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EVANGELIZAÇÃO

Bispo diz que santuário é "a casa do povo" e defende justiça aos pobres

Igreja dedicada à Nossa Senhora Desatadora dos Laços foi inaugurada ontem (19), no distrito de Jundiapeba, com a presença de católicos de várias comunidades da cidade

Silvia Chimello
20/05/2022 às 10:58.
Atualizado em 20/05/2022 às 10:58

Padre dança e canta durante a inauguração do Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós, em Jundiapeba (Eisner Soares)

Na missa de inauguração das instalações do Santuário de Nossa Senhora Desatadora de Nós, no distrito de Jundiapeba, o bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que o novo espaço é “a casa do povo”, e disse esperar que os santos protetores do espaço - Santo Ivo, da área da Justiça (aniversariante do dia), interceda em favor do povo, e que São Francisco de Assis, protetor dos pobres, ajude a dar esperança, especialmente naquela região, onde se concentram muitas famílias em situação de vulnerabilidade.

Durante a celebração, na noite fria de quinta-feira (19), o líder religioso da igreja católica chamou atenção para os problemas sociais daquela região, aproveitando a presença de autoridades políticas – prefeito Caio Cunha, deputado federal Marco Bertaiolli, vereadores -, representantes do setor judiciário, da OAB -, e de diversas lideranças da cidade presentes na cerimônia.

Ele lembrou que santuário está próximo à ocupação e da Usina de Reciclagem de Lixo da Vila São Francisco.

A nova ‘quase igreja’, segundo dom Pedro, vai acolher a comunidade da ocupação, assim como os moradores de todos os demais moradores bairros próximos, batizar as crianças, promover projetos sociais e estimular a preservação do meio ambiente. “Direito e Justiça brotarão desse lugar e ninguém vai ficar de fora ou excluído”, declarou.

Centenas de pessoas participaram da primeira missa no espaço que abrigará o futuro santuário católico (Eisner Soares)

 Evangelização

A cerimônia de inauguração, ocasião em que foi feito o lançamento da pedra fundamental do santuário definitivo, reuniu todo o clero da Diocese, com bispos convidados. O evento atraiu muitos católicos não só de Mogi. Vieram caravanas de outras cidades da região e do estado. Quase todas as vagas de estacionamento – cerca de 400 – estavam ocupadas. Ficou totalmente tomada de pessoas a estrutura que foi montada no local. Muita gente assistiu à missa do lado de fora, também em local com capacidade para o público.

O responsável pelo Santuário, o padre Jonatas Diniz, após a cerimônia de sua posse como reitor, começou o show: cantou, rezou, dançou, pulou e animou o público que estava no local, estimado, segundo ele, em cerca de três mil pessoas. Acompanhando por uma banda musical, o padre conseguiu envolver os presentes, que fizeram coro, cantando junto as músicas religiosas, cheias de coreografias.

Familiares do empresário Fumio Hori estiveram na primeira missa no futuro Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós (Eisner Soares)

Tinha gente de todas as idades, famílias com crianças, jovens, como é o caso de Maria Eduarda, de 16 anos, que veio de Jacareí com a mãe, tia e as três primas entre 9 e 11 anos, para participar da inauguração. Ela conta que já acompanhava as missas de padre Jonatas em Sabaúna. “Gosto das missas porque são animadas. Vem a família inteira. O padre é muito carismático e consegue envolver e evangelizar as pessoas”, disse.       

Para a moradora de Jundiapeba Aline Diniz, santuário é “um presente” para aquela região. “Acho que esse lugar foi benção para todos nós e acho que ajudar a melhorar a vida de muita gente”, afirma.

Priscila Aparecida de Oliveira e o filho Rafael, de seis anos - que levou uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida para o padre abençoar – , vieram de Biritiba Mirim em uma caravana com dois ônibus. “A gente frequentava a missa da Cura e Libertação do padre Jonatas em Sabaúna. Agora vamos passar a frequentar o Santuário”, observou.

O padre Jonatas “se recusa a chamar o local de barraca e sim de santuário”, o galpão de mil metros quadrados, fechado com lonas nas laterais e no teto, instalado de forma provisória até que seja construída a  obra estimada em R$ 250 mil. O terreno foi doado pelo empresário já falecido, Fumio Hori, mas a obra será custeada pela igreja, com ajuda da comunidade. Por isso, o padre pediu ajuda da população com doações para acelerar as obras.

Cerca de 15 mil fiéis distribuídos estão sendo esperados pelo padre Jontas para os quatro dias de missas. 

No novo endereço, já estão programadas missas de cura e libertação todas as quintas-feiras, às 1930, e sábados, às 19h. Aos domingos, acontecerá a celebração convencional, às 18hs.

O religioso foi pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, de Sabaúna, onde começou a celebrar as missas de cura e libertação, com a participação de mais de 3 mil fiéis, vindas inclusive em caravanas de outras cidades do estado de São Paulo e da Bahia, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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