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CONCILIAÇÃO

Ferroviários confirmam greve a partir da zero hora de quinta; linhas 11 e 12 não serão paralisadas

A greve, anunciada na semana passada e que deve atingir todas as linhas de trens, com exceção da 11 - Coral, que corta o Alto Tietê e 12 - Sáfira

O DiárioPublicado em 14/07/2021 às 19:09Atualizado há 14 dias
CPTM não apresentou nova proposta / Divulgação - CPTM
CPTM não apresentou nova proposta / Divulgação - CPTM

A greve dos ferroviários acaba de ser oficialmente confirmada: sem acordo em audiência de conciliação - conforme publicado por O Diário - no Tribunal Regional do Trabalho, os Sindicatos da Sorocabana, de São Paulo e dos Engenheiros de São Paulo convocaram os ferroviários para o movimento que será deflagrado nesta quinta-feira (15), segundo nota encaminhada a O Diário.

“O TRT propôs que a CPTM repusesse o salário em 6,22%, mas a empresa não aceitou. A categoria está cansada de tanto desrespeito e resolveu parar o serviço a partir da 0 hora dessa quinta”, esclareceu o presidente interino do Sindicato da Sorocabana, José Claudinei Messias, em comunicado à imprensa. 

A paralisação poderá impactar 2 milhões de pessoas que utilizam as linhas 7 - Rubi, 8 - Diamante, 9 - Esmeralda, 10 - Turqueza,  e 13 - Jade (no trecho de Guarulhos), e contar com a participação de 350 ferroviários, segundo espera o movimento sindical.

Porém, segundo confirmado pelo sindicato a O Diário, inicialmente, as linhas 11 - Coral, que corta a região do Alto Tietê, e a 12 Safira, entre o Brás e Itaquaquecetuba, não terão greve "pois não fizeram assembleia" e "teoricamente não serão afetadas", ao menos, nesse primeiro momento. A parte da linha 13, no trecho da capital paulista, também deverá operar. 

Os ferroviários são representados por diferentes sindicatos.

Por mês, os passageiros das cidades do Alto Tietê, apenas da linha Coral-11, que faz o trajeto entre a Luz e Estudantes, somam um contingente de 2,3 milhões de pessoas, sendo que a maior parte, 727 mil embarca e desembarca em Suzano. Por dia, por este trecho regional, circulam cerca de 77 mil pessoas, de acordo com balanço encontrado no site da CPTM, referente ao mês de março deste ano.

A Linha 12 atende cerca de 517 mil passageiros por mês, entre o bairro do Brás e Itaquaquecetuba, e atende moradores de Calmon Viana, Aracaré e o destino final. Por dia, são atendidos cerca de 17 mil, também segundo balanço encontrado no site da CPTM.

O Diário solicitou um posicionamento da CPTM, e não recebeu um retorno até o momento.

A mobilização

Os sindicatos entraram com ação de Dissidio Coletivo de Greve no TRT solicitando que a empresa aceite os termos propostos no ACT 2021/2022 que foi parcialmente assinada, mas, justamente, as cláusulas econômicas não foram aceitas pela companhia que insistem em reajuste zero pelo segundo ano seguido. “O ferroviário trabalhou toda a pandemia e se dedicou, já no ano passado a empresa não reajustou o salário e agora querem isso de novo, mas tudo aumentou, como os ferroviários vão ter condições de viver sem saber se vão conseguir pagar as contas”, indaga Messias.

Reunidos em assembleia, na noite de hoje (14) os ferroviários, resolveram avançar com a greve paralisando o serviço a partir da 0 hora dessa quinta-feira, dia 15/07, sem previsão de retomada da operação. 

 Movimento

Os trabalhadores da CPTM estão divididos entre os seguintes sindicatos dos Engenheiros de São Paulo: representa os trabalhadores da manutenção e engenharia das linhas, Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí/Brás) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás); Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: trabalhadores das linhas 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)  e 13-Jade (ferroviários de estações localizadas na cidade de Guarulhos); Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil: trabalhadores das linhas 11-Coral (Estudantes/Luz) e 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e da 13-Jade (no trecho da capital paulista).

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