A Justiça Eleitoral de Mogi das Cruzes deferiu os registros de seis candidatos a prefeito de Mogi: Caio Cunha (PODE), Felipe Lintz (PRTB), Fred Costa (PDT), Marcus Melo (PSDB), Michael Della Torre (PTC) e Rodrigo Valverde (PT). O único que continua aguardando o sinal verde é o candidato do PROS, Miguel Bombeiro. O resultado desse julgamento deve sair nas próximas horas, dentro do prazo limite estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para análise dos processos que se encerra nesta segunda-feira, dia 26.

Os dados divulgados pelo TSE mostram que 22 candidatos a vereador de diversos partidos políticos da cidade tiveram seus registros indeferidos. Os principais motivos estão relacionados a problemas com prazos, falta de documentação e de certidões criminais. Mesmo assim todos podem entrar com recursos e continuar suas campanhas políticas para o primeiro turno das eleições do dia 15 de novembro.

Até agora, do total de 586 postulantes à Câmara de Mogi, 486 já estão aprovados para participar da disputa. Tem ainda 76 deles aguardando julgamento do registro da candidatura, e dois concorrentes à reeleição que desistiram da disputa: os vereadores Carlos Evaristo (PSB) e Jean Lopes (PL), envolvidos na Operação Legis Easy, por denúncias de suspeitas de corrupção pelo Ministério Público (MP).

Entre os seis vereadores denunciados à Justiça pelo MP, todos com habeas corpus para responder ao processo em liberdade, três deles estão com suas candidaturas deferidas: Antônio Lino (PSD), Diego de Amorim Martins (MDB) e Francisco Bezerra (PSB). O registro do vereador Mauro Araújo (MDB) ainda não está confirmado.

A maioria dos concorrentes ao Legislativo, indeferidos por problemas de documentação, deve atualizar a situação e obter êxito em seus recursos, como normalmente acontece nesse tipo de situação de registros de candidaturas.

Alguns processos são mais complicados como o caso do vereador Protássio Ribeiro (PSDB), que entrou com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para tentar reverter a impugnação do seu registro por  decisão do juiz da 74ª Zona Eleitoral de Mogi, Tiago Ducatti Lino Machado. Na ação movida pelo MP, o promotor Leandro Lippi alega que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) reprovou as contas quando o parlamentar estava na presidência da Câmara, em 2014.

Outro caso complicado é o do servidor Álvaro Ferreira Portela (PL), por ter sido demitido a bem do serviço público, o que inviabiliza a sua candidatura 

Há ainda situações curiosas, como a dos candidatos Robinson Ponciano (Patriota) e Roberson de Moraes Pires (PSD), que se registram como ‘Robinho”. Os registros dos dois estão suspensos até que a Justiça Eleitoral decida qual poderá usar o apelido na campanha e nas urnas.