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Vice-prefeita de Mogi promove reflexão sobre a causa animal com a história de seu vira-lata

A história do caramelo Chico, cãozinho da Priscila Yamagami (PODE), que entrou para a coletânea “Pets – Travessuras, amores e dores”

Mariana Acioli
10/12/2022 às 13:34.
Atualizado em 11/12/2022 às 22:16

(Crédito: Mariana Acioli/ Divulgação/ PMMC)

“Foi amor à primeira vista”. Assim começa a história do vira-lata caramelo Chico, adotado por Priscila Yamagami (PODE), a vice-prefeita de Mogi das Cruzes, que, com certeza, renderia páginas e páginas entre idas e vindas. Neste caso, parte dessas lembranças carregadas de sentimento virou poesia para a coletânea “Pets – Travessuras, amores e dores”, lançada em novembro deste ano.

Contado de um jeito leve, porém, ainda sim emocionante, Priscila descreve desde o primeiro encontro que teve com o vira-lata que, inicialmente, recebeu o nome de Pacato. 

“Chegou na rua todo serelepe, veio em minha direção querendo um carinho sem pretensão! Foi amor à primeira vista: o vira-lata amarelo, cheiroso, e com coleira ganhou o coração da cachorreira de plantão!”.

Colecionando inúmeras histórias de resgates, cuidados e adoções, a vice-prefeita desde muito nova já praticava o ato de amor aos animais de rua, costume que hoje, mesmo já tendo diversos em casa, exerce com o mesmo carinho e importância. 

Foi em uma dessas situações de resgate que Pacato, ou melhor, Chico, entrou na vida da então professora. 

Avistado de banho tomado, coleira e muito bem cuidado, o caramelo que perambulava pela rua, chegou nos braços de Priscila e ela já tinha a certeza de que o dono seria encontrado e o cão voltaria para o lar. 

“Ele apareceu do nada. Era exatamente um tipo de cachorro que eu queria ter: rebaixado e gordo, falo que ele é uma capivara em forma de cachorro. Mas a gente viu que ele estava de coleira e bem cuidado, então deixamos em casa, como lar temporário”. A iniciativa foi aceita com desconfiança pelo marido de Priscila. Ele já sabia que, no fim, o cãozinho viria definitivamente para a vida deles.

E o animal, que era Pacato, depois virou Francisco por conta de uma promessa feita pela vice a São Francisco de Assis, conhecido como padroeiro dos animais. Ele chegou a ser adotado três vezes depois que chegou ao lar temporário. 

“Chico foi fácil de ser doado porque ele é um cachorro muito bonito”, mencionou Priscila.
Na primeira vez em que foi adotado, um aluno de Priscila levou o vira-lata que, passou a chamar Pluto, para uma casa no Alto do Ipiranga. No poema ela enfatizou relembrando o momento: “Não deixe o Pluto na rua, se desistir de tê-lo contigo, por favor não se desfaça do meu amigo!”.
Passado pouco tempo Chico voltou para a posse de Priscila devido ao novo “dono”, ter de se mudar para um apartamento pequeno. Ali, nem nos planos e muito menos no espaço, caberia o companheiro de quatro patas. 

Não demorou muito tempo para que outro interessado no caramelo surgisse. E, então, Chico foi levado para uma senhora, por indicação de uma das alunas de Priscila. 

“Fomos levá-lo no bairro Nova Poá. Chegando lá, essa senhora tinha 11 animais. Não tinha portão na casa, passava ônibus em frente... deixei ele lá com dor no coração”, relatou.

O pequeno vira-lata se animou com o tamanho do terreno e nem ficou para se despedir. No entanto, Priscila não se contentaria com a dúvida diária se Chico ficaria bem no novo lar. Pouco mais de uma semana o animado caramelo voltaria para o “lar temporário”, cedido pela sua resgatadora. 

O terceiro dono viria em seguida, sem demora. “Na época estávamos fazendo uma obra em casa e o pedreiro apaixonou-se por ele. Demos o cão e ele sempre tirava fotos, mandava vídeos, filmava o Pacato interagindo com a cachorrinha e isso nos deixou mais tranquilos”, contou Priscila. 

O ápice dessa história de encontros e desencontros acontece quando Chico fugiu da casa do seu novo dono. 

“O pedreiro me ligou e falou que o Pacato tinha fugido, falei: pelo amor de Deus! Não acredito. Então passamos a postar esse cara (o vira-lata), todos os dias, em todos os grupos possíveis”, expôs a vice-prefeita. 

Foram necessários três meses para que Priscila reencontrasse Chico, com a ajuda das redes sociais e de pessoas que compartilhavam diariamente informações do paradeiro do caramelo.  

“Achamos ele em uma loja de material de construção, em Jundiapeba, na avenida principal. Na hora que eu cheguei e vi o Chico deitado no tapete da entrada da loja, eu me joguei no chão, comecei a chorar, e ele também”.  

Foi a partir desse momento que a casa da cuidadora temporária do pequeno vira-lata, passou a ser o seu lar definitivo. 
 No poema, a história é finalizada por Priscila trazendo uma reflexão importante para a adoção dos animais. 

“E assim termina nossa história… de carinho, doçura e amor! Desta lição com Chico… eu peço: nunca os abandone por favor! Assim como Chico sofreu, outros na rua também sofrem; então, quando for escolher o seu amigo, não comprem, eu peço: adotem!”

A obra

Para eternizar histórias de amores, alegrias, lutas e lembranças, as jornalistas Silvia Prevideli e Monica Miglio Pedrosa tiraram do papel – ou melhor, colocaram no papel -, um projeto que reuniu 32 autores para contar histórias de suas relações com seus animais de estimação. 
O Livro “Pets – Travessuras, amores e dores”, foi lançado em novembro deste ano, detalhando de formas distintas através de prosa, poesia e preces, as peripécias de ser um tutor. 

“Essa coletânea traz histórias de amor e da relação entre homem e seu animal, seja contando passagens alegres, tristes, divertidas, mas das coisas que fazem parte da vida de qualquer pessoa que tem um animal, não é?!”, contou a Silvia, uma das idealizadoras da obra. 
Em entrevista a O Diário a jornalista relevou que a ideia do projeto nasceu de um misto de realidades. 

“Eu tenho uma relação muito próxima com os animais de estimação por ter animais em casa e sempre ter adorado animais. Até conto a história que eu fui mãe de pets tardiamente, porque eu só vim ter depois de adulta. Mas sempre tive uma relação com animais de amigos, sempre tive uma coisa que era muito mais passional do que só de ‘é o bichinho do meu amigo’”, compartilhou ela. Foi em 2022 que a ideia acabou se desenvolvendo a ponto de virar uma coletânea. 

A obra mistura pessoas de diferentes lugares do País e até fora dele, com histórias contadas que saem do óbvio quando o assunto são os pets. No total são 180 páginas e 37 animais que figuram nos relatos. Entre eles, 23 cachorros, 10 gatos, 1 peixe, 1 ave, 1 chinchila e 1 cavalo. 

Para os apaixonados por animais que se interessaram em adquirir um exemplar, basta entrar em contato pelo e-mail silvia.prevideli@gmail.com solicitando uma cópia.

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