Entrar
Perfil
DÚVIDAS

Entenda as principais diferenças entre os sintomas da gripe e da Covid-19

Como os sintomas das duas doenças com maiores casos na região se diferem, como tratá-las e quando ir ao hospital

Mariana Acioli
16/01/2022 às 16:30.
Atualizado em 16/01/2022 às 16:58

Uso de máscara, álcool em gel e evitar aglomerações são dicas importantes para continuar prevenindo a contaminação dos vírus em alta circulação em todo o país (Foto: divulgação / Mariana Acioli)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
DÚVIDAS

Entenda as principais diferenças entre os sintomas da gripe e da Covid-19

Como os sintomas das duas doenças com maiores casos na região se diferem, como tratá-las e quando ir ao hospital

Mariana Acioli
16/01/2022 às 16:30.
Atualizado em 16/01/2022 às 16:58

Uso de máscara, álcool em gel e evitar aglomerações são dicas importantes para continuar prevenindo a contaminação dos vírus em alta circulação em todo o país (Foto: divulgação / Mariana Acioli)

O recente aumento nos casos gripais e de Covid-19 tem causado preocupação à população, ainda mais pelas dúvidas causadas pelas doenças que aparecem com sintomas muito semelhantes. “Infecções virais do trato respiratório” é um termo usado para indicar infecções virais que causam doenças ligadas ao pulmão e respiração. O caso mais comum relacionado a esse tipo de infecção viral é o resfriado. Dentro desse grupo, se adequam as infecções causadas pelos vírus que estão em maior circulação atualmente: coronavírus e influenza.

De acordo com o especialista Mohamad Saada, o influenza, que causa a gripe, tem subtipos, causadores de doenças que infectam a população em número cada vez maior. “Temos a influenza A, B e C, cada uma com subtipos. A influenza A é dividida em H2N3 e a H1N1 – conhecida também como a gripe suína -, e o que estamos vendo em maior circulação agora é o H2N3”, esclarece Saada.

No caso do coronavírus o tipo desses vírus é chamado de Sars-Cov-2, causador da Covid-19. “Existem outros vírus, responsáveis pelos resfriados, que são os rinovírus e a parainfluenza, por exemplo”, acrescenta o especialista.
O que mais tem causado dúvidas nas pessoas são as diferenças nos sintomas da gripe e da Covid-19. Por se tratar de infecções do trato respiratório, os casos podem apresentar sintomas que confundem no momento de um autodiagnóstico. 
“Os sintomas da Covid começam de forma mais branda. Perde-se o olfato, começa a espirrar, voz anasalada, pode causar diarreia. A partir do sexto ou sétimo dia acontece o que chamamos de cascata inflamatória, que é quando a Covid começa a atuar intensamente no corpo do infectado”, exemplifica o médico, acrescentando que os casos de sintomas mais intensos eram em maior quantidade no início da pandemia, em razão de não existir vacinação nos primeiros meses.
“O vírus influenza (H1N1 ou H2N3) é mais intenso. A pessoa logo no começo dos primeiros sintomas já identifica um avanço e as dores fortes. Dores no corpo, garganta, dores de cabeça e febre, mas normalmente pessoas saudáveis levam de dois a três dias para amenizar os sintomas”, informa Saada.
O alerta dos sintomas fica para os idosos, segundo o otorrino, que na sua maioria já sofrem de comorbidades que podem fazer a doença, tanto a influenza, quanto a Covid-19, evoluírem de formas mais graves.

Fora de época

A onda dos casos gripais em pleno verão tem sido um evento atípico de se observar. “Não é o frio que traz o vírus; a questão é que no inverno as pessoas se aglomeram mais e ficam em lugares mais fechados. É a aglomeração e os ambientes fechados que causam isso”, ressalta o otorrino.

O especialista ainda afirma que pode estar agregado com a diminuição dos mesmos cuidados contra a Covid. “Parece que as pessoas perderam o medo da Covid conforme avançam as vacinações. Isso acabou resultando em novas aglomerações e que, consequentemente, propiciou a circulação de vários tipos de vírus, tanto influenza, quanto do coronavírus”, esclarece Saada.

Cuidados
Os tratamentos dos sintomas gripais e da Covid-19 se assemelham. É indicado que, a partir do momento que se observa o início dos sintomas, passe a se tomar mais água, fazer o uso de remédio, caso tenha dor ou febre e acompanhar como o quadro avança. O especialista orienta que se os sintomas persistirem ou piorarem, deve-se procurar o médico para ser avaliado. Em casos de falta de ar, ir imediatamente ao pronto-socorro.

“Tem acontecido muito a superlotação nos pronto-socorros. O que não pode é ter pânico. Se a pessoa está com sintomas leves e febre, deve-se tomar os medicamentos e continuar observando o quadro. Importante ressaltar isso para não acontecer de uma pessoa ir até o médico mesmo sem estar contaminado de fato, e acabar se contaminando no ambiente hospitalar”, destaca o médico. 

A flurona, junção da influenza e do coronavírus que tem acometido algumas pessoas, não é diagnosticada pelos sintomas, mas precisamente por teste. “O que acontece com a flurona é que os sintomas, da influenza ou da Covid, estarão mais aflorados no infectado. Não é muito comum casos de flurona, mas o tratamento é basicamente o mesmo”, informa Saada. 
Vale ressaltar a importância das vacinas nesse período de alta nos casos. “A vacinação é muito importante agora. Não quer dizer que não iremos pegar o vírus se vacinados, mas impedirá que a gente desenvolva a forma grave das doenças”, conclui o otorrino

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conoscoConteúdo de marcaConteúdo de marca
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por