Entrar
Perfil
TRÂNSITO

Mogi completa um ano sem radar em agosto e espera início da fiscalização

Um mês após a emissão da ordem de serviço para vencedor da concorrência, o Consórcio Segurança e Fluidez, a implantação dos equipamentos eletrônicos atrai curiosidade dos motoristas na cidade que está há 11 meses em sem esse tipo de monitoramento

Eliane José
12/07/2022 às 12:47.
Atualizado em 12/07/2022 às 16:25

Prefeitura afirma que prazo para a volta dos radares será divulgado em breve (Foto: arquivo / O Diário)

A instalação dos radares em pontos que antes não contavam com o monitoramento fixo, como as avenidas Antônio Almeida, pouco antes da entrada da ponte Ângelo Abieiro, Shozo Sakai e Estrada do Evangelho Pleno (Álvaro Pavan), move a espera dos mogianos pelo início da fiscalização eletrônica, ainda sem prazo divulgado pelo governo municipal. Nesta quarta-feira, completa um mês da emissão da ordem de serviço e, em agosto, a cidade fechará um ano sem o sistema eletrônico. 

Segundo a Prefeitura de Mogi, não há uma data para se iniciar a aferição dos equipamentos, mas o funcionamento, durante uma semana e em caráter provisório dos 30 pontos monitorados, deverá ser anunciado “em breve”. Uma diferença destacada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana é que esse novo ciclo não prevê, apenas a fiscalização, mas soluções inteligentes para um trânsito cada vez mais lento em vários corredores e com o registro de graves acidentes. 

A cidade caminha para completar um ano sem a fiscalização eletrônica, sendo que, no passado recente, entre 2020 e 2021, também ficou igual período sem o serviço, que foi retomado apenas durante três meses, entre maio e agosto do ano passado, para ser novamente desativado porque naquele mês terminou a contratação deste tipo de trabalho. 

Esse longo período sem a fiscalização eletrônica ativa a curiosidade e atenção dos motoristas. Durante o penúltimo contrato, com o Consórcio Caminhos Seguro Mogi, irregularidades creditadas à falta de entrega de produtos marcaram a prestação de serviços que, após meses sendo postergada, foi retomada durante um trimestre, quando acabou o contrato entre as partes e nova concorrência pública foi preparada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, já com o prefeito Caio Cunha (PODE) à frente da gestão municipal. 

Mais alguns meses correram durante o processo até a emissão da ordem de serviço ter sido dada em 13 de junho passado. 

Quando for instalado, aferido e acionado para valer, o sistema terá dois pontos a menos de fiscalização na comparação com o contrato terminado em agosto de 2021, e não terá o radar móvel, um modelo muito impopular por favorecer as famosas “pegadinhas” aos motoristas. 

Outro detalhe foi a diversificação dos pontos fiscalizados para locais que no contrato anterior, cumprido apenas por 90 dias, que não contavam com o aparato (veja aqui a lista com os 30 pontos que estão recebendo os radares)

 Um mês 

A ordem de serviço dada pela Prefeitura ao Consórcio Segurança e Fluidez foi assinada no dia 13 de junho e previa o término da instalação dos equipamentos em 30 dias, um prazo vencido amanhã, 13 de julho. Questionada sobre isso, a Prefeitura respondeu que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana acompanha os "dados do trabalho de instalação dos equipamentos realizado pelo consórcio responsável. Os trabalhos estão dentro do cronograma estabelecido e dentro do prazo contratual. Assim não há razão, no momento, para se falar sobre qualquer sanção aos responsáveis".

A Prefeitura não divulga data estimada para o início da primeira fase da operação, quando os motoristas flagrados por irregularidades como o excesso de velocidade ou ultrapassagem do sinal vermelho, não sofrerão a aplicação de multas, e deverão apenas ser advertidos.  

Somente após a aferição pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), a instalação de sinalização e a divulgação sobre o início da operação, e o acionamento dos equipamentos, após a primeira semana, é que a fiscalização e as multas, propriamente ditas, começarão a ser aplicadas. 

E quando isso vai ocorrer? O Diário questionou nesta terça-feira (12) se há um prazo estimado para isso. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Comunicação e Transparência, não divulgou essa data, mas diz que “detalhes sobre o período de testes, que será de uma semana, e o início da fiscalização efetiva serão divulgados em breve”. 

Também reafirma que o funcionamento será precedido de implantação de faixas educativas e orientativas e ampla divulgação. 

Como em outras respostas, a pasta repetiu que “o processo atual trata da contratação de serviços de tecnologia a serem utilizados na mobilidade urbana do município. Dentro deste novo conceito, a fiscalização eletrônica será apenas uma parte deste trabalho, e não mais o único serviço prestado. O fornecimento de soluções de inteligência viária, câmeras de monitoramento viário, painéis para alertas e mensagens para os motoristas, tecnologia para o transporte coletivo e a operação de uma central informatizada de trânsito, estão dentro do escopo da nova contratação que, entre outras ações previstas, trará a modernidade, a atualização tecnológica e a agilidade necessárias para uma gestão inteligente e inclusiva da mobilidade urbana”. 

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por