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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Espera por consulta é de até dois dias em postos de Mogi, diz o secretário Zeno

Em audiência, na Câmara, o secretário de Saúde, Zeno Morrone, afirma que espera por consulta "praticamente" zerou na maior parte dos postos, mas há exceção como em Jundiapeba - atualmente, 4 mil pessoas aguardam pelo médico e as faltas às consultas seguem na faixa dos 21%

O Diário
24/05/2022 às 11:26.
Atualizado em 24/05/2022 às 14:34

Atendimento no Pró-Criança foi questionado durante a audiência pública sobre a assistência dada pela Secretaria Municipal de Saúde (Arquivo)

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Espera por consulta é de até dois dias em postos de Mogi, diz o secretário Zeno

Em audiência, na Câmara, o secretário de Saúde, Zeno Morrone, afirma que espera por consulta "praticamente" zerou na maior parte dos postos, mas há exceção como em Jundiapeba - atualmente, 4 mil pessoas aguardam pelo médico e as faltas às consultas seguem na faixa dos 21%

O Diário
24/05/2022 às 11:26.
Atualizado em 24/05/2022 às 14:34

Atendimento no Pró-Criança foi questionado durante a audiência pública sobre a assistência dada pela Secretaria Municipal de Saúde (Arquivo)

Em audiência pública que aconteceu na manhã desta terça-feira (24) na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, o secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior, afirmou que a fila de espera por consulta "praticamente zerou" na rede de postos municipais. Segundo ele, na maioria das unidades, o agendamento está sendo feito para o próprio dia ou para o dia seguinte a quem liga para o telefone SIS (160). Porém, o balanço aponta que o quadrimestre fechou com 4 mil à espera de consulta médica.

Em um levantamento que tomou como base a fila de espera em agosto do ano passado, segundo a Secretaria, havia um grupo de 16 mil pessoas aguardando a consulta com o médico, um número que chega em maio com 4 mil pendências.

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Por segmento médico, o monitoramento, com base em agosto do ano passado, mostra que a fila para ginecologia tinha 9,7 mil pessoas, e, agora possui 1 mil; em clinica médica, a pasta aponta redução de 5,6 mil para 1,4 mil, e, em pediatria, houve uma aumento de 619 crianças na fila (naquele mês de 2021, quando os casos de Covid reduziram a procura por médicos nos postos), para 1.150 neste mês.

A maior parte dessa demanda, segundo Morrone Júnior, está em alguns postos como o de Jundiapeba.

A rede possui 19 unidades de saúde e 17 serviços da Saude da Família.

Aos vereadores, no encontro que presta as contas públicas da pasta municipal durante o quadrimestre, o médico afirmou que a espera reduziu por causa de ações tomadas como a ampliação da rede de postos como os da Saúde da Família, além da retomada de serviços em setores específicos, como o atendimento infantil que voltou a ser ofertado no Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, no distrito de Braz Cubas.

O gestor conta que, para assistir as crianças, por exemplo, além da retomada do pronto-atendimento em  Braz Cubas (o que foi suspenso durante o período que o hospital se manteve como referência para a Covid), foram providenciados dois pediatras, na UPA de Jundiapeba.

Com essas medidas, com a abertura de unidades e o redirecionamento de médicos, a espera por consultas reduziu de 16 mil para 4 mil consultas no primeiro quadrimestre deste ano. O número de 16 mil toma como base a demanda de agosto passado quando a pandemia mudou o fluxo de atendimento na rede básica.

A vereadora Inês Paz (PSOL) foi uma das vozes que mais apresentou questionamentos, inclusive, sobre as reclamações ouvidas em regiões mais desprotegidas de serviços de saúde. O secretário pediu que dados pontuais fossem encaminhados à pasta.

A demanda represada ainda a ser atendida, segundo representantes da Saúde, ocorre em endereços como Jundiapeba, onde uma nova unidade foi inaugurada e o manejo da oferta de consultas começa a ser executado.

Em outros pontos da cidade, afirma Morrone Júnior, a fila reduziu e ele disse que situações atípicas e reclamações devem ser levadas à Secretaria de Saúde, por meio do 160.

O atendimento no Pró-Criança voltou a ser questionado. Zeno lembrou que 40% dos assistidos seguem sendo de outras cidades, e admitiu que a unidade, no Mogilar, ficou pequena para a demanda, mesmo com a abertura do serviço no hospital de Braz Cubas.

Ao ser questionado sobre os planos de mudança de endereço, o secretário afirmou que estudos estão sendo realizados.Já houve, no passado, menções à mudança do setor, inclusive, com a transferência do Pró-Mulher para Braz Cubas, o prédio atuou seria uma das alternativas. Porém, não houve resposta específica sobre qual será o endereço futuro desse serviço.

Pró-Mulher

Outros questionamento foi o fechamento da unidade do Pró-Mulher, que funcionava ao lado do prédio da Secretaria Municipal de Saúde, no bairro do Mogilar, e será levado para o Hospital de Braz Cubas.

Outra demanda se refere ao atendimento do bairro do Botujuru, que está na dependência do aluguel de um imóvel - que já foi encontrado para receber o serviço e aguarda a liberação dos recursos da Prefeitura para a locação, até a construção de um novo prédio, que tem previsão de entrega para um prazo de 18 meses.

Balanço

Os técnicos da Secretaria apresentaram os dados gerais do atendimento nos primeiros quatro meses: na rede de atenção básica - foram 124,8 ml consultas, e nas unidades da Saúde da Família, 313 mil visitas a casas dos mogianos, além de 22,6 mil consultas.

Outro desafio antigo é reduzir o índice de faltas às consultas, que segue na casa dos 21%. Segundo o balanço, 26,4 ml pessoas não foram às consultas após o agendamento.

Já na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes nasceram 1.590 crianças, sendo 1.238 mogianos.

(MATÉRIA ATUALIZADA às 14h34)

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