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PANDEMIA

Mogi das Cruzes ultrapassa a triste marca de mil mortes por Covid-19

Quase um terço das mortes na região são de moradores da cidade, que também lidera em número de contágios do coronavírus

Fábio PalodettePublicado em 19/04/2021 às 18:53Atualizado há 4 meses
Foto: Eisner Soares / O Diário
Foto: Eisner Soares / O Diário

Após um ano e 26 dias da primeira morte notificada no município, Mogi das Cruzes ultrapassou nesta segunda-feira (19) a expressiva marca de mil vítimas fatais da Covid-19. Nas últimas 72 horas, foram notificados mais 18 óbitos provocados por complicações do novo coronavírus.

Com o acréscimo, já são 1.002 vidas perdidas para o inimigo invisível, o que coloca Mogi no topo do triste ranking da região da Covid em números absolutos. Na sequência estão as cidades de Itaquaquecetuba e Suzano, com 607 e 591 mortes cada. Os dados são das Vigilâncias Epidemiológicas, compilados pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê. 

O vazio deixado pelas pessoas desta lista, como a professora que amava a profissão, Elisabete dos Santos da Silva, o pároco Francisco Deragil, o eterno atleta Jackson Durães, a tradicional doceira mogiana Dona Pi e o aposentado Durvalino da Silva, idoso que foi a primeira vítima da doença na cidade, compõem novo capítulo da história da Mogi que não será mais a mesma.

O recorde de mortes em Mogi ocorreu em março último. A semana mais letal da pandemia foi entre os dias 29 a 4 de abril. De lá para cá, felizmente, os índices vem apresentando melhoras: de 5 a 11 de abril foram mais 43 vítimas e dos dias 12 a 28 mais 29. 

Neste final de semana, as cidades do Alto Tietê somaram juntas mais 40 vítimas fatais da doença. Além de Mogi, houve também notificações em Ferraz de Vasconcelos (3), Biritiba Mirim (1), Itaquaquecetuba (1), Poá (1), Santa Isabel (3) e Suzano (13). 

O total de vítimas fatais da doença na região saltou para 3.349, o que aponta uma taxa de letalidade de 4,2%.

O total de casos confirmados da doença saltou para 78.615 - ponto que também é liderado por Mogi. 27,9% dos casos totais, (22.004) são referentes a moradores da maior cidade da região. 

No total, 56.729 moradores da região - que retorna gradualmente para a fase laranja, já se recuperaram da doença. 

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Leitos

Larissa Rodrigues

Uma notícia positiva é a de que após um mês de caos, a beira do colapso no sistema de Saúde, as taxas de ocupação nos hospitais de Mogi começam a melhorar. 

O levantamento divulgado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes na manhã desta segunda-feira (19), mostra que a taxa de ocupação dos leitos destinados a pacientes em tratamento da Covid-19 continua estável na cidade. Na enfermaria, 76,4% dos espaços disponibilizados estão sendo utilizados, enquanto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 84,5% das vagas estão em uso. Desde o início da pandemia, 984 óbitos pela doença foram registrados na cidade.

No total, Mogi conta com 367 leitos para tratar pacientes do novo coronavírus. Destes, 212 são de enfermaria e 155 de UTI. Divididas entre o Hospital Municipal, Hospital de Campanha (UnicaFisio), Santa Casa e Luzia de Pinho Melo – que integram a rede pública – existem 99 leitos de UTI, estando apenas três livres, e 149 de enfermaria, estando 36 desocupados. Nos hospitais Ipiranga, Santana, Biocor e Mogimater – que formam a rede particular de Saúde – 56 leitos são de UTI, estando 21 sem pacientes, e 63 são de enfermaria, estando 14 deles livres (leia mais).

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