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ENCHENTES

Enchente na Ponte Grande deixa moradores ilhados em Mogi

Defesa Civil mantém monitoramento das áreas próximas ao rio Tietê para atender possíveis ocorrências

Mariana Acioli
31/01/2022 às 16:19.
Atualizado em 31/01/2022 às 17:51

O maior índice dos últimos 16 anos, o acumulado de chuvas no mês de janeiro foi de 491,2 mililitros. (Créditos: Eisner Soares)

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Enchente na Ponte Grande deixa moradores ilhados em Mogi

Defesa Civil mantém monitoramento das áreas próximas ao rio Tietê para atender possíveis ocorrências

Mariana Acioli
31/01/2022 às 16:19.
Atualizado em 31/01/2022 às 17:51

O maior índice dos últimos 16 anos, o acumulado de chuvas no mês de janeiro foi de 491,2 mililitros. (Créditos: Eisner Soares)

A chuva incessante que atingiu Mogi das Cruzes neste fim de semana ocasionou diversas enchentes na região, principalmente de bairros próximos ao rio Tietê. Segundo a Defesa Civil foram registrados 201,5 mililitros de chuvas nos dois últimos dias, sendo que somente no domingo (30) foram 116 mililitros. O acumulado de chuvas no mês de janeiro foi de 491,2 mm, o maior índice nos últimos 16 anos.

Moradores do bairro da Ponte Grande foram uns dos mais afetados com o volume da água, tendo até registro de pessoas se locomovendo de canoa pela enchente. De acordo com a Prefeitura de Mogi, a Defesa Civil continua com ações da Operação Verão que inclui o monitoramento das áreas próximas ao rio Tietê para atender quaisquer ocorrências.

“Na medição do rio Tietê realizada na manhã desta segunda-feira (31), o nível era 3,82 metros. Com isso, ruas dos bairros do Mogilar, Ponte Grande, Jardim Maricá e Vila Industrial foram atingidas pelas águas. Na vistoria também foi verificado que o nível das águas nas vias já começa a baixar”, informou a administração municipal a O Diário.

Moradora da Ponte Grande, Ana Maria Lopes Alves, falou à reportagem deste jornal sobre as enchentes, que se agravaram desde a retirada dos paralelepípedos. “Quando colocaram o asfalto piorou a situação que não era tão grave. Hoje eu fico preocupada em como sair de casa em época de chuva, imaginando ainda se precisar sair por conta de alguma emergência. Não gosto nem de pensar nisso”, lamenta Ana Maria, sobre a situação do bairro após as chuvas.

Em registro feito por Ana Maria Lopes Alves é possível identificar até onde a água alcança na entrada de sua casa. (Imagem: Arquivo Pessoal)

Rayane Lopes do Carmo, tatuadora que também mora na região da Ponte Grande e que trabalha em um estúdio no Parque Monte Líbano, foi mais uma afetada pela enchente que, segundo ela, já é muito comum nas épocas de chuva sem soluções para impedir o aumento do nível da água até as vias. Neste domingo (30), a profissional conta que precisou cancelar trabalhos em razão de estar ilhada em casa. Ela enviou fotos à reportagem de O Diário onde mostrava moradores usando canoa na rua alagada.

(Imagem: Arquivo Pessoal)

“Minha mãe conta que esses alagamentos acontecem há mais de 30 anos, que é o período em que ela mora aqui no bairro. Todos os anos, no período de chuva, é assim. A prefeitura visita o bairro, mas nunca foi feito algo que mudasse definitivamente isso. Inclusive várias vezes foi demonstrado pelo jornalismo a situação do bairro”, expõe a tatuadora, apontando que, para solucionar os problemas na região, muitas situações estão envolvidas, inclusive descarte de lixo inadequado bi rio que fica no final da rua onde mora, que, infelizmente, acaba afetando uma região muito maior com o alagamento.

“Hoje, a água está na altura dos joelhos, porém já esteve mais alta e se continuar chovendo sabemos que o nível subirá. É preocupante pois os moradores precisam ir trabalhar e muitas vezes pisam nessa água suja”, comenta, preocupada, Rayane, que para ir ao trabalho hoje (31), precisou providenciar galochas para percorrer o caminho alagado.

Já é comum dos moradores estarem equipados com as galochas devido ao tempo em que as enchentes ocorrem no bairro. (Créditos: Eisner Soares)

Além dela, muitos outros moradores próximos também estão sofrendo para sair de suas casas nesta segunda (31) devido ao volume de água que ainda não abaixou totalmente. “Muitos carros não conseguem passar, e quem mora aqui tenta dar um jeito! Infelizmente, os moradores já estão acostumados e torcem diariamente para que não piore”, finaliza a tatuadora.

A Secretaria Municipal de Assistência Social também monitora a situação, além da Defesa Civil, e fará o atendimento, caso seja necessário.

Desassoreamento do rio Tietê

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informa ainda que já iniciou os procedimentos para reforçar junto ao Governo do Estado e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) a solicitação para que seja realizado o desassoreamento do rio Tietê no trecho que passa por Mogi das Cruzes. O manancial é o principal curso d'água que corta o município e seu desassoreamento é importante para melhorar o sistema de escoamento de águas pluviais no município, colaborando para evitar a ocorrência de inundações e alagamentos.

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