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RECUPERAÇÃO

Ciclista Alessandro Palazzi começa reabilitação nesta segunda

42 dias após ter sido atropelado por um carro no Mogilar, ele iniciará tratamento em um centro de reabilitação não governamental da cidade

Heitor HerrusoPublicado em 18/07/2021 às 16:12Atualizado há 10 dias
Divulgação - Nilson de Souza
Divulgação - Nilson de Souza

42 dias após ter sido atropelado por um carro na Avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, Alessandro Palazzi começará a fazer reabilitação nesta segunda-feira (19). O ciclista, além de diversas fraturas e complicações na coluna e no crânio, teve a perna amputada e já se prepara para adquirir uma prótese que o permita continuar pedalando.

Após sucesso na cirurgia na coluna no dia 8, Alessandro não teve sequelas mentais e está em casa desde o dia 10. Ele passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na última terça-feira, dia 13, e agora se recupera, junto da família.

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“A equipe médica que fez a cirurgia (da coluna) foi maravilhosa. Ele praticamente saiu do centro cirúrgico movimentando o pescoço. Teve que fazer um enxerto, mas está bem. Como ficou muito tempo internado, parado, ainda se sente dolorido, com movimentos meio limitados. Mas graças a Deus está cada dia melhor”, diz o pai dele, Nilson de Souza, 66.

É também Nilson quem dá a boa notícia: um centro de reabilitação não governamental de Mogi das Cruzes ofereceu um tratamento para seu filho. “E confirmaram que iniciam a reabilitação na segunda-feira (19), a partir das 15 horas”.

Além disso, o pai da vítima tem se movimentado para conseguir uma prótese para o membro inferior direito de Alessandro, que após sofrer esmagamento, teve de ser amputado “por estar muito infeccionado” e “para evitar que a infecção passasse para outras partes do corpo”.

“Tivemos a informação de três empresas que fabricam próteses e entramos em contato, explicando o tipo de prótese que ele vai precisar, para voltar a pedalar. Como foi acima do joelho, há algumas especiais para este tipo de prática”, explica Nilson, que está em contato com fornecedores de São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba, com visitas marcadas a partir desta quarta-feira (21).

A princípio, a prótese custaria algo “entre R$ 20 e R$ 28 mil reais, aproximadamente”, e Nilson faz questão de afirmar que está custeando sozinho, com as próprias economias.

Divergências

Após realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na última terça-feira (13), o advogado de Alessandro, José Beraldo, revelou ao G1 que a estratégia da defesa é a de que o caso seja tratado como tentativa de homicídio.

Já o advogado Juliano Melo Duarte, que representa o motorista Henrique Lisboa Reis - que dirigia um Audi e não parou para prestar socorro-, disse que não houve dolo eventual e sim um lamentável acidente de trânsito com vítima e que vai se manifestar após a conclusão da apuração e do inquérito policial.

A polêmica se estende para além disso, já que na visão de Juliano a família de seu cliente tem prestado apoio aos ciclista e acompanhado o quadro de saúde dele, o que é desmentido por Nilson.

“Durante este período todo, temos ouvido que a família tem prestado toda assistência para nós. Mas no dia do acidente só fomos comunicados pela polícia militar às 11 horas. O primeiro contato que tivemos com o pai do rapaz foi ás 11h30, quando ele foi devolver o celular que ficou preso no para brisa do carro. A partir daí recebemos ligações tentando saber como Alessandro estava, mas ajuda ou assistência médica, ou qualquer tipo de assistência, não nos foi dada", encerra o pai de Alessandro.

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