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Festa do Divino: Caminhada pela Paz reúne os devotos e congadeiros

Festa do Divino de Mogi das Cruzes substitui a Entrada dos Palmitos, neste sábado, por cortejo que terá a presença de grupos folclóricos e “charola”

Eliane José
03/06/2022 às 14:13.
Atualizado em 04/06/2022 às 08:41

Mesmo enxuto, a programação da Festa do Divino atraiu centenas de mogianos (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

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Festa do Divino: Caminhada pela Paz reúne os devotos e congadeiros

Festa do Divino de Mogi das Cruzes substitui a Entrada dos Palmitos, neste sábado, por cortejo que terá a presença de grupos folclóricos e “charola”

Eliane José
03/06/2022 às 14:13.
Atualizado em 04/06/2022 às 08:41

Mesmo enxuto, a programação da Festa do Divino atraiu centenas de mogianos (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

Os últimos dois dias da Festa do Divino de Mogi das Cruzes de 2022 terá eventos populares e religiosos a partir de hoje, quando acontecerá a Caminhada pela Paz e o Bem, em substituição à tradicional Entrada dos Palmitos, um cortejo que costumava reunir devotos, ex-festeiros, carros de boi e cavaleiros pelas ruas centrais da cidade, a partir da Ricardo Vilela. 

A opção pela caminhada, contou o festeiro Ricardo Lima da Costa, foi para manter a tradição, de certa forma, no penúltimo dia do festejo, mas sem a presença dos cavaleiros e carros de boi, o que também atraía muitos visitantes. Já os grupos mogianos de congada e moçambique são esperados e deverão se concentrar no Largo do Rosário, na manhã de hoje.

Já a ‘charola’, um carro enfeitado com alimentos, irá sair da sede da Associação Pró-Festa do Divino, no Mogilar, com destino à rua Dr. Deodato Wertheimer, onde acontecerá a Caminhada pela Paz e o Bem.

A presença dos congadeiros sempre foi um dos atrativos da Entrada dos Palmitos e celebrava o casamento entre a cultura popular, com o seu aspecto profano, e a religião - já que padres e o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, recepcionavam todo o público em frente à Catedral de Santana.

A representação da fartura e dos alimentos é um dos registros que lembram as festas antigas, quando moradores da região da Serra do Itapeti, vinham para Mogi das Cruzes, nos dias do Divino, com cestos de alimentos frescos.

O público poderá participar da caminhada prevista para percorrer os calçadões das ruas Dr. Deodato Wertheimer e Paulo Frontin, com término do encontro, na Catedral de Santana. 

Pentecostes
Uma outra mudança a ser notada pelos devotos mogianos será a volta, no domingo, da procissão de Pentecostes, celebração que a Igreja Católica reeditada para lembrar a descida  do Espírito Santos sobre os apóstolos, 50 dias após a Páscoa

No ano passado, quando o formato da festa foi mais online do que presencial, a procissão que percorre as ruas centrais não ocorreu.
O cortejo está marcado para  as 16 horas. Depois de percorrer algumas ruas, os fiéis voltam para a Catedral de Santana, onde dom Pedro celebra a missa de encerramento da Festa do Divino de 2022.

Após isso, acontece a incineração dos pedidos depositados no Império, onde orações foram feitas pelas rezadeiras.

Também será realizado o sorteio da Ação entre Amigos, que irá premiar o vencedor com uma obra doada pelo ex-festeiro Antonio Lúcio de Lima, e que retrata o Divino Espírito Santo. Os números  ainda estão sendo vendidos pelos organizadores do evento a R$ 10.

Quitutes

Além da Ação entre Amigos, que busca recursos financeiros para as despesas do evento, hoje e amanhã, na sede da Associação Pró-Festa do Divino, as pessoas interessadas poderão adquirir itens da culinária  caipira, como o afogado e o tortinho.

Sem a possibilidade de fazer a quermesse, a venda dos produtos para entrega foi uma forma de dar um “aperitivo” aos devotos. Com preços de R$ 28 para a cumbuca do afogado, R$ 8 para o tortinho e os doces de abóbora e sagu, e R$ 10, o espetinho de carne, frango ou linguiça (R$ 10), os quitutes são vendidos na sede da Associação Pró-Festa do Divino, a partir das 18h30, mas não podem ser degustados no local.

Patrimônios, como a fé, a folia e o café da alvorada sustentam atração

Registros patrimoniais como a folia e café na alvorada foram atualizados (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

O cartel de atrações da Festa do Divino de Mogi das Cruzes foi reduzido, mas conseguiu manter tradições religiosas e culturais potentes o bastante para chamar o mogiano para as alvoradas e novenas.

O Diário acompanhou a alvorada na manhã de quarta-feira, quando a chuva tirou o cortejo das ruas e os devotos acompanharam as orações matinais dentro da Catedral de Santana.

Com todos os bancos tomados e pessoas em pé, a alvorada conduzida por dom Pedro Luiz Stringhini, foi marcada por uma esperança - dom Paulo Mascarenhas Roxo havia sido submetido a uma segunda cirurgia na noite anterior, em um hospital de São Paulo, porém, faleceria na própria quarta-feira, por volta das 16 horas - e pelo pedido de unidade entre os povos e religiões.

A presença de fiéis com suas bandeiras vermelhas e fitilhos multicoloridos enrolados em nós, da Folia de Biritiba Ussu, que se apresentou de maneira emocionante, e o tradicional café servido com pão e mortadela, no salão paroquial da Catedral, reafirmaram a força desse patrimônio social e cultural de Mogi das Cruzes.

Participantes, como o festeiro Ricardo Lima da Costa, acreditam que o enxugamento do programa por causa da pandemia, tende a contribuir para uma Festa do Divino maior, em 2023. Para isso, o trabalho exigirá mais foco. Neste ano, evento semelhante, o Festival de Outono, sai do papel.

Os nomes dos novos festeiros e capitães de mastro devem ser conhecidos na celebração de Corpus Christi, no dia 16. 

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