Em live realizada na noite desta segunda-feira (1º), o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Podemos) e o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, divulgaram que desde o sábado (27) o complexo de atendimento à Covid-19 formado pelo Hospital Municipal e a UnicaFisio estão com 100% de ocupação nos 124 leitos de UTI e enfermaria. "'Estamos à beira de uma ocupação total de leitos de Mogi. Se assim continuar, sim, nós estamos perto de um colapso", pontuou Naufel. 

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O titular da pasta disse ainda que, atualmente, só é possível internar algum paciente na unidade se houver alta ou óbito. O número de pacientes que tem procurado o hospital municipal é muito grande. Além de ser referência para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Pronto Atendimento (PA) na cidade. 

"No sábado houve a necessidade de a gente retransmitir os pacientes, fazer o fluxo para o Luzia de Pinho Melo, sendo que o municipal hoje tem 124 leitos e quando a gente pegou tinha 74 leitos e só 10 de UTI. Hoje tem 54 leitos de UTI e estão ocupados, assim como os 70 de enfermaria. É uma situação muito preocupante. O Hospital Luzia também não vai aguentar. Ele só tem 13 leitos de UTI para a região", destaca. 

A situação é ainda mais preocupante porque os hospitais públicos e privados somando todos os leitos estão com 90% de ocupação na UTI e 80% na enfermaria. Naufel diz que não há a quem recorrer mais.

"Estivemos na secretaria de estado da Saúde na semana passada. Antes de entrar na live, eu tentei falar com o secretário de estado de Saúde, que estava em reunião. Mas muito provavelmente os leitos de saúde do Arnaldo Pezzuti serão ativados, porque não dá mais para esperar", ressaltou. 

O local tem capacidade para atender 60 leitos, que faltam receber a estrutura de oxigênio, mas o processo pode ser realizado em apenas três dias. 

O prefeito Caio Cunha disse que essa situação é reflexo do que aconteceu há duas semanas, no carnaval. Apesar de não ter havido desfile, três festas clandestinas foram esvaziadas.

"Nós autuamos alguns estabelecimentos casas noturnas e tabacarias que insistem em promover aglomeração. Por conta disso e de tantas outras coisas, a cidade acaba recebendo este reflexo agora. O prejudicado é tudo mundo. É o comerciante, é o pai e a mãe de família. Depois dessa live,a gente vai ter uma reunião para decidir como serão os próximos dias”, disse o prefeito.

Cunha prometeu manter a fiscalização a esses eventos, mas disse que o contingente de homens da Guarda Municipal é menor do que a demanda. Além disso, o prefeito garantiu para essa terça-feira (2) uma readequação no horário do transporte público, a fim de evitar aglomerações.