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Óbitos aumentam quase 60% nos sete meses deste ano, no Alto Tietê

Em uma comparação com 2019, último ano antes da pandemia, dados do Portal da Transparência do Registro Civil também apontam queda de 10% nos nascimentos

Larissa RodriguesPublicado em 02/08/2021 às 14:16Atualizado há 3 meses
Em Mogi das Cruzes foram 619 óbitos em março e outros 669 em abril deste ano / Eisner Soares
Em Mogi das Cruzes foram 619 óbitos em março e outros 669 em abril deste ano / Eisner Soares

Desde março de 2020, quando foram registradas as primeiras mortes por Covid-19 no Alto Tietê, os números de óbitos registrados na Região não param de aumentar. Comparado com os sete primeiros meses de 2019, o mesmo período de 2021 teve um aumento de 60% no registro de mortes, saltando de 5.270 para 8.338. Entre janeiro e julho de 2020 e 2021, o aumento foi de 36%, já que no ano passado foram 6.158 óbitos. Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil.

Somente pelo novo coronavírus, mais de 5 mil pessoas já morreram no Alto Tietê. Março e abril de 2021, meses críticos da pandemia, tiveram números consideravelmente altos nas mortes. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, foram 619 óbitos em março e outros 669 em abril. Desde de janeiro de 2019, a cidade nunca havia atingido estatísticas tão elevadas como nesses meses. Em Poá, abril de 2021 foi o único mês em que os óbitos ultrapassaram os dois dígitos, com 101 registros.

Durante os sete meses deste ano, Arujá registrou 429 óbitos, contra 242 no mesmo período de 2019; em Biritiba Mirim foram 87, contra 44; em Ferraz de Vasconcelos foram 841 conta 536; em Guararema foram 117 contra 82; em Itaquaquecetuba 1.287 contra 858; em Mogi foram 3.512 contra 2.213; em Poá foram 446 contra 234; em Salesópolis foram 52 contra 43; em Santa Isabel foram 313 contra 207 e em Suzano foram 1.303 contra 811. Ou seja, em todas as dez cidades o aumento nas mortes foi alarmantes.

“Com o Portal da Transparência, podemos visualizar a real condição que a sociedade está passando, como o grande aumento no número de óbitos e a diminuição dos nascimentos”, comentou Luis Carlos Vendramin Junior, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP). “Por meio da plataforma, o Poder Público pode fazer uma análise dos impactos da doença e trabalhar as políticas necessárias para atendimento a esta nova realidade populacional”, completou.

Esses impactos da doença, inclusive, vão além dos óbitos. Os nascimentos também estão acontecendo em menor número. No comparativo com os sete primeiros meses de 2019, no Alto Tietê, a queda foi de 10%, caindo de 13.900 para 12.517. Em 2020 os nascimentos também aconteceram em menor quantidade, ficando em 13.304 de janeiro a julho.

Arujá registrou 955 nascimentos entre janeiro e julho de 2019, indo para 914 no mesmo período de 2021. Em Biritiba Mirim, a queda foi menor, indo de 189 para 187. Em Ferraz a queda foi de 1.595 para 1.325; Em Itaquá caiu de 3.028 para 2708; Em Mogi caiu de 4.111 para 3.532; em Santa Isabel caiu de 439 para 377 e em Suzano caiu de 2.605 para 2.409.

Ainda assim, Guararema, Poá e Salesópolis apresentaram aumento de nascimentos. Foram de 252 para 266; 628 para 661 e 98 para 138, respectivamente.

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