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CONTRA GOLPE

Frente Democrática pretende acionar o MP contra as manifestações golpistas em Mogi

Tema foi tratado nesta sexta-feira (02) durante lançamento oficial do manifesto assinado por oito partidos, mais de 20 sindicatos e movimentos sociais e vereadores.

Silvia Chimello
02/12/2022 às 19:10.
Atualizado em 02/12/2022 às 19:26

Grupo de entidades e partidos promovem evento para lançamento do manifesto em defesa dos Direitos Democráticas (Divulgação/Assessoria Inês Paz)

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CONTRA GOLPE

Frente Democrática pretende acionar o MP contra as manifestações golpistas em Mogi

Tema foi tratado nesta sexta-feira (02) durante lançamento oficial do manifesto assinado por oito partidos, mais de 20 sindicatos e movimentos sociais e vereadores.

Silvia Chimello
02/12/2022 às 19:10.
Atualizado em 02/12/2022 às 19:26

Grupo de entidades e partidos promovem evento para lançamento do manifesto em defesa dos Direitos Democráticas (Divulgação/Assessoria Inês Paz)

A Frente Mogiana em Defesa do Estado Democrático de Direito deve entrar com uma representação no Ministério Público contra pessoas que estão pedindo intervenção militar na cidade.  Esse foi um dos temas tratados durante evento realizado nesta sexta-feira (02), na Câmara de Mogi, para o lançamento oficial de manifesto que pede providências por parte da Justiça e da Prefeitura .

No documento, assinado por oito partidos, 21 sindicatos e movimentos sociais e pelos vereadores Iduigues Martins (PT) e Inês Sol (PSOL), o  grupo cobra esclarecimentos sobre a manutenção dos atos dos realizados desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ao Tiro de Guerra de Mogi.

Rodrigo Valverde, um dos representantes do PT na Frente Democrática, explica que também foi expedido um ofício à Prefeitura, endereçado à Secretaria Municipal de Segurança. Guarda Civil Municipal e Polícia Militar, “pedindo que sejam aplicadas multas em todos os que estão em local proibido parar e estacionar referente a essa manifestação”, diz ele.

O movimento aponta a manutenção da interdição de parte da avenida Francisco Rodrigues Filho, em frente ao Tiro de Guerra de Mogi das Cruzes, "bloqueando a calçada e uma via de rolamento e, em alguns dias e horários, bloqueando todas as vias, criando muitas dificuldades para a população mogiana".

De acordo com Valverde, a criação da Frente foi idealizada por diferentes grupos da cidade para  Mogi “dar o exemplo” no enfrentamento do problema. Ele lembra que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é da cidade e o critica por ter questionado o resultado das eleições.

Cita também a postagem feita pelo prefeito Caio Cunha sobre as manifestações (e posteriormente apagada) e cobra "esclarecimentos da Prefeitura, da PM, da GCM sobre a continuidade do acampamento ilegal em frente ao Tiro de Guerra e sobre o suposto apoio da Prefeitura para essa atividade".

O grupo a aponta ainda posts em redes sociais, mostrando apoio aos manifestantes  "por parte da prefeitura através da secretaria de Mobilidade e da Segurança". Informa que uma viatura da Guarda Municipal prestaria apoio ao acampamento ilegal.

A Prefeitura não se posicionou sobre o manifesto. Informou apenas que “analisará o teor do documento”.

Leia aqui a íntegra do manifesto da Frente em defesa do Estado Democrático de Direito em Mogi:

1. Lula ganhou as eleições. Venceu no primeiro turno e, no segundo, mais de 60 milhões de brasileiras e de brasileiros deram a Lula a maior votação para presidente em toda a história do Brasil. Foi uma vitória da democracia e do povo brasileiro. Uma vitória da esperança, da alegria e da vida.

2. Logo após a proclamação do resultado, (por volta de cinco horas após o encerramento das eleições), todos os poderes da República e chefes de estados internacionais; líderes mundiais e líderes políticos e a imprensa internacional e nacional; e, até mesmo, adversários de Lula reconheceram, imediatamente a sua vitória.

3. Porém, pequenos grupos bolsonaristas, através de fake News e financiados por empresas que sempre lucraram em cima dos trabalhadores, alegando "fraude nas eleições", iniciaram manifestações antidemocráticas, bloqueando rodovias pelo Brasil todo e, depois, se reunindo em frente a quarteis, solicitando intervenção militar, federal e até mesmo de alienígenas.

4. Além dessas manifestações anticonstitucionais, no dia 22 de novembro do corrente ano, para satisfazer o presidente da república, Waldemar Costa Neto, conhecido como o Boy - presidente do Partido Liberal - PL entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de verificação extraordinária do resultado do segundo turno das eleições. Sem apresentar qualquer prova de fraude, o PL pediu a invalidação dos votos de mais de 250 mil urnas.

5. Imediatamente ao protocolo do pedido, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, deu prazo de 24 horas para que o PL apresente os dados completos, inclusive do primeiro turno, já que ambos usaram as mesmas urnas. Alegando "litigância de má-fé", Alexandre de Morais recusou a ação do Boy e aplicou uma multa ao partido de 22,9 milhões e bloqueou o fundo partidário até que a multa seja paga.

6. Em contraponto a tudo isso, a transição entre o governo atual e o governo de Lula segue a passos largos. Equipes de trabalho foram organizadas e estão atuando a todo vapor nas questões sociais, econômicas, políticas e na garantia do Estado Democrático de Direito.

7. Na cidade de Mogi das Cruzes, o roteiro foi bem parecido. Os golpistas, logo no primeiro dia após a eleição, bloquearam a Mogi-Dutra e, agora, encontram-se em frente ao Tiro de Guerra, bloqueando a calçada e uma via de rolamento e, em alguns dias e horários, bloqueando todas as vias, criando muitas dificuldades para a população mogiana. No local, já deixaram estacionado em local proibido, um enorme guindaste e até mesmo um container de mais de 20m na calçada.

8. O prefeito Caio Cunha em suas redes sociais fez um post de apoio às manifestações e, após repercussão negativa, apagou a postagem. O ativista dessas manifestações golpistas Silvio Marques, em sua página do Facebook, e áudios do Whatsapp, informa o apoio ao movimento por parte da prefeitura através da secretaria de mobilidade e da segurança. Informa que uma viatura da Guarda Municipal prestaria apoio ao acampamento ilegal.

9. Tendo em vista todas essas movimentações antidemocráticas, partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e lideranças progressistas e democráticas uniram-se e lançam a Frente em defesa do Estado Democrático de Direito em Mogi, cobrando esclarecimentos da Prefeitura, da PM, da GCM sobre a continuidade do acampamento ilegal em frente ao Tiro de Guerra e sobre o suposto apoio da Prefeitura para essa atividade.

A Democracia e a luta do povo vencerão!

  

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