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REPORTAGEM ESPECIAL

Entenda como será o fim da "rotatória do Habib's", em Mogi

Sem prazo para concluir, o projeto viário para a região será executado em fases e trânsito começa a mudar já nos próximos meses na região da Yoshiteru Onishi

Eliane José
11/03/2022 às 11:37.
Atualizado em 14/03/2022 às 08:54

IMPACTO Estudos para a Praça Kazuo Kimura visam facilitar a vida de 90 mil motoristas que circulam por dia entre Centro Cívico, Mogilar e Nova Mogilar (Eisner Soares)

A primeira intervenção no trânsito na região da Praça Kazuo Kimura (Habib’s), entre os bairros do Mogilar e Nova Mogilar, começará com a abertura aos veículos de uma nova via já prevista no Código de Logradouros da Prefeitura de Mogi das Cruzes, entre as avenidas Ismael Alves dos Anjos e a Yoshiteru Onishi, em sentido único.

Esse acesso já está aberto e dividirá o terreno destinado a receber empreendimentos residenciais e comerciais de propriedade da família Julio Simões. A expectativa da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana é testar a alternativa dentro de alguns meses, quando está prevista a entrega de uma ponte sobre o Córrego Lavapés, o que irá facilitar o escoamento dos veículos no sentido do bairro Mogilar.

Essa obra, em andamento desde janeiro, é possível de ser observada por quem passa por ali. Parte desse braço viário está no projeto cujo desenho O Diário publica aqui.

Nova rua entre a Ismael Alves dos Anjos e a Yoshiteru onishi terá sentido único. Via estava prevista no planejamento viário da região que receberá mais prédios, comércios e moradores (Reprodução)

A eliminação da rotatória do Habib’s - o que de fato desperta interesse pelo resultado esperado - deve reduzir os efeitos da passagem de cerca de 90 mil veículos que diariamente cruzam as avenidas Yoshiteru e Francisco Rodrigues Filho. Isso será entregue em etapas e integra um complexo viário com impacto em vias do Rodeio e César de Souza. 

Diferente do que aconteceu com o fim da rotatória da via perimetral, na altura da rua José Meloni, entre Ponte Grande e Mogilar, esse projeto requer obras de peso, como pontes e a construção de passeios e recuos que ordenarão a passagem dos veículos, assim como semáforos e os necessários serviços que ninguém vê, mas costumam levar tempo nas galerias de água e esgoto.

Também há um desejo de remediar o dano ambiental, com o transplante de árvores muitas delas, adultas, existentes na praça e no entorno Córrego Lavapés.

Ao citar esses itens, a secretária de Mobilidade, Cristiane Ayres Contri, reforça a imprevisibilidade sobre datas. Porém, conta, a expectativa é, de em pelo menos seis meses, concluir partes que já possuem autorizações e projeto aprovado pela Prefeitura - caso de três pontes que a Yoshiteru Onishi ganhará ainda neste ano (leia aqui). 

“Os nossos serviços começaram esse ano, mas esse é um projeto complexo porque inclui, ações próximas à linha do trem, licitações que podem ter prazos dilatados, autorizações, e também depende das condições do mercado de construção civil para a compra dos materiais a serem usados”, antecipa.

Outro fator a ser computado antes da retirada da rotatória depende do comportamento do trânsito e do motorista. “A mobilidade não é algo estanque”, insere a arquiteta à frente da pasta desde o início do atual governo do prefeito Caio Cunha (PODE). Cristiane explica que a abertura da nova via e das pontes poderá reduzir o próprio fluxo de veículos de motoristas que se concentram na Francisco Rodrigues Filho e passarão a preferir, talvez, rotas como as ruas Newton Straube e Casemiro Telles de Freitas.

O plano da Prefeitura para o fim da construção promete ferramentas viárias que deixarão livres as alças à direita nos acessos das duas avenidas. Para isso, são projetados canteiros e baias para a separação das vias.

A O Diário, a secretária afirmou que será necessário o redesenho do sistema semafórico, com a oferta das alternativas ao condutor.
Entre mudanças programadas, com a entrega da interligação entre a Ismael Alves dos Anjos e a Yoshiteru Onishi, está a inversão da direção existente hoje entre a Ismael e a Francisco Rodrigues Filho, no acesso aos dois ginásios municipais.

Com o projeto em andamento e parcerias, como a realizada com a concessionária do Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, que irá pagar por obras como as pontes, em troca de utilizar espaços na rodoviária para a exploração comercial, Cristiane diz que não consegue estimar os custos com obras. 

Alem da malha viária, a transformação dessa área de interligação entre Mogilar, Centro e Centro Cívico receberá obras de saneamento previstas no Córrego Lavapés, pelo projeto Viva Mogi - o que também interfere no cronograma de prazos a serem cumpridos. “É uma intervenção de mobilidade, mas também de saneamento, meio ambiente. São processos que caminharão concomitantemente, etapas que terão ampla publicidade para orientar a população,  e que pretendem melhorar a vida das pessoas que enfrentam a lentidão no trânsito”, arremata. 

O que virá
Está em planejamento na pasta de mobilidade e trânsito o fim de outras rotatórias, como as existentes em frente ao Mercado Produtor, ao Hospital Luzia de Pinho Melo, e próximo do Parque Leon Feffer, na Perimetral, em Braz Cubas.

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