Os indices de letalidade por Covid-19 nas cidades da região do Alto Tietê praticamente não se alteraram no período de seis dias, o que indica o grande desafio da saúde publica: diminuir o total de vítimas fatais entre a população mais vulnerável ao coronavírus.

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Dados da Fundação Sistema Estadual de Base de Dados (Seade) reafirmam que no Alto Tietê, apenas Ferraz de Vasconcelos tem uma taxa de morte menor do que a do Estado de São Paulo e do Brasil – o grande desafio regional é reduzir os óbitos após a internação dos pacientes em situação grave. Mesma dificuldade enfrenta o País – essa taxa mundial é de 2,1%, e brasileira  está em 2,8%.

Segundo o monitoramento da Fundação Seade, nesta sexta-feira (27), o Estado de São Paulo registrava 1.229.267 casos de Covid-19, 41.773 óbitos e uma taxa de letalidade de 3,4%, enquanto o País contabilizava 6.240.220 registros, ou seja, 184 mil a mais do que o apurado por este jornal, no domingo (22). O total de mortes atual é 171.460, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 2,8%.

Itaquaquecetuba, com 4.772 casos e 316 óbitos tem o maior índice regional de letalidade: 6,6%, enquanto no município de Biritiba Mirim, onde foram registrados 507 registros e 31 mortes, esse índice alcança 6,2%.

Muito acima dos índices de mortalidade do Estado de São Paulo e do Brasil também estão os municípios de Salesópolis (2671 casos e 17 mortes), Poá (2.321 casos e 120 mortes) e Guararema (559 casos e 31 mortes). De acordo com esses dados, a cidade de Salesópolis apresenta um índice de letalidade de 6,3% contra 5,2% de Poá e também de Guararema, com 5,5%.

Mogi das Cruzes, onde já foram notificados 9.857 casos de Covid-19, com 471 mortes, o índice de letalidade é de 4,8%. O índice de Suzano é 4% e o de Arujá, 4%.

Úncia exceção vive Ferraz de Vasconcelos, cujo percentual de mortalidade provocada pela doença causada pelo novo coronavírus é de 2,9%. A cidade, até agora, apresentou 4.807 casos de Covid-19 e 140 óbitos.