A Prefeitura de Arujá informa que a Justiça suspendeu a ordem de reintegração de posse, em uma área da Imobiliária Continental, no Centro Residencial. A decisão judicial foi baseada em uma solicitição feita pela própria administração municipal. A ação de despejo que afetaria 15 famílias de diversos lotes, muitas com crianças e pessoas doentes, estava marcada para ser executada nos próximos dias.

O pedido para que a Justiça reconsiderasse decisão foi feito pelo prefeito Luís Antonio de Camargo (PSD), orientado pelos secretários municipais de Assuntos Jurídicos, Marcos Regueiro, e de Habitação, Rodolfo Ribeiro Machado. O motivo que é a situação de vulnerabilidade social, pelo próprio contexto da pandemia e também pela falta de participação do Ministério Público e da Defensoria Pública no processo.

Os moradores comemoraram a decisão da 2ª Vara Cível do Fórum de Arujá e disseram que estão esperançosos com a intervenção da Prefeitura. "Queremos comprar os lotes e nunca antes as gestões passadas nos ouviram ou tentaram nos ajudar. Agora estamos com esperança que isso, finalmente, vai mudar", afirmou Raimundo Pereira da Silva, morador do lote 33.

A esposa dele, Miralva Vieira da Silva, mãe de dois filhos de 13 e 16 anos, também mostrou-se feliz com a notícia. "Nunca ninguém tinha nos auxiliado nisso antes e essa notícia nos deixou mais aliviados, porque estávamos desesperados", afirmou.

Para a moradora do lote 32, Edileuza Santos Souza, duas filhas de 14 e 21 anos, que mora desde 2013 no Residencial, a decisão da Justiça e o fato da Prefeitura ter ouvido os moradores, concedeu-lhes uma luz no fim do túnel. "Cheguei a pagar até IPTU antes. Agora só queremos uma solução e creio que iremos conseguir", comemorou.

O prefeito agradeceu ainda ao representante dos moradores do Residencial, Magno Belo da Silva, que compareceu juntamente com o grupo à Prefeitura hoje, para saber da novidade.