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PERDA

Cantor e compositor Erasmo Carlos morre aos 81 anos

Artista que marcou a história da Jovem Guarda no pais foi internado às pressas na segunda-feira (21), no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro

O Diário
22/11/2022 às 13:39.
Atualizado em 22/11/2022 às 14:07

Erasmo Carlos morreu nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, aos 81 anos (Reprodução - Redes sociais)

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Cantor e compositor Erasmo Carlos morre aos 81 anos

Artista que marcou a história da Jovem Guarda no pais foi internado às pressas na segunda-feira (21), no Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro

O Diário
22/11/2022 às 13:39.
Atualizado em 22/11/2022 às 14:07

Erasmo Carlos morreu nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, aos 81 anos (Reprodução - Redes sociais)

* MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO

O cantor e compositor Erasmo Carlos, um dos ícones da música brasileira, morreu nesta terça-feira (22), aos 81 anos, no Rio de Janeiro (RJ). O artista que marcou a história da Jovem Guarda no pais foi internado às pressas na segunda-feira (21), no Hospital Barra D'Or, no bairro da Tijuca, onde no início do mês já havia permanecido em outubro por nove dias para tratar uma infecção pulmonar, mas desta vez não resistiu. 

No início do mês, o artista comemorou a alta após duas semanas de internação no Barra D'Or para exames e tratar uma síndrome edemigênica. “Ressuscitei no Dia de Finados e tive alta do hospital! Obrigado a Deus, a todos que cuidaram de mim, rezaram por mim e se torceram pela minha recuperação… Essa foto com a Fernanda traduz como estamos felizes”, postou o cantor na ocasião.

Ainda em dezembro de 2021, Erasmo ficou mais de uma semana internado no mesmo hospital, após ser diagnosticado com Covid-19. A internação aconteceu por precaução, até pelo fato de o artista estar vacinado contra o vírus.

Também nesta terça-feira (22), morreu o cantor e guitarrista cubano Pablo Milanés, autor de uma das mais conhecidas canções românticas, "Iolanda", aos 79 anos em Madri, na Espanha. 
 
História
Erasmo Esteves nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Sempre se interessou por arte e, em especial, música. Na juventude, junto a Tim Maia e Jorge Ben Jor, vivia no ambiente do Rock N’Roll carioca, o que lhe fez optar pela carreira de músico. Ficou famoso por suas parcerias com o cantor Roberto Carlos e tornou-se, ao longo de seis décadas, um dos maiores nomes da música popular brasileira.

No cinema, estreou em Minha Sogra É da Polícia (1958), dirigido pelo amigo Aloisio T. de Carvalho. Se destacou como ator em Os Machões (1972), longa no qual atua ao lado de Reginaldo Faria e Flávio Migliaccio. Pela produção, foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Erasmo também atuou em O Cavalinho Azul (1984) e Paraíso Perdido (2018), além de contribuir com depoimentos em diversos documentários.

Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e com Wanderléa do programa Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram “Gatinha Manhosa” e “Festa de Arromba”. Com o término do movimento, entrou em crise, mas conseguiu se recuperar com a ajuda de seu parceiro Roberto Carlos e de sua esposa, Narinha. Nessa fase de transição fez sucesso cantando “Sentado à Beira do Caminho” e “Coqueiro Verde”.

]O disco Erasmo Carlos e Os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares de canções de compositores da MPB, como “Saudosismo”, de Caetano Veloso e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso (lançada no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa em que Erasmo atua com Roberto e Wanderléa) e “Teletema” (canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de Noiva, da Rede Globo), de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, além da primeira gravação de “Sentado à Beira do Caminho”.

Na década de 1970, Erasmo assinou com a Polygram. A primeira metade da década mostra o Tremendão num estilo bem diferente da Jovem Guarda. Influenciado pela cultura hippie e pelo soul, lança Carlos, Erasmo em 1971. O disco, que abre com “De Noite na Cama”, escrita por Caetano Veloso especialmente para ele, traz uma polêmica ode à maconha, em “Maria Joana”.

O existencialismo prosseguiu em seus outros LPs dos anos 70: 1941-1972 – Sonhos e Memórias, 1990 – Projeto Salvaterra e Banda dos Contentes. “Sou uma Criança, Não Entendo Nada”, “Cachaça Mecânica” e “Filho Único” são algumas canções de destaque no período. Pelas Esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia: “Panorama Ecológico”.

Ao todo, Erasmo escreveu mais de 682 músicas, tem 643 gravações registradas no Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), mais de 800 composições e 38 discos na carreira.

Ainda não há informações sobre a causa da morte, velório e sepultamento. 

  

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