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DESOCUPAÇÃO

GCM inicia a retirada de 9 famílias de terreno no Oropó, em Mogi; veja imagens

Imagens que circulam na internet mostram momento em que agentes da defesa civil abordam um dos ocupantes

O Diário
13/04/2022 às 13:31.
Atualizado em 14/04/2022 às 11:08
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DESOCUPAÇÃO

GCM inicia a retirada de 9 famílias de terreno no Oropó, em Mogi; veja imagens

Imagens que circulam na internet mostram momento em que agentes da defesa civil abordam um dos ocupantes

O Diário
13/04/2022 às 13:31.
Atualizado em 14/04/2022 às 11:08

Imagens da abordagem em uma recente ocupação na Vila Oropó, em Mogi das Cruzes, repercutiram nas redes sociais nesta quarta-feira (13). Integrantes da Guarda Civil Municipal realizaram a segunda visita a uma área da Vila Oropó e derrubaram um dos barraco usados pelas famílias que invadiram o terreno há duas semanas. A prefeitura informa que o local é insalubre (leia mais abaixo).

"Estamos com todas as nossas coisas reviradas sem saber o que devemos fazer agora”, relatou Vitória Gabriele Martins dos Santos (Crédito: Vitória Gabriele Martins dos Santos)

Ao todo nove famílias estão instaladas naquela região, sendo uma delas composta por seis filhos e uma criança portadora de deficiências. A maneira como um homem foi abordado provocou reação de lideranças e moradores. As famílias permanecem no local.

No último sábado (9) foi reportada por O Diário ação da Prefeitura de Mogi que derrubou três moradias na Vila São Francisco que não tinham família, mas que os moradores afirmaram o contrário. Na segunda-feira (11), segundo  moradores da Vila Oropó, outras moradias foram alvo da operação da prefeitura.

Vídeos de moradores circulam na internet mostrando a abordagem dos agentes nesta quarta (13). Em uma das imagens é possível observar um homem sendo contido por um dos agentes, enquanto crianças pequenas choram e mulheres pedem calma.

Esse morador foi detido em razão de ter se recusado a sair do barraco, de acordo informações da segurança pública, e em seguida, foi encaminhado à Central de Flagrantes.

“Nós estamos sem condições de sustentar uma casa, não estamos aqui porque queremos estar nessa situação. Chegamos há duas semanas nesse espaço e desde que nos alojamos aqui, estamos cuidando, porque esse lugar virou a nossa casa e de outras famílias”, disse Vitória Gabriele Martins dos Santos.

De acordo com a moradora, a ação da prefeitura aconteceu na última segunda (11) e na manhã desta quarta (13). Ela diz que não foi apresentada ordem judicial. "Eles nos falaram que ou a gente saia por bem, ou teriamos que sair a força.  Estamos correndo atrás de advogados para nos ajudar com essa situação porque nós sabemos da lei e entendemos que a forma com que esses guardas agiram não estava certa. Estamos com todas as nossas coisas reviradas sem saber o que devemos fazer agora”, relatou.

O Diário solicitou informações à Prefeitura, sobre a atuação dos guardas municipais. Em resposta, a administração informou que, no início da manhã desta quarta-feira (13), foi realizada uma nova ação para interromper o processo de invasão ilegal que ocorria em Área de Proteção e Recuperação de Mananciais (APRM), de propriedade do Incra.

"As unidades irregulares identificadas estavam inacabadas e foram erguidas na segunda-feira (11/04), data em que aconteceu o primeiro desfazimento no local. A Secretaria de Assistência Social classificou o local como insalubre e precário, desprovido de água e esgoto, infringindo sobretudo o Estatuto da Criança e do Adolescente, com a permanência de menores no local. Para barrar o início dessa invasão irregular, a Secretaria de Segurança agiu rapidamente e, dos barracos identificados, a maioria teve o desfazimento de forma pacífica. Três famílias demonstraram resistência", trouxe nota enviada ao jornal.

“Infelizmente essas famílias invasoras estão sendo direcionadas por criminosos, que orientam para que eles permaneçam no local, colocando em risco a integridade até mesmo de crianças”, salientou o chefe da Pasta, Toriel Sardinha, também na nota encaminhada a O Diário.

Ainda de acordo com a Prefeitura, a irregularidade foi denunciada pela própria população, o que pode ser feito pelo telefone 153, e para conter o início de invasões não consolidadas, o município não necessita de ordem judicial. "Os trabalhos se iniciaram com as unidades não habitadas. Entre os ocupantes que resistiram em deixar o local, um homem agrediu os agentes de segurança e foi conduzido à delegacia. Ele permaneceu em reclusão por ser foragido da Justiça, por um delito cometido no estado de Sergipe. Equipes da Assistência Social fizeram o cadastro das pessoas que estavam na área e ofereceram acolhimento institucional aos ocupantes, porém todos recusaram e afirmaram ter alternativa habitacional", finalizou a nota da administração municipal.

Situação recorrente

A região da Vila Oropó fica próxima ao bairro do Jardim Planalto, onde houve ação da Prefeitura, em março do ano passado. A história se assemelha às relatadas nesta matéria. Moradias desapropriadas pela administração municipal que alega não estarem com famílias, mas os moradores, por meio de fotos e vídeos, tentarem comprovar que havia famílias habitando o espaço.

O caso das desocupações no Jardim Planalto repercutiu em manifestação dos moradores em frente ao prédio da administração municipal.

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