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Bertaiolli alerta que Mogi chegou ao limite do crescimento

Ex-prefeito e deputado federal avalia que a cidade não está crescendo, mas sim 'inchando', o que pode ser prejudicial ao desenvolvimento

Carla Olivo
21/01/2023 às 07:41.
Atualizado em 21/01/2023 às 07:41

Marco Bertaiolli aposta que Mogi das Cruzes já chegou aos 500 mil habitantes, o que deve ser confirmado ao final do Censo 2022 (Foto: divulgação)

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Bertaiolli alerta que Mogi chegou ao limite do crescimento

Ex-prefeito e deputado federal avalia que a cidade não está crescendo, mas sim 'inchando', o que pode ser prejudicial ao desenvolvimento

Carla Olivo
21/01/2023 às 07:41.
Atualizado em 21/01/2023 às 07:41

Marco Bertaiolli aposta que Mogi das Cruzes já chegou aos 500 mil habitantes, o que deve ser confirmado ao final do Censo 2022 (Foto: divulgação)

O prefeito Caio Cunha (Podemos) e os ex-prefeitos Junji Abe (MDB), Marco Bertaiolli (PSD) e Marcus Melo (PSDB) avaliam que os números do censo atual, que ainda podem apresentar alterações na conclusão do levantamento pelo IBGE, mas já trazem um panorama da evolução populacional que marcou os últimos 22 anos no município. 

Confira aqui o que diz Bertaiolli sobre o tema

O grande desafio de Mogi das Cruzes, na avaliação do ex-prefeito e deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), é ter uma gestão que pense no futuro e administre a cidade para organizar a expansão populacional. 

“Mogi chegou ao limite do seu crescimento populacional. Daqui para a frente, a cidade não está mais crescendo, mas sim inchando, em um ritmo desorganizado e desequilibrado com o crescimento econômico”, alerta.

Segundo ele, como o censo do IBGE ainda não foi concluído, quando chegar ao final apontará 500 mil habitantes na cidade. “Muitos municípios estão reclamando porque a população foi diminuída. Pelos números do IBGE, cerca de 80% deles tiveram redução na população, e isso afeta diretamente a arrecadação porque a distribuição do fundo de participação dos municípios é feita levando em conta a população de cada cidade. Então, muitos municípios já tiveram, agora, uma redução nessa participação por terem apontado queda no número de moradores. Mas no Alto Tietê, acontece o contrário. Tivemos crescimento praticamente em todas as cidades, o que confirma a aglomeração nos grandes centros urbanos. Em Mogi tivemos um crescimento significativo da população e, certamente, estamos com 500 mil habitantes”, avalia.

A maior dificuldade, na análise de Bertaiolli, é que Mogi está crescendo com a chegada de novos moradores, mas o crescimento econômico não vem acompanhando o aumento populacional. “Isso é um grande desafio, porque não existe não existe um programa de incentivo para instalação de novas empresas, não há um desenvolvimento econômico em nenhum segmento nesse momento e já faz alguns anos que Mogi não recebe uma nova empresa, o que vai causar, no futuro, um colapso nas finanças da Prefeitura”, prevê.

O ex-prefeito também aponta que há uma crescente necessidade de serviços públicos, no entanto, os impostos que o município recebe por meio da atividade econômica não acompanham esta evolução. “Mogi tem pela frente um desafio gigantesco e, se não houver um equilíbrio nesse crescimento populacional com o econômico, teremos muitas dificuldades na qualidade de vida da população daqui em diante”, acrescenta.

Bertaiolli também defende medidas urgentes, como as revisões da tabela de impostos cobrados das empresas que se instalam na cidade, assim como das áreas industriais, para ter a disponibilidade, com infraestrutura, para implantação de novos empreendimentos capazes de gerar emprego e renda à população.

“As últimas áreas que tivemos foram os condomínios industriais de César de Souza, ainda na minha administração como secretário (de Indústria e Comércio), e o Taboão, para onde atraímos várias indústrias durante minha gestão na Prefeitura. De lá para cá, nenhuma nova empresa se instalou na cidade”, finalizou. 

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