Entrar
Perfil
ASSISTA AO VÍDEO

Conheça histórias de quem precisa escolher entre comida e o aluguel em Mogi das Cruzes

Segundo a Prefeitura de Mogi, o déficit habitacional está estimado em cerca de 30 mil moradias, apesar disso, desde 2009, mais de 3,3 mil já foram regularizadas

Mariana Acioli
16/07/2022 às 16:26.
Atualizado em 16/07/2022 às 16:26

O sonho da casa própria e uma moradia digna é a busca de grande parte da população em tempos em que, precisar escolher entre o sustento e o aluguel se torna uma necessidade, inclusive para mogianos. Apesar dessa realidade, desde 2009, mais de 3,3 mil moradias em Mogi das Cruzes já foram regularizadas. A Prefeitura estima mais 5 mil regularizações até o final do atual mandato, em 2024.

Para mostrar os dois lados dessa realidade, O Diário produziu um vídeo com relatos de moradoras do Jardim Santos Dumont, Ocupação Vila São Francisco e Jardim Jussara. Elas compartilharam suas histórias de lutas e conquistas. Confira!

(Crédito: Mariana Acioli)

No Jardim Santos Dumont é evidenciada a insegurança de moradores da rua Trindade que, situados em um local que é considerado Área de Proteção Ambiental Permanente (APP), à margem de um dos córregos da bacia do rio Jundiaí, que não poderia ter construções, receberam notificação para desocupar as casas.

“Eu não sei nem o que fazer na realidade, não sei pra onde ir. A gente não tem para onde ir. Todo mundo aqui tem famílias com crianças”, conta Shirley da Silva Nascimento, de 23 anos, mãe de dois filhos.

No meio de barracos simples, mas muito arrumados, e casas de alvenaria que levaram meses para ser finalizados, os moradores do Jardim Santos Dumont buscam a paz para prosseguir com as lutas do cotidiano.

Lutas essas que se assemelham com a de Patrícia Regina Rodrigues Galvão, de 35 anos, que juntou sua família e se mudou para um barraco na ocupação da Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, na tentativa fugir do aluguel.

“Consegui fazer um barraquinho juntando as madeiras, indo lá no ecoponto conseguindo juntas e a telha e aí consegui vir pra cá”, conta a dona de casa que está a espera do sexto filho.

De mãos dadas para o filho mais novo e até sorrindo ao ouvir na pergunta durante a entrevista sobre o novo bebê, Patrícia, apesar do medo e insegurança em não saber o dia de amanhã, ainda tem esperança em poder continuar no barraco onde está e quem sabe, um dia, construir uma casa para a família.

No Jardim Jussara, a luta pela moradia durou mais de 30 anos, mas em 2020 a regularização fundiária foi conquistada por qeum vive no bairro. Em entrevista a O Diário, Maria Aparecida da Conceição, que mora na rua Darcy Fernandes da Cruz com a neta de 17 anos, fala com muita gratidão sobre todos os envolvidos para que o sonho fosse finalmente realizado e a conquista da casa própria alcançada.

“Se hoje, do jeito que a situação tá no Brasil, onde você não tem sete reais pra comprar um litro de leite, como que você desempregado paga um aluguel? A gente estaria debaixo de uma marquise por aí, dependendo da ajuda das pessoas”, enfatiza.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por