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Ferraz inicia vacinação de bebês amanhã; Mogi ainda não tem data

Ferraz de Vasconcelos detalha atendimento a partir de quinta-feira (17), já a Prefeitura de Mogi diz que ainda espera orientações do governo do Estado

O Diário
16/11/2022 às 14:02.
Atualizado em 16/11/2022 às 14:04

Ferraz de Vasconcelos inicia a vacinação de crianças a partir de 6 meses na quinta-feira (17) (Foto: divulgação / Rovena Rosa / Agência Brasil)

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Ferraz inicia vacinação de bebês amanhã; Mogi ainda não tem data

Ferraz de Vasconcelos detalha atendimento a partir de quinta-feira (17), já a Prefeitura de Mogi diz que ainda espera orientações do governo do Estado

O Diário
16/11/2022 às 14:02.
Atualizado em 16/11/2022 às 14:04

Ferraz de Vasconcelos inicia a vacinação de crianças a partir de 6 meses na quinta-feira (17) (Foto: divulgação / Rovena Rosa / Agência Brasil)

A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos inicia nova etapa da vacinação contra Covid-19 com o atendimento a bebês acima de 6 meses de vida até crianças com 3 anos com comorbidade. A imunização terá início nesta quinta-feira (17), nas quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Margarida, Vila São Paulo e Santo Antônio das 8 às 16 horas e no Centro de Saúde II (CSII) Mário Margarido das 8 às 20 horas.

Em Mogi das Cruzes, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou após ser questionada por O Diário que ainda não há uma data para o início do atendimento a essa faixa etária porque aguarda orientações do Governo do Estado, além do recebimento das doses.

Quem acessa o serviço Clique Vacina, disponível no site da Prefeitura de Mogi, encontra hoje doses disponíveis apenas para as crianças de 5 a 11 anos (veja aqui). A última abertura do agendamento, em Mogi, ocorreu no dia 11 de novembro.

Como será em Ferraz

A vacinação a esse público - a partir dos 6 meses - está sendo destinada apenas a crianças com comorbidades. Em Ferraz de Vasconcelos, os pais deverão apresentar um  laudo médico ou receita médica com validade de até seis meses, além da certidão de nascimento.

Entre as comorbidades estão diabetes, síndrome de down, doenças pulmonares crônicas graves, cardiopatias, doenças renais e imunossuprimidos (veja lista completa abaixo).  

Comorbidades:

Diabetes mellitus: qualquer pessoa que apresente diabetes;

Pneumopatias crônicas graves: incluem doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave, tendo uso recorrente de corticoides sistêmicos e/ou internação prévia por crise asmática;

Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório, demência vascular;

Doença renal crônica; doença renal crônica em estágio 3 ou mais, com taxa de filtração glomerular menor que 60ml/min/1,73 m2 e síndrome nefrótica;

Imunossuprimidos: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea, pessoas vivendo com HIV, doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente maior que 10mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida. Demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias, pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses, neoplasias hematológicas;

Hemoglobinopatias graves: doença falciforme e talassemia maior;

Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 40;

Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21;

Cirrose hepática: cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C.

Casos de hipertensão
Para quem tem hipertensão, a comorbidade está em três categorias distintas.

Hipertensão Arterial Resistente (HAR): quando a pressão arterial (PA) fica acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão. Ou pressão arterial controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos;

Hipertensão arterial estágio 3: quando a pressão arterial sistólica é maior ou igual a 180mmHg e/ou a diastólica é maior ou igual a 110mmHg, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade;

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade: quando a pressão arterial sistólica fica entre 140 e 179mmHg e/ou a diastólica fica entre 90 e 109mmHg, na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.

Doenças cardiovasculares
Insuficiência cardíaca (IC): insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada, em estágios B, C ou D, independentemente de classe funcional da New York Heart Association;

Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar: cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária;

Cardiopatia hipertensiva: cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo);

Síndromes coronarianas: síndromes coronarianas crônicas, como Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, entre outras;

Valvopatias: lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico, como estenose ou insuficiência aórtica, estenose ou insuficiência mitral, estenose ou insuficiência pulmonar, estenose ou insuficiência tricúspide, entre outras;

Miocardiopatias e pericardiopatias: miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos, pericardite crônica, cardiopatia reumática;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos;

Arritmias cardíacas: arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada, como fibrilação e flutter atriais, entre outras;

Cardiopatias congênitas no adulto: cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas, insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico;

Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas, e dispositivos cardíacos implantados, como marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência.

Doenças neurológicas crônicas
Neste caso, são consideradas elegíveis para a vacina doenças cerebrovasculares, como acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório, demência vascular; doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória; paralisa cerebral; esclerose múltipla e condições similares; doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; e deficiência neurológica grave.

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