ARTIGO

Candidatos

Neste artigo, uma reflexão sobre os pretendentes ao cargo de prefeito e vereador. Uma cidade evolui e alcança qualidade de vida na medida que tem à sua frente um bom gestor e uma Câmara de vereadores que faça corretamente o seu papel acompanhando as demandas da população e fiscalização.

Um vereador ou vereadora, todavia, não é um assistencialista, não deve compor gabinete para favores a eleitores pensando no voto futuro dando um jeitinho de furar fila de exame ou ambulância. Pode até se ativar pontualmente em auxílio dessa linha, mas sua atuação é pelo todo, essa prática não é seu papel.

Embora a lei eleitoral permita, vereança não é profissão, pelo bem da cidade e oxigenação das relações políticas que com o tempo se deterioram, ideal no máximo dois mandatos. Oito anos é tempo suficiente para alguém dar sua contribuição. Mais que isso, o próprio eleitor deveria evitar dar seu voto para a longevidade de mandatos que transformam o outrora bom candidato em dono da razão e o faz achar que pode tudo, evitando-se assim conchavos intermináveis.

Em Mogi das Cruzes já aparecem os pré-candidatos ao cargo de prefeito e como em toda eleição temos novato, idealista, folclórico, defensor inflexível de figuras políticas que deveriam ser esquecidas e quem realmente tem condições de tocar o Poder Executivo.

Não deveria, contudo, ser proibido a quem se candidata falar de seus planos, a pré-campanha fica escondida num faz de conta. Se permitido, com mais tempo os eleitores selecionariam e afastariam de cara os candidatos ruins. Tomara que em Mogi das Cruzes, em seus 460 anos, as escolhas sejam boas para os próximos quatro anos.

Laerte Silva é advogado


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