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PROGRAMA ACOLHE

Condemat firma parceria para atender vítimas de violência doméstica

Acordo assinado hoje prevê acolhimento temporário para mulheres e seus dependentes

O Diário
09/07/2022 às 13:31.
Atualizado em 09/07/2022 às 13:56

O acordo foi assinado na sede da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos com as presenças de políticos, autoridades policiais; Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon, além de representantes da Câmara Técnica de Assistência Social e Políticas para as Mulheres. (Foto: divulgação / Jonathan Andrade / SECOM Ferraz)

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) firmou na última quarta-feira (15) uma parceria para o desenvolvimento do Programa Acolhe na região. Trata-se de uma iniciativa do Instituto Avon e do Grupo Accor que oferece abrigo temporário em hotéis para mulheres em situação de violência doméstica, caso necessitem deixar suas casas, além de um amplo acompanhamento jurídico, psicológico e social. Os serviços serão disponibilizados de imediato para as cidades.

De acordo com dados da Câmara Técnica de Assistência Social e Políticas Públicas para as Mulheres, de janeiro a maio deste ano, os municípios da região registraram mais de 1800 casos de violência doméstica, sendo que pelo menos 5% destes casos necessitavam de abrigamento temporário. Na região do Condemat apenas os municípios de Guarulhos, Mogi das Cruzes e Suzano possuem abrigo para mulheres em situação de violência doméstica e seus dependentes, totalizando 80 vagas.

O acordo foi assinado na sede da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos com as presenças do presidente e prefeito de Guarulhos, Guti; dos prefeitos Priscila Gambale (Ferraz de Vasconcelos); Márcia Bin (Poá); Vanderlon Gomes (Salesópolis); Carlos Chinchilla (Santa Isabel) e Rodrigo Ashiuchi (Suzano); vereadores; autoridades policiais da região; Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon, além de representantes da Câmara Técnica de Assistência Social e Políticas para as Mulheres.

“A parceria da iniciativa privada e do terceiro setor vem para somar com os esforços da administração pública e certamente irá auxiliar a desafogar os municípios no atendimento às vítimas de violência doméstica. São atitudes como esta, que envolvem todos os entes da sociedade, que nos motivam para superar este grande mal”, destacou o presidente Guti.

Financiado pelo Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências Contra Mulheres e Meninas, o Programa Acolhe já foi apresentado em mais de 200 cidades, dentre os municípios elegíveis no Brasil, e está em funcionamento em aproximadamente 84 deles, sem qualquer custo para as administrações públicas.

Com o apoio técnico do Programa Bem Querer Mulher, mulheres em situação de violência doméstica são acolhidas e encaminhadas para hospedagem temporária em hotéis do Grupo Accor, com benefício estendido também aos parentes diretos (filhos e mães, por exemplo). Durante o período de 15 dias recebem refeição completa, contam com serviço de lavanderia, acesso a cursos profissionalizantes, acompanhamento diário, atendimento social, psicológico e jurídico, além da articulação cotidiana com a rede de serviços do município de referência dessa mulher.

“Para que as mulheres possam romper ciclos de violências, é preciso que encontrem apoio em uma rede fortalecida e pronta para ampará-las nesse momento de fragilidade e de tomada de decisão. O Programa Acolhe chega aos 12 municípios que integram o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê para ampliar o amparo, oferecendo serviços qualificados que garantam o suporte para que vidas sejam transformadas para melhor”, explica Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon, que conclui, “estamos felizes por fazer parte do grupo de agentes de proteção à mulher nessa região de São Paulo”.

O delegado seccional de Mogi das Cruzes, Dr. Paul Henry Bozon Verduraz, falou da responsabilidade do Estado na segurança pública, porém reforçou que a participação e parceria das prefeituras e da iniciativa privada é imprescindível. “O Estado vem realizando grandes esforços para suprir as necessidades decorrentes da violência doméstica e o aumento dos casos em função da pandemia, porém temos realmente que pensar de forma dinâmica e conjunta para este enfrentamento”, disse.

Além das estatísticas oficiais, a delegada da Delegacia da Mulher de Guarulhos, Luciana Lopes dos Anjos destacou que há casos em que a mulher não denuncia justamente por medo de não ter para onde ir. “Já passamos por muitas dificuldades para o acolhimento de mulheres e uma parceria desta certamente irá encorajá-las mais a denunciar as agressões, por saberem que terão para onde ir, com segurança e dignidade”.

Para a prefeita Priscila Gambale, a parceria será importante para fortalecer as políticas públicas de acolhimento na região. “Precisamos apoiar cada vez mais estas mulheres, mas também é nosso dever oferecer meios para que elas possam se reconstruir a partir dessa situação e é, dessa forma, por meio de parcerias, que avançaremos cada vez mais.”, disse.

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