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COVID-19

Após exumação, família realizou o sepultamento da empresária Ana Paula, em Suzano

Corpo de empresária, que morreu no Hospital Municipal, foi enterrado erroneamente no Cemitério São Salvador. Neste sábado (5), a família fez o velório e sepultou o corpo no cemitério do Raffo

Eliane JoséPublicado em 05/06/2021 às 08:53Atualizado há 10 dias
Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

A família de Ana Paula Silva Souza, de 42 anos, sepultou na tarde deste sábado (5), às 14h30, em Suzano, o corpo da empresária, após a exumação realizada para esclarecer o caso. Os parentes realizaram uma hora de velório no Cemitério da Colina dos Ipê, mas o corpo foi enterrado no Cemitério  São João Batista, conhecido como Raffo.

O corpo havia sido enterrado erroneamente no Cemitério São Salvador, no lugar de um outro paciente do Hospital Municipal de Braz Cubas, Helio do Carmo Silva.

Os dois faleceram por complicaçõe do coronavírus e estavam internados no hospital mogiano. Na manhã de hoje, foi feita a exumação do corpo da suzanense, no Cemitério São Salvador.

O filho de Ana Paula, Diogo da Silva Grigório dos Santos, de 23 anos, emociona-se em recontar o drama ainda vivido pela família, desde a manhã de sexta-feira (4), quando um funcionário da Funerária Colina dos Ipês, de Suzano, descobriu que o corpo da empresária havia sido retirado do hospital, por engano.

Na avaliação de Diogo e o pai André, o hospital e a Funerária Assibraf, contratada pela família de Helio do Carmo Silva, são co-responsáveis pela troca dos corpos. "Tentaram nos convencer que a responsabilidade era de um funcionário novo, mas, isso não está correto, porque se era um funcionário em experiência, ele não poderia retirar e transportar um corpo. Além disso, o hospital é quem responde pela liberação e checagem da identidade de um paciente", observa André, que pretende recorrer à Justiça contra os prejuízos morais enfrentados pela família.

Diogo conta que a demora na exumação do corpo sepultado no lugar de Helio do Carmo Silva aconteceu por causa da troca de acusações por responsabilidades. "Eu acho que a identificação do corpo precisa ser feita por alguém do hospital e da funerária, como me disseram que acontece no Hospital Luzia de Pinho Melo. Uma situação, como essa, não pode acontecer", comentou ele.

A família se recusou, ainda, a assinar um documento, na sexta-feira (4), que não constava detalhes dessa operação, como o nome de Ana Paula, e a necessidade de se fazer a exumação. "Numa declaração, havia apenas o nome do senhor Helio, e não concordamos em assinar", comentou Santos.

O corpo de Hélio de Carmo Silva foi sepultado na tarde de sexta-feira (4), no próprio Cemitério São Salvador, em um túmulo ao lado do local onde Ana Paula foi colocada.

Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes, que contrata a Fundação ABC, responsável pela operação do Hospital Municpal de Braz Cubas, prometeu abrir uma sindicância para apurar responsabilidades.

A Fundação ABC, de seu lado, também lamentou a ocorrência e prometeu providências. Disse que hsão seguidas as regras para o reconhecimento e  a liberação dos corpos para o sepultamento - o que conflita, no entanto, com os relatos apurados neste caso (veja reportagem aqui).

Ana Paula

Empresária e empreendedora reconhecida pelo trabalho em um estúdio de Tatuagem, e como promotora de vendas, Ana Paula tinha 42 anos. Segundo Diogo, a mãe possuía uma leve arritmia cardíaca. Ela foi internada após ter sido diagnosticada com a Covid-19. Teve alta, mas complicações a levaram novamente para o hospital. No procedimento de intubação, ela sofreu uma parada cardíaca, e faleceu.

A família, muito conhecida em Suzano, residia no centro da cidade, mas os pais de Ana Paula são do tradicional bairro Parque Maria Helena. Amigos e conhecidos lamentaram a morte da suzanense nas redes sociais.

Atualização

Em nova resposta sobre o episódio, a Fundação ABC, contratada para administrar o Hospital Muncipal Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas, esclarece que a responsabilidade pela irregularidade é de uma das empresas funerárias. Disse que um novo reconhecimento foi feito, e voltou a lamentar os fatos vividos pelos familiares dos dois pacientes da unidade referência para o tratamento da Covid-19 em Mogi das Cruzes.

Veja a segunda nota da Fundação ABC:

"Em resposta aos questionamentos, o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes informa que o corpo de um dos pacientes que faleceram na unidade foi liberado ontem, 04/06/2021, e retirado pela funerária contratada pelos familiares.

(Matéria atualizada às 11 horas).

  

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