A Secretaria Municipal de Educação informa que a consulta pública com os pais e responsáveis por mais de 47 mil alunos da municipal de ensino sobre o retorno das aulas presenciais na rede pública em Mogi das Cruzes terá início da próxima semana.

Porém, a 18 dias do início do ano letivo, ainda não há uma data fixada para a definição sobre a volta ou não das atividades nas unidades de ensino da cidade, embora o Governo do Estado já tenha anunciado nesta quarta-feira (13) que as escolas da rede estadual retomam as aulas presenciais no próximo dia 1 de fevereiro.

O prefeito Caio Cunha (PODE) disse vai propor ao Governo do Estado que seja avaliada a possibilidade de incluir os profissionais da educação na primeira etapa da campanha de imunização contra o novo coronavírus.   

A pesquisa com os pais de alunos da rede municipal deve ser feita por setor, para que os dados possam ser cruzados com informações das áreas de Saúde, Assistência Social e Desenvolvimento Econômico.

A dinâmica que será empregada para a realização desse trabalho deve ser apresentada nos próximos dias pela pasta de Educação, que discute uma forma de garantir a segurança dos alunos, professores e profissionais da área neste período em que a cidade registra a segunda onda da Covid-19, mas tem a expectativa da vacina contra o vírus.

“O instrumento de consulta está em fase final de construção. O sistema já foi testado e o texto das questões está sendo finalizado. A consulta deverá ser feita na próxima semana. O foco serão os pais e responsáveis de alunos matriculados na rede municipal”, informa a Prefeitura em nota encaminhada a O Diário.

Em uma live feita na noite de terça-feira (12), o prefeito Caio Cunha confirmou que todos os critérios estão sendo avaliados antes de definir uma data específica, e disse que o assunto também será discutido em reunião entre hoje (13) e amanhã (14) com representantes do Estado para elaboração dos protocolos de segurança.

“Não dá para falar em data sem falar como vai ser o retorno às aulas, como as crianças estarão protegidas e como os profissionais estarão seguros. O retorno previsto vai acontecer, mas com responsabilidade sanitária e jurídica”, disse Cunha, lembrando que todas essas questões estão sendo tratadas pela vice-prefeita Priscila Yamagami Kähler, coordenadora  do Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura.

Na opinião do prefeito é preciso haver clareza nos protocolos e garantir a imunização dos profissionais de saúde na primeira etapa da campanha, prevista para começar ainda em janeiro. “Meu posicionamento é de que assim como os profissionais da saúde, os de educação também precisam ser vacinados porque estarão muito expostos. Esse é um dos critérios que a gente precisa levar em consideração. A ideia é de que tudo aconteça com segurança e estamos desenhando esse protocolo”, enfatiza.

 

Dados

Durante reunião realizada pelo Comitê Gestor, na sexta-feira (8) ficou estabelecido que a consulta pública deve ser feita por setor para que os dados possam ser cruzados com informações das áreas de Saúde, Assistência Social e Desenvolvimento Econômico.

Na ocasião, a responsável pelo Comitê explicou que nesse trabalho “é fundamental ter um perfil de cada região com o cruzamento destas informações para a eficiência das nossas ações”. Ela explica que esse levantamento vai contribuir para identificar quais áreas precisam de intervenções mais urgentes. “As necessidades dos bairros são diferentes e vamos ter um retrato mais consistente com estes dados”.

A Prefeitura pretende também criar a Brigada da Educação, um conselho intersetorial para a retomada das aulas presenciais, com a participação das secretarias municipais de Educação, Assistência Social e Saúde. A pasta de Educação informa que também está revendo os conteúdos e habilidades para o ano letivo de 2021, e desenvolvendo um plano de acolhimento emocional dos profissionais, alunos e suas famílias.

O Comitê conta com a participação da Secretaria Municipal de Saúde, Gabinete, Assuntos Jurídicos, Segurança e Câmara Municipal.