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RACISMO

Legislativo quer explicações da Segurança de Mogi sobre CGM acusado de racismo

Câmara deve se reunir com secretário Toriel Sardinha para falar sobre as providências contra o guarda civil, morador de César de Souza, que atirou em seu vizinho por suspeitas de racismo

Silvia Chimello
29/11/2022 às 17:04.
Atualizado em 29/11/2022 às 23:05

Câmeras de segurança mostram quando a discussão em frente ao portão da casa da vítima, e em seguida quando foi baleado pelo guarda municipal (Reprodução)

A Câmara de Mogi das Cruzes vai convidar o secretário municipal de Segurança Pública, Toriel Sardinha, para falar sobre as providências que a pasta pretende tomar contra o guarda civil municipal de Mogi das Cruzes, morador de César de Souza, que atirou em seu vizinho por suspeitas de racismo.

O caso foi discutido em plenário durante votação de um requerimento apresentado pelo vereador Edson Alexandre Pereira (MDB), o Edinho do Salão, “em repúdio” à atitude do guarda municipal, que aconteceu em novembro, mês em que se comemora a Consciência Negra e quando ocorrem na cidade diversas ações de conscientização sobre o combate ao racismo.

No caso envolvendo a tentativa de racismo contra Pedro, “há relatos de familiares e vizinhos de que há anos esse guarda municipal vinha proferindo insultos racistas contra o jovem, chegando ao absurdo de jogar cascas de bananas na porta da residência de Pedro, com o claro objetivo de ofender, sendo que, por reiteradas vezes tinha atitudes preconceituosas contra o jovem negro”.

Segundo Edinho, o requerimento, aprovado por unanimidade, durante a sessão realizada na tarde desta terça-feira pela Casa, tem “objetivo reafirmar a posição” da  Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, e do vereador, “no irrenunciável combate a todos os atos criminosos de injúria racial e racismo”.

Os vereadores se pronunciaram sobre o caso. Inês Paz (PSOL) explicou que está o acompanhando com a família do rapaz, assim como outros representantes de diversos movimentos sociais de Mogi.

“A informação é de que o secretário (Toriel) apenas o afastou, mas o guarda tem que ser julgado por tentativa de homicídio em racismo. Não podemos colocar isso embaixo do tapete. Temos que ficar atentos para que os dois crimes não passem impunes, para que não sejam banalizadas as vidas de pretos e da periferia”, declarou a parlamentar.

O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) observou que há informações de que o agente estava afastado de suas funções e disse que quer explicações do secretário sobre a situação dele na corporação e o motivo pelo qual, apesar de afastado, estar armado.

Foi o próprio vereador petista que fez o requerimento verbal sobre o convite ao secretário. A iniciativa também foi aprovada por unanimidade. O presidente do Legislativo, Marcos Furlan (PODE), informou que vai encaminhar o convite para agendar esse encontro.    

O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) observou que há informações de que o agente estava afastado de suas funções e disse que quer explicações do secretário sobre a situação dele na corporação e o motivo pelo qual, mesmo afastado, continuava armado.

De acordo com o vereador Edinho, a arma utilizada pelo guarda municipal nesta ocorrência não seria da corporação mogiana. “A arma era fria, e ele estava de licença prêmio, pelas informações que obtive junto à Prefeitura”, comentou.

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