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PANDEMIA CONTINUA

Frio torna propício o aumento de casos de gripe e também da Covid-19 em Mogi

Quase dois meses após a flexibilização do uso de máscaras e agora, com as baixas temperaturas persistindo, casos positivos de Covid continuam crescendo, mas sem gravidade, ressalta o secretário de Saúde, Zeno Morrone Júnior.

Mariana Acioli
21/05/2022 às 20:00.
Atualizado em 21/05/2022 às 20:07

MUDANÇA Com a flexibilização do uso de máscaras, decretado em março em todo o estado, a cena registrada nesta foto está ficando cada vez mais rara (Arquivo O Diário)

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PANDEMIA CONTINUA

Frio torna propício o aumento de casos de gripe e também da Covid-19 em Mogi

Quase dois meses após a flexibilização do uso de máscaras e agora, com as baixas temperaturas persistindo, casos positivos de Covid continuam crescendo, mas sem gravidade, ressalta o secretário de Saúde, Zeno Morrone Júnior.

Mariana Acioli
21/05/2022 às 20:00.
Atualizado em 21/05/2022 às 20:07

MUDANÇA Com a flexibilização do uso de máscaras, decretado em março em todo o estado, a cena registrada nesta foto está ficando cada vez mais rara (Arquivo O Diário)

Mogi das Cruzes nesta semana registou a temperatura mínima de 6ºC, com sensação térmica que alcançava os 2ºC, e as previsões mostram que o frio vai demorar para ir embora. Esse clima torna propício o aumento de casos de gripe e também da Covid-19, devido ao maior número de aglomeração. Junte-se a esse quadro, a influência da flexibilização do uso das máscaras.

Atualmente, a cidade acumula 53.723 casos positivos da covid, mas graças às vacinas, uma parte inexpressiva desses números são casos de gravidade. Dos 232 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) de Mogi, apenas um está ocupado para tratamento de paciente com a doença. Nos leitos de enfermarias 0,96% estão ocupados para os infectados, representando, apenas nove, dos 929 leitos ao todo.

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No último mês, segundo a Prefeitura, a cidade apresentou apenas um óbito em decorrência do agravamento do coronavírus.

“O fundamental é que esses mais de um milhão de vacinas aplicadas em Mogi das Cruzes teve  uma repercussão excelente na gravidade doença”, ressalta o secretário municipal de saúde, Zeno Morrone Júnior.  Somando 1.032.524 doses aplicadas, a cidade prossegue com o calendário de vacinação. 

Com mais pessoas se reacostumando à não utilização das máscaras de proteção facial, cada vez mais este item é encontrado em espaços inadequados (Mariana Acioli)

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 36% das crianças (de 5 a 11 anos) estão com as duas doses, entre os adolescentes (de 12 a 17 anos) 95% estão com as duas aplicações, 55% dos adultos de 18 a 59 anos já tomaram dose de reforço e mais de 100% dos idosos (60 anos para cima) já tomaram as três doses contra a Covid-19. 

“Teremos que conviver com esse vírus (coronavírus) a vida inteira. Não é uma coisa que vai acabar daqui um mês ou um ano, mas nós teremos que administrar isso como nós administramos a influenza”, opina o secretário, ressaltando que além das vacinas da gripe que precisam ser tomadas anualmente, o imunizante contra o coronavírus possivelmente entrará para esse calendário.

Com a flexibilização do uso das máscaras e as baixas temperaturas que tendem a se estender até o final do inverno, Morrone reforça a necessidade da  prevenção nesse período. 

“Nesse frio, as pessoas tendem a querer aglomerar mais, para aquecer, mas é importante evitar e manter o uso das máscaras, principalmente aqueles que estão apresentando os sintomas. Sempre foi assim em países como o Japão, é um bom exemplo para seguirmos”, indica. 

Apesar da não obrigatoriedade, manter a utilização das máscaras mesmo sem apresentar sintomas de gripe ou da covid é uma recomendação que pode proteger a si e aos familiares das doenças respiratórias neste outono/inverno, defende o secretário, além de reforçar os outros protocolos que já são de costume, como a higienização das mãos.

“A probabilidade é que os casos continuem aumentando (devido ao clima), porém, com a vacinação, a tendência é que não sejam com gravidade, assim como acontece com a gripe”, esclarece o secretário, ressaltando a importância da imunização. 

Nas próximas semanas, a Prefeitura de Mogi mantém a programação especial para atualização do esquema vacinal contra o coronavírus e oferta de doses da gripe e sarampo para os públicos contemplados. 

 Já há dois meses com a flexibilização do uso das máscaras no Estado de São Paulo, deixar a utilização do acessório de proteção não foi um hábito difícil de desapegar para a maioria das pessoas. O apetrecho gera desconforto para respirar, especialmente se quem a pessoa estiver em atividades como caminhadas, subir e descer escadas, etc. 

Entretanto, o item segue obrigatório em ambientes hospitalares e transportes públicos. Profissionais da saúde que ainda não abandonaram a proteção, comentaram a O Diário como tem sido a rotina depois do fim da fase emergencial da pandemia.

“O uso da máscara não me atrapalha e sinto mais segurança tanto para a minha saúde como para a saúde dos meus pacientes. Acho que o uso da máscara deveria permanecer principalmente para quem está doente, para que não seja transmitido nenhum tipo de doença infectocontagiosa do sistema respiratório”, defende a fisioterapeuta Tathiane Nayara de Oliveira Rocha que manteve o uso das máscaras entre o ambiente de trabalho e fora dele.

No caso do professor Amauri de Oliveira Toledo, que há menos de um mês trabalhava na UBS do Jardim Camila para as aplicações de vacinas contra a Covid, não utilizar o acessório de proteção fora do espaço profissional tem sido conveniente.

“Muitas das vezes eu fico sem máscara pelo fato do conforto respiratório, mas sempre quando estou em um local aglomerado coloco a máscara. Acredito que não foi um bom momento para a retirada da máscara, pois ainda estamos com casos de infecção respiratória causada pela Covid”, explica o professor, lembrando que mesmo com a vacinação e os poucos casos graves da doença, a tendência é ter um crescimento desses números com relação aos infectados.

“O uso das máscaras dentro das unidades de saúde ainda é obrigatório, mas parece que as pessoas esquecem disso. Muita das vezes tinha que pedir para que os pacientes colocassem a máscara ou até mesmo que cobrissem o nariz”, contou Toledo, revelando que descumprimento desse protocolo tem acontecido até nos ambientes de mais chance de contágio. Assim como defenderam o secretário de saúde e a fisioterapeuta, para enfrentar os próximos meses com segurança, buscando diminuir infecções do sistema respiratório, incluindo a Covid-19, não abandonar o uso das máscaras será um hábito seguro a preservar.

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