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PRIMEIRA NOITE

20 pessoas dormiram no ginásio que virou em abrigo em Mogi

Camas, roupas, alimentação e espaço para pets foram preparados para acolher pessoas em situação de rua no Ginásio Municipal, o Hugão, no Mogilar

Eliane José
22/05/2022 às 11:20.
Atualizado em 22/05/2022 às 13:15

Desafio das políticas públicas para atender essa demanda é tratar cidadãos que não conseguem mais viver sozinhos (Foto: arquivo / O Diário)

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PRIMEIRA NOITE

20 pessoas dormiram no ginásio que virou em abrigo em Mogi

Camas, roupas, alimentação e espaço para pets foram preparados para acolher pessoas em situação de rua no Ginásio Municipal, o Hugão, no Mogilar

Eliane José
22/05/2022 às 11:20.
Atualizado em 22/05/2022 às 13:15

Desafio das políticas públicas para atender essa demanda é tratar cidadãos que não conseguem mais viver sozinhos (Foto: arquivo / O Diário)

Um abrigo emergencial está em funcionamento nas noites que antecedem ao inverno em Mogi das Cruzes. A primeira noite de abertura do Ginásio Municipal Hugo Ramos, o Hugão, como é chamado pelos mogianos, recebeu 20 pessoas, segundo balanço divulgado pela Prefeitura de Mogi neste domingo (22). A decisão de utilizar o abrigo provisoriamente foi tomada após os dias congelantes deste outono de 2022.

Na primeira noite, de sábado (21) para hoje (22), a Prefeitura acolheu 20 pessoas. O espaço foi preparado para abrigar até 30 indivíduos, em horário determinado: das 19 horas até 7 horas.

O local recebeu camas, cobertores, um espaço dedicado para a água e ração de cachorros que, por acaso, acompanhem os moradores em situação de rua. Uma parte dessa população resiste à rede de acolhimento porque não pode levar os pets para as casas de apoio.

No Ginásio, os cidadãos recebem roupas, agasalhos, alimentação e podem tomar banho.

A cidade possui outros quatro endereços que acolhem essa população, com a oferta desses mesmos serviços aos que aceitam as regras de convívio desses locais,subsidiados pela Prefeitura.

A mudança na rotina do "Hugão" faz parte das medidas que anteciparam a Operação Inverno, cumprida pela Secretaria Municipal de Assistência Social - também foi alterado o horário de abordagens nas ruas da cidade.

No ano passado, essa mesma medida foi adotada pelo governo do prefeito Caio Cunha (PODE). Nas redes sociais da Prefeitura, um vídeo mostra depoimentos da primeira noite do acolhimento, com entrevistados agradecendo.

Outras cidades brasileiras, como a capital, São Paulo, também adotou medidas paliativas, como a abertura de estações de trem, para receber as pessoas sem teto, durante as madrugadas resfriadas fortemente por uma massa de ar polar que surpreendeu pela intensidade e o alcance (até estados mais quentes sofreram com o frio, e, indicam meteorologistas que situações extremas, como essa, serão mais comuns por causa do aquecimento global).

O grande desafio é, após a noite dormida, encontrar outras respostas para os cidadãos enredados em uma situação que avança em todo o Brasil.

Antes mesmo da pandemia, a população de rua seguia em curva crescente, desalinhada de políticas públicas que consigam dar outras respostas a esse grupo formado, na maioria, por homens, pouco alfabetizados e, por vezes, dependentes químicos ou doentes.

Na pandemia, no entanto, serviços sociais passaram a registrar famílias vivendo nas ruas. O deserto de dados também resiste nessa área. Especialistas apontam que essa população cresceu 31% na pandemia, mas faltam pesquisas específicas sobre o tema.

Nota técnica do IPEA (Instituto de Pesquisa Ecnoômica Avançada), de 2020, aponta um avanço de 140% entre 2012 e 2020, quando esse púlbico cresceu e chegou a 220 mil brasileiros. 

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