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ATO PÚBLICO

Grupos de manifestantes fazem protesto contra o racismo em Mogi

Movimentos, partidos políticos e ativistas fizeram ato contra fascismo, racismo e ataques à família do jovem Pedro Azpilicueta feito por um guarda municipal de Mogi.

O Diário
26/11/2022 às 18:39.
Atualizado em 26/11/2022 às 21:02

Os manifestantes levaram bandeiras, cartazes e instalaram um caminhão de som no local. (Divulgação/Regina Tavares)

O Largo do Rosário, localizado na área central da cidade, foi palco na manhã deste sábado (26) para um ato de protesto feito por representantes de diversos movimentos sociais, coletivos, partidos políticos e grupos antifascistas, que levaram bandeiras, cartazes e instalaram um caminhão de som na praça.  

Por conta da comemoração da semana da Consciência Negra, os grupos já estavam programando um movimento contra o racismo, em que iria abordar também a homofobia e os atos golpistas - que vem sendo registrados no País por pessoas que não aceitam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), - também protestaram contra os ataques à família do jovem Pedro Azpilicueta feitos por um vizinho, que é guarda civil municipal de Mogi.

No ato público também teve protesto contra fascismo e ato golpistas (Divulgação/Regina Tavares)

Durante o manifesto foram distribuídos panfletos para a população, explicando sobre o caso que envolve a família Azpilicueta, de César de Souza, e vem tendo grande repercussão desde quarta-feira (23), quando o GCM José Carlos de Oliveira acertou três tiros em Pedro, que está internado se recuperando em um hospital.

O pai Jefferson Azpilicueta relatou ao G1 que os ataques começaram quando Pedro negou o pedido do vizinho que queria usar o muro da casa onde moram para fazer uma garagem. Ele disse que desde então, o guarda passou a fazer ameaças, agressões verbais e ofensas racistas a toda a família.

O ativista social e jornalista Felipe Ruffino, envolvido na luta contra o racismo, disse que apoia o movimento como o que foi realizado no Largo do Rosário e alega que todas as ações que combatem o preconceito precisam ser intensificadas na cidade. Observa que vem aumentando os registros de diversos casos nos últimos tempos, como o que aconteceu com cunhado dele durante o torneio da Copa Mogi de Futebol Amador, em setembro.

“Agora tivemos o caso do GCM que, de maneira covarde, atirou em um homem negro, simplesmente pela cor da pele. As manifestações são importantes porque é a nossa união que vai fazer com que a gente acabe com o racismo”, enfatiza, ressaltando ainda o direito de o povo preto estar nas ruas, na política, “e em todos os lugares onde eles quiserem estar”.

Felipe reforça dizendo que é preciso falar mais sobre racismo: “As pessoas precisam aceitar sim que todo mundo deve ter acesso ao que está previsto na Constituição que é o direito a vida, liberdade, dignidade humana”.

A vereadora Inês Paz (PSOL), presente no protesto, disse que vai provocar a Câmara de Mogi para convidar o secretário municipal de Segurança, Toriel Sardinha, a ir até o Legislativo dar explicações sobre o caso do GCM.

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