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MOBILIZAÇÃO

Após protestos, tráfego ainda é complicado na saída da cidade pela Mogi-Dutra

Paralisação dos caminhoneiros prejudicou motoristas, que perderam ou chegaram com atraso em compromissos, como aulas e trabalho, pela manhã

Carla Olivo
01/11/2022 às 15:27.
Atualizado em 01/11/2022 às 18:01

Após a paralisação dos caminhoneiros na rodovia Mogi-Dutra, na noite desta segunda-feira (31) e manhã de hoje (1), o tráfego na principal ligação entre Mogi das Cruzes e São Paulo voltou ao normal em parte da estrada, mas ainda apresenta lentidão e tem a passagem liberada em apenas uma faixa, na saída da cidade sentido Capita - altura do bairro da Ponte Grande.

Pela manhã, muitos motoristas que precisaram fazer o trajeto perderam ou chegaram com atraso em compromissos, como consultas médicas, aulas e trabalho.  

Nas câmeras de monitoramento do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), instaladas no km 45 da rodovia, é possível ver que a situação está tranquila, ao menos neste ponto da estrada, nesta tarde, ao contrário do cenário encontrado pela manhã, quando os caminhões parados em vários pontos da via provocaram congestionamento e impediram o tráfego dos demais veículos.

A professora Ana Cláudia Santana, 52 anos, sabia que poderia encontrar dificuldades nesta manhã, devido ao anúncio das paralisações em estradas, por isso resolveu sair de casa muito mais cedo do que o de costume. "Moro em São Paulo, mas dou aulas em Mogi. Faço este percurso todos os dias, mas já tinha conhecimento que hoje seria muito mais complicado por conta desta situação. Às 5 horas já estava no carro, mas não adiantou. Acabei perdendo o horário do início das aulas e cheguei com três horas de atraso. É um absurdo", relata.

Moradores do condomínio Aruã, na divisa de Mogi com Suzano, acostumados a pegar a estrada todas as manhã rumo às escolas de Mogi também tiveram problemas. "Entrei em desespero, porque minha filha tinha e ficamos paradas duas horas no trânsito. Chegou com atraso e a avaliação foi remarcada, mas até conseguirmos sair de lá foi um sufoco", conta a administradora de empresas Silvana Cardoso Mendes, 47 anos, que após deixar a filha no colégio passaria por uma consulta, agendada há quase um mês, mas também não conseguiu. 

A mesma situação foi enfrentada pelo engenheiro de eletrotécnica Silvano Moraes Guedes, 52 anos, que percorre diariamente a rodovia para trabalhar em Mogi. "Não achei que estaria tão complicado, aqui na cidade, quando soube da paralisação. Mas realmente pegou todo mundo e não consegui chegar no horário de entrada no serviço. Quero ver quem vai me ressarcir o desconto que terei no salário por começar a trabalhar com três horas de atraso", disse.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que a Mogi-Dutra segue com manifetações. "No km 49+300, na proximidade de Mogi das Cruzes, há aproximadamente 1 quilômetro de congestionamento. A paralisação, no sentido Sul, é total para veículos pesados, mas veículos de passeio conseguem passar. Já a Mogi-Bertioga está tranquila", trouxe nota enviada nesta tarde a O Diário.

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