A subsede mogiana do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) encaminhou ofício à dirigente regional de Ensino de Mogi das Cruzes, Estela Vanessa de Menezes Cruz, solicitando providências em relação à confirmação de exame positivo para Covid-19 de familiares de uma aluna da Escola Estadual Cid Boucault, de Jundiapeba, que frequentou os primeiros dias de aulas presenciais nesta semana.

No período de planejamento das aulas, na semana anterior, o diretor da E.E. Sylvia Mafra Machado e uma professora da E.E. Iracema Brasil de Siqueira, de Mogi das Cruzes, também se contaminaram com a Covid-19, mas mantiveram contato com os demais funcionários das respectivas escolas até a confirmação da doença e, só então, foram afastados. Um professor da E.E. Paulo Ferrari Massaro também foi diagnosticado com o novo coronavírus após a volta das aulas presenciais.

"Estes são apenas alguns exemplos, mas estamos sabendo de vários professores que ficaram com Covid e tiveram contato com outras pessoas nas escolas. Até descobrirem que estão com a doença, acabam contaminando mais gente. Por isso, nesta sexta-feira (12) tivemos assembleia e reafirmamos a continuidade da nossa greve sanitária para exigir que neste momento tenhamos apenas as aulas remotas. Isso é importante para preservar alunos, professores, funcionáios das escolas, mas também familiares dos estudantes. Nesta semana, percebemos que muitos pais não estão enviando os filhos às escolas por causa dos riscos da doença", explica Inês Paz, uma das coordenadoras da Apeoesp.

Durante esta primeira semana de retorno das aulas presenciais, com revezamento de turmas para atender a 35% da capacidade de cada escola e conciliando as atividades com o ensino remoto, representantes da Apeoesp percorreram várias unidades da rede em Mogi e denunciaram diversos problemas. 

Segundo as coordenadoras da subsede mogiana da Apeoesp, Inês Paz e Vânia Pereira, não há condições de retomar as aulas presenciais neste momento porque as escolas não oferecem a estrutura necessária para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Os problemas vão desde falta de funcionários de limpeza, merendeiras e até diretor à aglomeração de alunos no portão das escolas, ausência de internet, janelas que não abrem para ventilação das salas, entre outros.

Procurada por O Diário nesta semana após o relato de problemas nas escolas estaduais, a Secretaria de Estado da Educação informou que a Diretoria Regional de Ensino (DER) de Mogi acompanha as escolas da região, que estariam cumprindo todos os protocolos sanitários para prevenção da Covid-19, e prometeu solução para as queixas apresentadas.

A reportagem entrou em contato, neste sábado (13), com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação para questionar as denúncias feitas pela Apeoesp sobre casos de Covid-19 nas unidades de ensino da rede e a pasta esclareceu que foram confirmadas duas escolas com um caso positivo em cada. 

"A Vigilância Sanitária foi comunicada e todas as orientações foram seguidas. OS casos estão sendo acompanhados. O protocolo orienta que nas suspeitas ou confirmações, os servidores são afastados ao comunicarem os sintomas e aguardam os resultados dos exames em casa, em quarentena. Vale lembrar que os professores e alunos que fazem parte do grupo de risco permanecem nas atividades remotas", trouxe a nota enviada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação a O Diário.

Ainda de acordo com a pasta, todas as escolas continuam utilizando o modelo de ensino híbrido, no qual as crianças participam de atividades presenciais e remotas. "Os casos confirmados e sob suspeita são acompanhados por meio do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19 da Seduc-SP (Secretaria de Estado da Educação)", completa a nota.