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AGORA NÃO TEM VOLTA

A seis meses do fim do governo, Volta Fria receberá obras

Após uma longa espera, trabalhadores da construtora Kamilus realizam as demarcações para o início da obra de pavimentação e construção de uma nova ponte no bairro que sofre com lama e pó e a insegurança na travessia insegurança sobre o rio Tietê

Darwin Valente
25/06/2022 às 07:32.
Atualizado em 25/06/2022 às 07:32

Prometidas no início do governo de João Doria (PSDB), a pavimentação e retificação da estrada da Volta Fria, em Mogi das Cruzes, só agora começam a sair do papel.

A seis meses do término do atual governo, hoje sob o comando de Rodrigo Garcia (PSDB), foi assinada a ordem de serviço para que a empresa vencedora da concorrência aberta pelo DER, a Construtora Kamilos Ltda, possa dar início aos trabalhos, nos 6 quilômetros de extensão da vicinal que receberão melhorias, entre a avenida Perimetral, junto ao entroncamento com a estrada do Pavan, até as proximidades da estação ferroviária do distrito de Jundiapeba, na zona Oeste do município.

“A estrada de Volta Fria tem importância vital para Mogi das Cruzes. Estive pessoalmente lá e determinei a sua modernização”, garantiu o secretário João Octaviano Neto, de Logística e Transportes, ao comentar o início da obra.

ANTIGO Pavimentação da estrada da Volta Fria é reivindicada há anos por usuários (Foto: arquivo / O Diário)

O projeto a ser executado num período de 10 meses irá custar R$ 42 milhões e inclui ainda 5,5 km da estrada vicinal do Furuyama, que liga a estrada da Volta Fria, nas proximidades do bairro do Rio Abaixo, até o município de Suzano, junto ao rio Tietê.

A inclusão da vicinal do Furuyama surpreendeu autoridades de Mogi, por um motivo especial: ao incluir a ligação com Suzano, o DER simplesmente deixou de fora do projeto a construção da nova ponte sobre o rio Tietê, também no Rio Abaixo, fundamental para que a estrada da Volta Fria possa ser utilizada plenamente, após receber as novas obras.

Muito antiga, a ponte que reúne estruturas de madeira e aço está impossibilitada de receber veículos mais pesados em razão das péssimas condições de segurança de seu tabuleiro, já esburacado, por onde passam somente carros de menor tamanho, ainda assim correndo riscos de irem parar no fundo do rio Tietê.

O governo promete uma concorrência específica para a construção de nova ponte no local. (Veja matéria ao lado) 

Preparativos

O DER informa que após a emissão da nota de serviço da obra, a empreiteira Kamilos deu início aos serviços preliminares, como o estacamento do leito da estrada, como parte dos preparativos iniciais do futuro asfaltamento.

“O local para iniciar o canteiro já foi escolhido e logo será dado início efeito das obras na pista, pois o DER aguarda o licenciamento ambiental, a ser obtido pela Prefeitura de Mogi, para realizar as obras de drenagem, necessárias à manutenção da qualidade do asfalto e maior segurança da rodovia”.

Condições precárias da via têm provocado reclamações dos motoristas (Foto: arquivo / O Diário)

O projeto a ser seguido pela Kamilos inclui, além da drenagem, pavimentação e retificação de alguns pontos, a implantação de sinalização horizontal e vertical, também para oferecer mais segurança aos usuários.

A maior parte do trajeto da estrada da Volta Fria atravessa uma região de características rurais e por isso mesmo, com iluminação deficiente e de muita neblina, por conta da proximidade com o leito do rio Tietê.

Uma sinalização eficiente será fundamental para quem precisa passar por ali especialmente no período noturno.

A Construtora Kamilos irá montar o canteiro de obras na região do bairro do Rio Abaixo, nas proximidades da ponte sobre o rio Tietê, o que indica que as obras deverão ser iniciadas por Mogi, antes de seguirem na direção do município de Suzano.

Uma ponte longe demais

Ponte sobre o rio Tietê continua perigosa; tanto para pedestres como para veículos que por lá passam (Foto: arquivo / O Diário)

Previstas para serem executadas em conjunto com a pavimentação da estrada da Volta Fria, as obras de uma nova ponte sobre o rio Tietê, no bairro do Rio Abaixo, ainda deverão ser licitadas pelo DER, segundo informa a assessoria de comunicação do órgão. 

O projeto da passagem está praticamente concluído, mas os prazos e demais trâmites burocráticos das concorrências públicas deixam evidente que sua construção somente poderá ocorrer a partir do próximo ano, com o Estado sob direção do governador a ser eleito no pleito de outubro. Tal situação continuará exigindo pressão política da cidade para que a obra deixe de ser uma promessa e se transforme na realidade esperada há décadas pelos usuários da estrada da Volta Fria.

A antiga ponte de madeira, responsável por inúmeros acidentes em décadas passadas, quando muitos veículos acabaram caindo no interior do rio Tietê, deveria ter se transformada em uma passagem de concreto armado durante o governo de Orestes Quércia, entre 1986 e 1991. Após o início da construção dos pilares de sustentação da obra, a empresa contratada pelo Estado pediu falência e não foi substituída.
Os suportes se encontram até hoje nas proximidades da atual passagem, cada dia mais precária.

Após receber uma improvisada estrutura de metal, reaproveitada de outra obra, a ponte do rio Abaixo suportou o trânsito mais pesado durante algum tempo, mas a deterioração nas partes de madeira, entre elas, o tabuleiro, por onde passam os veículos, exigiu que fossem tomadas algumas medidas de emergência para impedir o tráfego de ônibus e de caminhões basculantes, muito comuns por ali.
Foram então construídas barreiras de aço, instaladas em cada um dos acessos da ponte. Essas barreiras funcionam como limitadores de altura e largura, permitindo apenas passagem de carros de passeio.

A ponte continua perigosa também para pedestres, que são obrigados a dividir com os veículos o exíguo espaço da complicada passagem, ainda sem prazo para ser substituída de uma vez por todas. 

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