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ANÁLISE

Apuração da troca de corpos no Hospital Municipal começa nesta sexta

Análise será feita por uma comissão recém-criada, que inclui representantes das secretarias municipais de Saúde, Governo e de Gabinete, assim como da Fundação do ABC, entidade responsável pela gestão do Hospital Municipal

Heitor HerrusoPublicado em 10/06/2021 às 18:23Atualizado há 5 dias
Reprodução - Facebook
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Está agendada para esta sexta-feira (11) a primeira reunião de uma comissão recém-criada para apurar o que levou à troca dos corpos das vítimas de Covid-19 Ana Paula de Souza e Hélio do Carmo Silva, no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, no último dia 4.

Após cobranças de O Diário pela abertura da sindicância, a prefeitura informou, nesta quarta (10) que “o ofício para abertura de sindicância foi despachado pela Secretaria Municipal de Saúde”.

Já a pasta que conduzirá os trabalhos de apuração é outra. “A Secretaria de Governo vai conduzir os trabalhos e já determinou a criação de uma comissão mista para apurar o caso. Fazem parte desta comissão representantes das secretarias municipais de Saúde, Governo e de Gabinete, assim como da Fundação do ABC,S entidade responsável pela gestão do Hospital Municipal”, trouxe a nota emitida pela administração municipal.

O texto destaca ainda, que além das informações sobre o caso em si, o processo “será utilizado para aprimorar procedimentos, corrigir falhas e para que casos como este não se repitam”.

Vale lembrar que esta sindicância acarretará na aplicação de "medidas cabíveis", mas não foram esclarecidas quais seriam as possíveis conseguências. Segundo a gestão municipal, porém, já foram exigidos “da entidade responsável pela gestão da unidade protocolos mais rígidos, independentemente das constatações que a sindicância possa indicar”.

Um caso, duas versões

Na última sexta-feira (4), a entidade gestora do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, a Fundação do ABC, responsabilizou a funerária envolvida no caso, afirmando “que não houve troca de corpos dentro do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes e que o protocolo utilizado foi seguido com rigor”.

Segundo a Fundação, “apesar das identificações claras e da orientação pelo funcionário do Hospital que abriu o Morgue para a remoção do corpo, o erro foi cometido, sob a justificativa posterior de que se tratava de um funcionário novo da funerária, ainda inexperiente”.

Já nesta terça-feira (8), O Diário publicou a nota enviada pela funerária Assibraff (Assistência Brasileira de Atendimento Funeral a Família). A empresa credita o erro à unidade de saúde, alegando que “o representante do hospital é quem tinha conhecimento da identidade do falecido e local onde estava o corpo a ser retirado", e que "a empresa não dispõe de autorização para ingressar no hospital, sem acompanhamento e autorização expressa".

Porém, a Assibraff não comentou sobre o possível “funcionário novo”, citado pela outra parte envolvida no caso. Leia mais.

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