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RECICLAGEM

CEV dos Resíduos Sólidos aponta problemas na coleta seletiva em Mogi

Integrantes da Comissão alegam que a empresa de limpeza pública não vem realizando o trabalho de forma correta, causando prejuízo aos catadores que atuam na Usina de Triagem da Vila São Francisco

Silvia Chimello
28/04/2022 às 18:05.
Atualizado em 28/04/2022 às 18:05

Vereadores alegam que os caminhões da Peralta entregam lixo úmido com o reciclável na Usina de Triagem (Divulgação/PMMC)

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CEV dos Resíduos Sólidos aponta problemas na coleta seletiva em Mogi

Integrantes da Comissão alegam que a empresa de limpeza pública não vem realizando o trabalho de forma correta, causando prejuízo aos catadores que atuam na Usina de Triagem da Vila São Francisco

Silvia Chimello
28/04/2022 às 18:05.
Atualizado em 28/04/2022 às 18:05

Vereadores alegam que os caminhões da Peralta entregam lixo úmido com o reciclável na Usina de Triagem (Divulgação/PMMC)

A Comissão Especial de Vereadores (CEV) de Resíduos Sólidos da Câmara de Mogi informa que vai fazer uma representação no Ministério Público para denunciar problemas com a coleta seletiva feita na cidade pela Peralta Ambiental. A alegação é de que a empresa de limpeza pública não vem realizando o trabalho de forma correta, causando prejuízo aos catadores que atuam na Usina de Triagem da Vila São Francisco. Prefeitura alega que a cooperativa vem se adaptando à dinâmica do trabalho e que faz acompanhamento contínuo do processo.

O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT), que preside a CEV, disse que a Peralta não tem realizado a coleta da forma adequada. A vereadora Inês Paz (PSOL), integrante da comissão, observa que o material reciclável não está sendo coletado com os caminhões gaiolas, como está estabelecido no contrato feito com a Prefeitura. O uso do caminhão normal, segundo ela, faz com que o lixo seja compactado e misturado com materiais que podem ser reciclados.

Os problemas foram constatados pelos vereadores durante uma visita que fizeram à usina há alguns dias para verificar de perto a situação e entender o drama vivido pelos catadores, “que estão correndo risco de se contaminar”, segundo Martins.

Eles falaram sobre a situação na Câmara de Mogi, há cerca de 10 dias. Para comprovar as denúncias, fizeram fotos e mostraram as imagens em plenário. “É uma bagunça, lixo úmido misturado com material reciclável, junto com cachorro e gato morto. O cheiro é muito forte e os catadores não estão conseguindo trabalhar. Um perigo para a saúde dos trabalhadores”, esclarece o vereador.

O presidente da Comissão disse que tem reclamações de que a coleta não está sendo feita no horário estabelecido. Na opinião dele, a situação acaba beneficiando a empresa, que ganha por tonelagem do lixo encaminhado para o aterro sanitário de Jambeiro.

Além da representação no MP, que deve ser encaminhado nos próximos dias, a vereadora Inês Paz sugere que a CEV convide os representantes das secretarias do Meio Ambiente e Infraestrutura para que eles possam esclarecer todos os pontos e problemas verificados durante a visita.

  

Reforma

Sobre a cooperativa responsável pelo trabalho de coleta seletiva em Mogi das Cruzes, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente informa que “tem feito um acompanhamento cuidadoso do contrato em vigor”.

A Usina de Triagem da Vila São Francisco passou por uma reforma e os trabalhos no local foram retomados em outubro do ano passado, após um ano e sete meses de interrupção, em razão da pandemia. O local, segundo a Prefeitura, passou a contar com novos banheiros, espaço administrativo, recebeu pintura e a instalação de uma prensa e uma esteira, para facilitar o trabalho dos catadores.

“A cooperativa vem se adaptando à dinâmica do trabalho e este acompanhamento é feito de forma contínua pelos técnicos da Secretaria do Verde”, reforça a gestão municipal em nota encaminhada a O Diário.

 Reciclagem

Sobre a coleta seletiva, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana esclarece que o serviço está sendo realizado normalmente em toda a cidade, conforme o mapeamento pré-definido e o cronograma, que fica sempre disponível para consulta no site da Prefeitura. Afirma também que há caminhões destinados à coleta de lixo úmido e outros que são específicos para a coleta do lixo reciclável. “Logo, os dois tipos de lixo não se misturam dentro de um mesmo caminhão”, ressalta.

De acordo com a pasta, “só ocorre mistura entre reciclável e orgânico quando o próprio cidadão não faz a separação da forma adequada”. Acrescenta que “só é possível identificar a situação quando o material chega à Usina de Triagem, uma vez que os coletores são orientados a não abrir os sacos”.

A Prefeitura alega ainda que o que ocorre com frequência é o munícipe deixar lixo úmido no dia da coleta seletiva e vice-versa ou então dispor o lixo em horários diferentes do previsto no cronograma, muitas vezes após o caminhão já ter passado. “Por isso, e visando justamente não gerar a mistura entre os dois tipos de lixo, os coletores são orientados a levantar os sacos e, pelo peso, tentar identificar se trata de úmido ou reciclável”.

Para concluir, reforça que os serviços são acompanhados diariamente pela Secretaria e, sempre que identificado algo não condizente com o que está previsto em contrato, a empresa é imediatamente acionada, para que tome as providências necessárias.

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