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VÍRUS MONKEYPOX

Mogi confirma o segundo caso de varíola dos macacos na cidade

Suzano e Itaquaquecetuba também registraram casos da doenças, somando quatro pessoas contaminadas com o vírus na região.

Silvia Chimello
27/07/2022 às 17:38.
Atualizado em 29/07/2022 às 16:32

Imagem de microscópio eletrônico colorizada artificialmente mostra vírus da varíola dos macacos (em verde) (Foto: reprodução / NIAID-NIH)

Mogi das Cruzes registrou nesta segunda-feira (25) o segundo caso de varíola dos macacos na cidade. O primeiro paciente foi confirmado com a doença na última sexta-feira (22). Nesta quarta (27) houve uma reunião técnica na Secretaria Municipal de Saúde para atualização de informações sobre atendimento, exames e acompanhamentos. Até o momento já são quatro diagnósticos positivos da doença no Alto Tietê: um deles em Itaquaquecetuba e outro em Suzano.

A Prefeitura de Mogi explica que recebeu a confirmação do segundo caso por meio de um serviço de saúde de São Paulo, que atendeu o paciente, um adulto jovem. O primeiro paciente também é um homem de 32 anos.

De acordo com a administração, quando começaram os registros de casos na Capital, o município já começou a se prepar para eventuais confirmações do vírus, e por isso emitiu, no início de julho, um informe técnico epidemiológico às unidades de atenção primária e hospitais das redes pública e privada com informações sobre monitoramento, diagnóstico e notificação compulsória dos casos suspeitos.

A principal orientação da Pasta de Saúde é para que a pessoa procure assistência médica o quanto antes, sobretudo quando houver contato com casos suspeitos.

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, gânglios inchados e exaustão. Depois de alguns dias, podem surgir erupções cutâneas.  

O atendimento pode ser feito em qualquer unidade de pronto atendimento, Unidades de Pronto Atendimento (Upas), prontos socorros e demais serviços de saúde. Caso haja necessidade de internação, deverá ocorrer em leitos isolados.

Suzano

O primeiro paciente também é um homem de 41 anos que teria sido contaminado em São Paulo. A Secretaria Municipal de Saúde explica que ele está em isolamento em casa e o estado clínico é bom, mas está sendo monitorado por médicos e enfermeiros da rede básica, treinados para o diagnóstico da doença.

Apesar de dispor de leitos para manter o isolamento, a administração observa que “a internação só é necessária para pacientes mais comprometidos sistemicamente, o que tem sido raro”.

Itaquaquecetuba

O primeiro paciente com diagnóstico positivo para vírus no Alto Tietê foi registrado pela Secretaria Municipal de Saúde de Itaquaquecetuba. O caso foi identificado na segunda-feira (18) e a pasta alega que assim que a equipe de Vigilância Epidemiológica recebeu a notificação, imediatamente efetuou atendimento ao paciente, que está isolado e sendo monitorado. Trata-se de um adulto jovem que não viajou recentemente para fora do país.

OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele destacou que o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional.

A doença é causada por um vírus e transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Isso pode se dar por meio de abraço, beijo, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo infectado.

A maioria dos contaminados é homens que se relacionam sexualmente com outros homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros.

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