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Turismo

Clientes relatam problemas com agência de viagens de Mogi

Em entrevista para O Diário, três pessoas contam sobre os prejuízos que tiveram após fecharem pacotes de viagem.

Larissa Rodrigues
13/06/2022 às 10:30.
Atualizado em 15/06/2022 às 11:37

Helayne ficou com a família na rodoviária, após precisar voltar de ônibus; O filho estava com febre (Arquivo Pessoal)

Clientes de uma agência de turismo de Mogi das Cruzes alegam terem tido problemas após fecharem pacotes de viagem com a empresa. Três pessoas contaram suas experiências à reportagem de O Diário. Segundo eles, houve prejuízos financeiros e constrangimentos.

Uma delas foi Helayne Guimarães, de 38 anos. Ela conta que já chegou a comprar passagens aéreas com a agência, anos atrás, e até mesmo fazer uma viagem em janeiro de 2021, para Gramado, no Rio Grande do Sul.

Depois, porém, as coisas não transcorreram bem. Em meados de 2021, Helayne deu início à cotação de uma viagem para o Beto Carrero, em Santa Catarina, para toda a família – ela, o marido, Ernani Guimarães, e os filhos Matheus e Laura Guimarães, de 8 e 12 anos, respectivamente. Meses depois, buscou também por passagens para outra viagem, esta para Porto Alegre, quando voltaria a Gramado, também com o marido e os filhos.

A primeira viagem contratada foi a que teria como destino o parque de diversão: a família embarcaria no dia 18 de janeiro deste ano para Balneário Camboriú e voltaria no dia 25 de janeiro, pagando R$ 4.570,00. Antes disso, no dia 11 janeiro de 2022, iriam para Porto Alegre, de onde partiriam para Gramado, ficando até 14 de janeiro, pelo valor de R$ 2.285,00.

E foi no dia 10 de janeiro que, segundo ela, o transtorno começou para a família de Helayne. Como ela mora em Biritiba Mirim, sairia de casa ainda durante a madrugada para que pudesse encontrar uma motorista em Mogi, que os levaria para o aeroporto de Congonhas. Mas, na noite anterior ao embarque, ela diz que a dona da agência ainda não havia enviado as confirmações de compra das passagens.

No dia seguinte, a família seguiu para o aeroporto, onde ficou por quase 12 horas, já que as passagens, de fato, não tinham sido compradas, segundo ela conta.

“De início eu achei que o problema era com a companhia aérea, mas quando cheguei no aeroporto e fui me informar, vi que a compra daquelas passagens nunca havia sido feita. Ela (a proprietária da agência) me mandava ir de hora em hora no guichê e não tinha nada, ela me fez passar por constrangimentos. E essa viagem – mesmo indo com a minha família – era a trabalho, eu perdi um dia inteiro de trabalho por conta disso”, relata Helayne.

Após todo o tempo de espera, a dona da agência transferiu um dinheiro para que a família conseguisse comprar passagens diretamente no balcão da companhia aérea. E, então, ao final do dia eles embarcaram.

Quando retornou de viagem, Helayne estava preocupada com o fato de já ter outra viagem marcada e não saber se poderia confiar. Por isso, ela já começou a cobrar a comprovação da compra das passagens, mas não tinha respostas, até que a dona da agência de viagens afirmou que estava tendo um problema com o fornecedor e "não tinha comprado as passagens".

Ainda assim, ela disse para a família chamar um motorista de aplicativo para ir até o aeroporto. Foram mais 12 horas de espera e tensão para que conseguissem embarcar às 17h30 com destino a Balneário Camboriú, de onde iriam para o Beto Carrero.

“Nós já fomos todos muito nervosos, depois de passar por todo esse constrangimento novamente. Até mesmo as crianças ficaram tensas com essa situação. Além disso, durante toda a viagem eu ficava pensando como seria o meu retorno, se existiriam as passagens da volta”, afirma Helayne.

E, segundo relata, o medo que ela sentia acabou sendo concretizado. Isso porque do dia de voltar para casa, a agência confessou que não tinha comprado as passagens de volta. “Ela ainda perguntou se eu poderia comprar as passagens e, quando falei que não, ela disse para eu me virar”.

Sem outras alternativas, Helayne, o marido e os filhos precisaram voltar de ônibus, em uma viagem que durou cerca de 12 horas.

Outras Viagens

Foi em 2019 que Clayton Moreira do Carmo comprou um pacote de viagem para a Disney, na Flórida, para onde iria com a esposa e os filhos. A pandemia, porém, adiou o passeio, que aconteceu somente em abril deste ano. Mas, apesar de ter feito a viagem, Clayton também alega ter tido prejuízos.

“Todo o processo deveria ter sido mais transparente. Desde o início ela nos dizia que as remarcações não teriam acréscimo, mas não foi o que aconteceu. Além disso, tiveram problemas que ela teria que resolver, mas quem resolveu fui eu. Tive gastos com ligações internacionais e até mesmo a incerteza de reserva de um hotel quando já estávamos nos Estados Unidos”, relembra Clayton.

Mas, o maior prejuízo financeiro foi com ingressos que adquiriu para assistir a uma partida da NBA. Ele pagou diretamente para a agência o valor de R$ 6.192,00, que seriam para quatro entradas para o jogo de basquete. Entretanto, ele alega que nunca recebeu esses ingressos e tampouco o dinheiro de volta.

Nesta mesma viagem, era para ter ido também Maria Luísa de Sousa Carmo, prima de Clayton, em comemoração aos seus 18 anos. O presente seria dado pelos pais dela, Alcirene Sousa e João Adolfo do Carmo.

“Quando o Clayton a convidou para ir junto nós vimos uma ótima oportunidade para dar esse presente para ela. Fizemos tudo o que podíamos para que a viagem acontecesse, mas chegou um momento em que vimos que algo estava errado”, diz Alcirene.

Ao final de 2020 ela entrou em contato com a dona da agência para que Maria Luísa pudesse ir no mesmo voo e ficar hospedada nos mesmos hotéis que a família do primo. Por meio de transferências bancárias, Alcirene pagou R$ 8.800,00 para a agência de viagens, valores que eram refentes às passagens aéreas e às entradas nos parques da Disney.

Depois, para a hospedagem, seguro viagem e um ingresso da NBA, um novo pagamento no valor de R$ 10.166,00 foi feito parcelado no cartão de crédito. Faltando pouco mais de um mês para a viagem, Alcirene começou a cobrar o voucher das passagens aéreas e não tinha respostas. Um tempo depois, a agência chegou a confessar que não havia comprado os bilhetes.

Sabendo disso, a família de Maria Luísa optou pelo cancelamento da viagem. As parcelas pagas no cartão de crédito foram ressarcidas pela administradora do cartão. Já os valores pagos por meio de transferência bancária, porém, nunca foram devolvidos e Alcirene diz ter tido um prejuízo de R$ 8.800,00.

Outro lado

A empresa "Paulinha Viagens", que foi quem vendeu os pacotes, é comandada por Ana Paula Pereira. O Diário a procurou para que ela pudesse responder aos questionamentos, mas Ana Paula informou apenas que entraria em contato com o clientes para buscar resolver as pendências. O espaço segue aberto para um posicionamento.

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