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DESENVOLVIMENTO

Economia de Mogi ganha força com a Agência de Fomento Empresarial

Lançamento reuniu o empresariado mogiano que agora conta com a Agfe para unir forças no desenvolvimento da cidade.

Natan Lira
26/08/2021 às 12:24.
Atualizado em 26/08/2021 às 12:36

Fábio Matos, diretor-jurídico da Elgin, abriu o evento falando do objetivo de contribuir para o desenvolvimento da cidade. (Eisner Soares/O Diário)

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Economia de Mogi ganha força com a Agência de Fomento Empresarial

Lançamento reuniu o empresariado mogiano que agora conta com a Agfe para unir forças no desenvolvimento da cidade.

Natan Lira
26/08/2021 às 12:24.
Atualizado em 26/08/2021 às 12:36

Fábio Matos, diretor-jurídico da Elgin, abriu o evento falando do objetivo de contribuir para o desenvolvimento da cidade. (Eisner Soares/O Diário)

Mogi das Cruzes ganhou na manhã desta quinta-feira (26) uma força econômica que vai refletir em toda a sociedade, a Agência de Fomento Empresarial (Agfe). O evento de lançamento contou com a presença de representantes das maiores empresas da cidade em um dos espaços de evento do Club Med Lake Paradise.

A apresentação da Agfe começou com a fala do presidente, Fábio Hoelz Matos, diretor jurídico da Elgin. Ele destacou que o sonho das empresas de fazer algo diferente na cidade começa a ser realizado, porque o principal objetivo da agência é o desenvolvimento de Mogi. “É um ideal da cidade apartidária, em busca de desenvolvimento, geração de emprego e renda, para que Mogi seja, cada vez mais, um lugar melhor para se viver. Já é, mas precisa sempre melhorar e nós temos grandes oportunidades, sendo as empresas de grande porte, de contribuir para isso”, destacou.

Fábio Velloso, diretor executivo do grupo JSL, lembrou que Mogi tem uma grande diversidade de empresas e muito fortes, então a agência vem com o propósito de manter o serviço e produtos circulando na região, bem como se ajudarem nos problemas comuns. “A gente acha que junto consegue resolver de forma melhor para todos. Sozinho a gente vai mais rápido, mas junto a gente vai mais longe, então juntas as empresas conseguem ir mais longe e, consequentemente, o município”, pontuou.

A palavra fomentar no nome da agência não é à toa. A direção da Agfe está com o economista Claudio Costa, que lembrou que o objetivo é que o dinheiro que as empresas instaladas na cidade traz para o município, circule na cidade. “Toda empresa contrata um restaurante, um despachante, um serviço que, às vezes, é de fora. Com esse canal da agência, a gente resolve tudo aqui no município. Até mesmo de chegar nas universidades ou no Senai e mostrar qual que é a nossa demanda de mão de obra e capacitar o morador da cidade para ocupar esses cargos. Não é criar uma nova escola, e sim usar da força que já temos aqui em nosso favor. Ganha empresas, sociedade, todo mundo”, destacou Claudio.

Potencial para crescer a cidade tem. Ele é reconhecido pelo cônsul de Luxemburgo, Jan Einchbaun, representante da União Europeia, que destacou que um programa de financiamento da União Europeia tem o Brasil entre os países para investimento de 50 bilhões de euros. Especificamente em Mogi, há um projeto para transformar a cidade em digital. “Não somente para a melhora do serviço perante o cidadão de Mogi das Cruzes, mas principalmente esse polo digital visa a capacitação de novas iniciativas, como uma fábrica de softwares, uma vez que a cidade é um centro logístico, para desenvolver a região para o cidadão da cidade não precisar ir trabalhar em outros centros”, detalhou.

Na avaliação do secretário municipal de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli, a cidade só tem a ganhar com mais uma agência de fomento, porque une diversas forças para ter mais capilaridade, melhor percepção das necessidades, bem como melhor organização para os objetivos de crescimento e desenvolvimento. “A proposta da Agfe, quando ela se reúne enquanto entidade, congraçando as frentes de indústrias de relevância para a nossa cidade, ela também se junta às demais entidades que visam o crescimento do município. Enquanto secretaria de desenvolvimento, é mais um player que vamos nos relacionar pelo bem da cidade”.

O prefeito Caio Cunha (Podemos) ressaltou que a iniciativa é muito valorosa, sobretudo nesse momento de retomada da economia após mais de um ano de pandemia, unindo forças para potencializar o que já existe em Mogi. “Quando empresários e outros segmentos se unem, a cidade já tem a ganhar. A gente teve um café [com o cônsul de Luxemburgo] porque tem muita coisa interessante para fazer entre as cidades de Mogi e europeias, em termos de educação, transparência, entre outras iniciativas, porque tendo essa relação é muito significativa e abre oportunidade para que a cidade se desenvolva ainda mais”, disse.

Deputado estadual pelo PSL, Oscar Castello Branco, sobrinho-neto do ex-presidente Humberto de Alencar Castello Branco, lembrou no evento que o tio esteve em Mogi das Cruzes em março de 1967 e criou o polo industrial de Mogi, porque reconhecia o potencial da cidade por estar perto do Porto de Santos, da capital e é um eixo para o Rio de Janeiro, contando ainda com a linha ferroviária da Central do Brasil e a rodovia Presidente Dutra.

“Eu digo isso, porque recentemente tive acesso às fotos dele na região central, quando aqui ainda era uma vila, e era impressionante da visão que ele teve e também do que se tornou Mogi 55 anos depois. O que faltava aqui era um alinhamento de ideias e ideais, por um objetivo comum: gerar renda, emprego, desenvolvimento, progresso e fartura, que é o que o povo brasileiro precisa”, pontuou.

A Agfe nasce então com o apoio das maiores empresas da cidade. “Muitas boas práticas podem ser compartilhadas e, ao mesmo tempo, as empresas têm demanda comum que permite compartilhar essa sinergia. As demandas, que às vezes a gente não sabe endereçar, possam de uma forma estruturada possam chegar às entidades do município e transformar isso em serviços e produtos que tragam resultados para a cidade, gerem emprego e ativem a economia”, Adriano Machado, presidente da Hoganas Brasil.

Tiago Ferreira, CEO da MGITech, disse que a busca da Agfe é por união das empresas da cidade em um momento em que a sociedade se divide cada vez mais, gerando benefício para a cidade como um todo. “Mais do que ser uma agenda com propósito específico, nossa proposta é de fomentar o empreendedorismo, a geração de emprego e o desenvolvimento das empresas da região".

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