atual deputado federal, que o volume de materiais recicláveis recolhidos pela Prefeitura na cidade apresentou um salto significativo, após parceria firmada com a cidade japonesa de Toyama, referência mundial no assunto (leia mais abaixo).

  

Conscientizar a população é o desafio, diz secretária

Ainda há casos do lixo orgânico, principalmente restos de alimentos, colocados com o reciclável

Desenvolver uma série de ações com foco na educação ambiental e na conscientização da população para incentivar e orientar sobre a correta separação do lixo reciclável em Mogi das Cruzes é uma das metas da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, para os próximos meses. O trabalho tem como objetivo garantir a ampliação da coleta seletiva e da respectiva triagem dos materiais na usina na Vila São Francisco, reaberta há um mês.

“Recentemente, recebemos um caminhão vindo do Jardim Piatã, com 72,62% de lixo reciclável. Outro trouxe do Aruã 56,1% e um de Jundiapeba chegou com 57,19%, Precisamos trabalhar a educação ambiental para ampliar a porcentagem de recicláveis por caminhão. Para isso, a população deve reciclar de maneira adequada e ajudar na qualidade dos recicláveis que vão para a usina de triagem”, explica a responsável pela pasta, Michelle de Sá.

Ela conta que, muitas vezes, o lixo orgânico, principalmente restos de alimentos, fraldas e resíduos de banheiro, por exemplo, ainda são colocados junto com o reciclável, no mesmo saco. “Há ainda casos em que não é feito o procedimento de lavagem dos materiais recicláveis, então, eles acabam se perdendo na hora da triagem”, alerta a secretária.
Em um caminhão com 650 quilos de materiais recolhidos pela coleta seletiva, por exemplo, Michelle destaca que geralmente 56% correspondem ao lixo reciclável e 44% a rejeitos.

“O fato de a população reciclar bem ajuda a dinamizar bastante o trabalho do catador, que vai fazer a triagem muito mais rápido e não precisará separar o lixo orgânico do reciclável, o que demanda maior trabalho e tempo”, explica.

A secretária enfatiza, ainda, que o ideal seria que 80% do material recolhido pelos caminhões de coleta seletiva sejam recicláveis, levando em conta que sempre haverá um percentual de rejeitos.

“Mas, para isso, precisamos trabalhar de forma conjunta com a população e ter uma boa qualidade em relação aos materiais recicláveis, já que a reciclagem é tão importante por diminuir o custo para o aterro, contribuir para a não utilização dos recursos naturais, como água e energia, entre outros, além de contribuir para geração de renda das pessoas”, enfatiza Michelle. 

A coleta seletiva em Mogi, denominada Recicla Mogi, é realizada três vezes por semana em cada bairro, em dias e horários específicos, dependendo da região da cidade. A programação pode ser conferida no site www.mogidascruzes.sp.gov.br e em quadros nesta reportagem.
Mais informações podem ser obetidas pelo telefone (11) 4798-5701 ou pelo email: smsu@mogidascruzes.sp.gov.br.

 Parceria japonesa garante crescimento

O crescimento da coleta seletiva em 2011, no governo do ex-prefeito Marco Bertaiolli, foi possível após parceria firmada com a cidade japonesa de Toyama, referência mundial no assunto. 

Na época, um grupo de técnicos mogianos passou 30 dias no Japão para conhecer a tecnologia utilizada na área. Em seguida, o programa foi implantado em Mogi e, durante o processo, os japoneses vieram para a cidade acompanhar o andamento do trabalho dentro dos parâmetros seguidos por Toyama. 

A partir daí, a coleta seletiva, que até então era realizada uma vez por semana nos bairros, passou a acontecer em dois dias e o volume coletado mensalmente atingiu 120,65 toneladas, correspondentes a 1,37% do lixo gerado na cidade. Em quatro anos, já eram 407,98 toneladas mensais, o equivalente a 4,02% do total.

Já em 2017, com a crise financeira vivida pelo país, a reciclagem se fortaleceu como alternativa para a geração de renda e a cidade viu o número de catadores de recicláveis autônomos aumentar. “Muita gente começou a passar nas ruas, antes da Prefeitura, para recolher estes materiais com objetivo de vendê-los, por isso o volume da coleta seletiva apresentou diminuição neste período”, lembra o então diretor de Limpeza Pública, José Roberto Elias Rodrigues, que acompanhou o serviço de 2010 até abril deste ano. 

Em sua avaliação, a coleta diferenciada ajudou estes trabalhadores. “Eles já sabem os dias e horários da coleta em cada bairro e, além disso, há os catadores que trabalham na área central, onde a Prefeitura não faz a coleta porque sabe que este é o ganha pão destas pessoas”, explica, acrescentando que Mogi é uma das poucas cidades com coleta praticamente durante toda a semana, já que três dias são destinados ao recolhimento dos materiais úmidos e outros três aos materiais secos (recicláveis). 

Em 2020, por causa da pandemia, com mais pessoas trabalhando e estudando em casa, gerou-se mais lixo na cidade, e os números da coleta seletiva voltaram a aumentar, com 279,70 toneladas mensais de materiais recicláveis, que representam 2,33% do lixo da cidade.

 CONFIRA OS DIAS DE COLETA (Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes):

 

DISTRITO DE CÉSAR DE SOUZA

Botujuru
César de Souza
Conjunto CDHU
Conjunto Jeferson da Silva
Conjunto Residencial Claudia
Jardim Bela Vista
Jardim das Bandeiras
Jardim Juliana
Jardim São Pedro
Loteamento João Paulo de Arruda
Loteamento Rio Acima
Residencial Casa Linda
Residencial Colinas
Residencial João XXIII
Vila Horizonte
Vila Maria Zélia
Vila Nova Aparecida
Vila Pauliceia
Vila Rica
Vila São Paulo
Vila Suíssa

 DISTRITO SEDE
Conjunto Residencial Cocuera
Jardim Araci
Jardim Maricá
Jardim Rodeio
Ponte Grande
Real Park Mogi
Residencial Itapeti

DISTRITO DO ALTO PARATEÍ
Aruã

 

DISTRITO SEDE
Alto da Boa Vista
Chácara Olaria
Conjunto Ana Paula
Conjunto Estância dos Reis
Conjunto Europa
Conjunto Hab. Braz Cubas
Conjunto Nova Bertioga
Conjunto São Sebastião
Conjunto Thaysa
Conjunto Toyama
Jardim Armenia
Jardim Camila
Jardim Jussara
Jardim Natali
Jardim Santa Carolina
Jardim São Francisco
Jardim São Jorge
Loteamento Industrial
Loteamento João Villa Nova
Loteamento Nova Gama
Mogi Moderno
Nova Estância

 DISTRITO SEDE

Parque Morumbi
Residencial Algarve
Residencial Alto da Serra
Residencial Nair
Residencial Novo Horizonte
Residencial Vila da Prata
Vila Avignon
Vila Caputera
Vila Industrial
Vila Jafet
Vila Martins
Vila Mogilar
Vila Natal
Vila Nova Mogilar
Vila Oliveira
Vila Rei
Vila Ressaca
Vila Santa Helena
Vila Socorro
Vila Tietê
Vila Veneza

 

 DISTRITO DE BRAZ CUBAS

Cidade Jardim
Conjunto Aeroporto I, II, III
Conjunto Apolo
Conjunto Bom Pastor
Conjunto do Bosque
Conjunto dos Amarais
Conjunto Layr
Conjunto Pavão
Conjunto Planalto
Conjunto Santa Teresa
Conjunto Santos Dumont I, II, III
Jardim Esperança
Jardim Primavera

 DISTRITO DE BRAZ CUBAS
Jardim Rubi
Loteamento Alvorada
Parque Olímpico
Vila Bela Vista
Vila Brasileira
Vila Melchzedec
Vila Municipal
Vila Oropó

DISTRITO DE JUNDIAPEBA
Conjunto Santo Ângelo
Jundiapeba
Vila Nova Jundiapeba

  

 DISTRITO SEDE
Alto Guaianazes
Alto Ipiranga
Chácara das Flores
Conjunto Bovolenta
Conjunto Res. José Elias
Jardim Avenida
Jardim Ivete
Jardim Paulista
Lagoa Seca
Loteamento Acrisio de Q. Silva
Loteamento Torres de Camargo
Loteamento Yotsu Tobisawa
Parque Santana
Vila Benedotti
Vila Celeste
Vila Chinesa
Vila Cidinha
Vila Cléo
Vila Flavio
Vila Lavinia
Vila Nancy
Vila Progresso
Vila Rubens
Vila São Sebastião

  

DISTRITO DE BRAZ CUBAS
Braz Cubas
Jardim Cecilia 
Jardim Modelo
Jardim Universo
Residencial Mirage
Vila Bela Flor
Vila Cardoso
Vila Cecilia
Vila Cintra
Vila Estação
Vila Eugênia
Vila Ipiranga
Vila Joia
Vila Jundiaí
Vila Nova Cintra
Vila Sagrado Coração de Maria
Vila Wilson

  

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