SELEÇÃO

Centro de Triagem de lixo de Mogi das Cruzes segue fechado desde março; recicláveis são encaminhados para aterro

TRABALHO Apesar da suspensão do Centro de Triagem de materiais, os catadores seguem atuando na coleta informal, nos bairros, e em pontos como os Ecopontos da cidade. (Foto: Eisner Soares)
TRABALHO Apesar da suspensão do Centro de Triagem de materiais, os catadores seguem atuando na coleta informal, nos bairros, e em pontos como os Ecopontos da cidade. (Foto: Eisner Soares)

Desde o início da pandemia, Mogi das Cruzes suspendeu o encaminhamento dos materiais recolhidos na coleta seletiva para a cooperativa Cata Sampa. A decisão, segundo a Prefeitura, levou em consideração a preservação da saúde dos cooperados porque estudos demonstraram que o vírus pode permanecer vivo por até cinco dias em embalagens e produtos. Desde março, os cerca de 500 quilos de recicláveis, em uma média mensal, são encaminhados para o aterro sanitário. Apesar da flexibilização de diversas atividades econômicas e da queda na contaminação com o novo vírus, ainda não há data para que os materiais voltem a ser reciclados.

Segundo o secretário Dirceu Lorena de Meira, de Serviços Urbanos em Mogi das Cruzes, ainda não há um prazo para a regularização do serviço que respondia pela ampliação da margem de reciclagem do lixo mogiano.

Apesar disso, no entanto, ele conta que a “coleta seletiva ainda funciona, o que parou no início da pandemia foi a destinação do material ao Centro de Triagem. A medida foi tomada porque os estudos indicavam que dentro dos materiais recicláveis poderia ter o vírus, então suspendemos a separação e todo o material recolhido é encaminhado para o aterro sanitário”.

Meira diz acompanhar o noticiário nacional a fim de verificar quando este tipo de atividade não irá representar mais riscos, para que o serviço seja retomado na cidade.

Já o secretário de Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, Daniel Teixeira de Lima, explicou que a administração municipal manteve o pagamento dos salários aos cooperados e ainda encaminhou aqueles que não são do grupo de risco às três unidades do Ecoponto. Outra medida adotada foi a ampliação do horário para o recebimento do material que seria descartado irregularmente.

“É difícil de a gente estimar quando deste material reciclável está indo para o próprio lixo. A gente percebe um aumento de resíduos entregues nos Ecopontos e também sabemos que, diante do desemprego, a reciclagem é uma opção para muitas pessoas que atuam como catadores autônomos, mas não temos como mensurar isso”, detalhou.

Lima destacou ainda que a mudança no destino do material reciclável não anulou a coleta seletiva, que continua ocorrendo, inclusive por isso ele acredita que quem já faz a reciclagem do lixo manterá o hábito depois da pandemia. “Acompanhamos com a Vigilância Sanitária o comportamento do vírus e quando eles liberarem a volta da destinação do material reciclável para a cooperativa, o que deve ocorrer quando tiver segurança aos catadores, nós vamos voltar. Ainda faremos uma campanha nas escolas e com a população de modo geral, para fomentar a destinação correta do lixo”, detalhou.

Atualmente, Mogi das Cruzes coleta, em geral, cerca de nove toneladas mensais de lixo, sendo que o produto encaminhado para a reciclagem representa entre 5 e 6% deste montante. A empresa CS Brasil é responsável pelo manejo dos resíduos que são encaminhados para o aterro sanitário da cidade de Jambeiro.

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