A repercussão negativa da nomeação de Reinaldo Barreiros como secretário-adjunto de Esportes e Lazer de Mogi das Cruzes e a pressão pelas redes sociais sobre a indicação provocaram uma nova reação prefeito Caio Cunha (Pode), que diz, agora, que irá analisar melhor as denúncias de ‘rachadinha” feitas contra o adjunto da pasta. 

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Ele também criticou as postagens antidemocráticas compartilhadas nas redes sociais de Reinaldo, porém, destaca a necessidade de manter um "governo que une representantes de perfis ideológicos diferentes em um projeto em comum". 

A nomeação de Reinaldo é questionada nas redes sociais porque ele é um dos 12 denunciados pelo esquema de rachadinha no Núcleo de Avaliação Estratégica (NAE) da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O nome dele é citado em uma reportagem publicada no UOL pelo jornalista Demétrio Vecchioli em julho de 2020. 

O adjunto também é criticado por ter publicado fotos em suas redes sociais com armas na mão e com mensagens favoráveis à ditadura militar - após a reação negativa ele apagou as postagens. Apesar de não configurar crime, o compartilhamento desse um tipo de publicação, na opinião dos próprios apoiadores destoa da comunicação empregada por Cunha na internet.

Artistas, apoiadores de Cunha e comunidade passaram a questionar, desde a semana passada, atitude de Cunha nas redes sociais. A Executiva do PSOL e representantes da Frente Popular Pela Cultura de Mogi também estão se organizando para publicar notas de repúdio à nomeação. 

Em resposta a publicação da matéria por O Diário, o prefeito inicialmente amenizou o problema ao reforçar a sua decisão de mantê-lo no cargo. Cunha disse não que “não há óbices em nenhuma das atividades que exerceu”, e a denúncia sobre sua atuação junto ao NAE,  apurada pela Corregedoria da Alesp, não identificou nenhuma irregularidade. 

Sobre as manifestações feitas em rede social em 2018, o adjunto de esportes disse que se “arrependeu” e explica que retirou os posts por considerar inoportunos e em desacordo com sua postura atual mais madura. "Entendo que fui inflamado por um momento de euforia política, mas arrependo-me da postura adotada na época", enfatizou.