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ROTA PARA CICLISTAS

Ciclistas apontam necessidade de ajustes na ciclovia da João XXIII

Representantes de diversos coletivos de ciclistas fizeram uma vistoria no trecho junto com técnicos da Prefeitura para avaliar o trajeto

Silvia Chimello
18/05/2022 às 07:31.
Atualizado em 18/05/2022 às 07:32

Coletivos de ciclistas percorreram a ciclovia da João XXIII para avaliar as necessidades de adequações no projeto (Einser Soares)

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ROTA PARA CICLISTAS

Ciclistas apontam necessidade de ajustes na ciclovia da João XXIII

Representantes de diversos coletivos de ciclistas fizeram uma vistoria no trecho junto com técnicos da Prefeitura para avaliar o trajeto

Silvia Chimello
18/05/2022 às 07:31.
Atualizado em 18/05/2022 às 07:32

Coletivos de ciclistas percorreram a ciclovia da João XXIII para avaliar as necessidades de adequações no projeto (Einser Soares)

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informa que vai analisar todas as propostas de adequações na sinalização e melhorias ciclofaixas discutidas com os ciclistas durante a vistoria feita na noite desta segunda-feira (16), na Avenida João XXIII, em César de Souza, no trecho destinado a circulação de bicicletas, com a presença de representantes da pasta.

 “Todas as propostas serão analisadas e atendidas conforme a viabilidade técnica”, informa a Secretaria de Mobilidade. Alega, no entanto, que ainda não há data para finalização dos trabalhos, mas ressalta que a meta é concluir a obra nas próximas semanas.

A ciclofaixa terá início nas proximidades da praça Paulo Vaz Romero, no Socorro, percorre a avenida Vereador Narciso Yague Guimarães e segue pela avenida João XXIII.

Os integrantes de diversos coletivos de cliclistas da cidade, que percorreram o trecho da avenida entre a unidade da Elgin até a Praça do Socorro, ao lado da titular da Secretaria de Mobilidade, Cristiane Ayres, apontaram uma série de problemas no novo equipamento, que se inicia nas proximidades da praça Paulo Vaz Romero, no Socorro, percorre a avenida Vereador Narciso Yague Guimarães e termina no encontro da João XXIII com as avenidas Dante Jordão Stoppa e Presidente Castello Branco.

Os pontos mais críticos, segundo o grupo, são os locais da rotatória - em frente à Elgin – onde os ciclistas pediriam a instalação de uma faixa para travessia de bicicletas, que deve ser instalada no inicio da avenida Dante Jordão Stoppa. Também foi pedido melhrias nas próximidades ao acesso da avenida Júlio Perotti à João XXIII.

Os cliclistas falaram ainda sobre a necessidade de um número maior de placas indicando os locais preferenciais para as bicicletas, instalação de linha de estímulo de redução de velocidade  e sinalização horizontal no trecho perto da ponte sobre o Rio Tietê.

Outro local que deve receber atenção é o trecho que vai da ponte até a Elgin. Nesse percurso, os ciclistas vão ter que compartilhar a calçada com os pedestres. Para isso, eles pediram que seja providenciada a sinalização de solo para dividir o espaço. A Prefeitura também deve pedir melhorias na pavimentação das calçadas para os proprietários dos imóveis desse trecho.

O arquiteto Paulo Pinhal, que é ciclista e discute as propostas de ampliação das rotas de bicicletas na cidade, afirma que ainda há muito o que fazer para aumentar a segurança aos ciclistas no trânsito da cidade, lembrando que Mogi registrou três mortes recentes em 30 dias, mas entende que esse encontro e a disposição da secretaria em discutir os problemas, já são um avanço a ser considerado.

“Sou muito critico com relação a isso, mas estou vendo um cenário de boa vontade. Acho importante ela (a secretária) esteja aqui para explicar a dar ouvido aos usuários, porque aqui o uso área não é só para o lazer, mas sim para o trabalho de muita gente. Ela está aqui para ouvir o que as pessoas têm para acrescentar e avaliar o que a gente pode fazer dentro do orçamento, de forma segura”, declarou

O ciclista Daniel Roberto Soares reclama do atraso das obras, previstas incialmente para serem entregues em setembro de 2021, e reforça a importância de a sociedade civil se organizar para fazer as cobranças. “A gente entende que o poder público tem morosidade por questões burocráticas, mas nós da sociedade civil temos que nos organizar e cobrar, como estamos fazendo agora”.

Quanto a vistoria, ele observa que foi “satisfatória”, e que as adaptações sugeridas à secretaria são necessárias para minimizar as chances de acidentes na via, que é muito movimentada. “Mesmo assim, não existe sentimento de conformismo, porque ainda tem vários pontos que precisam ser discutidos”, avalia.

A secretária de Mobilidade Cristiane Ayres preferiu não dar declarações oficiais à reportagem de O Diário, que acompanhou toda a vistoria. Ela disse que não tinha autorização do setor de Comunicação Social para dar entrevista

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