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ONG Jabuti quer ajudar a transformar vidas de crianças e adolescentes de Mogi

Cerca de 450 crianças são atendidas nas duas escolas de Mogi administradas pela ONG Jabuti, além do Projeto Prema, voltado para atividades no contraturno das aulas

Larissa Rodrigues
03/04/2022 às 17:48.
Atualizado em 03/04/2022 às 17:48

A ONG Jabuti contribui com o sustento de 70 famílias, já que o Centro Educacional conta com 70 funcionários para atendimento a 450 crianças. (Fotos: Eisner Soares / O Diário)

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ONG Jabuti quer ajudar a transformar vidas de crianças e adolescentes de Mogi

Cerca de 450 crianças são atendidas nas duas escolas de Mogi administradas pela ONG Jabuti, além do Projeto Prema, voltado para atividades no contraturno das aulas

Larissa Rodrigues
03/04/2022 às 17:48.
Atualizado em 03/04/2022 às 17:48

A ONG Jabuti contribui com o sustento de 70 famílias, já que o Centro Educacional conta com 70 funcionários para atendimento a 450 crianças. (Fotos: Eisner Soares / O Diário)

Transformar a vida de crianças e adolescentes. Este era o único objetivo de um grupo de amigos de Mogi das Cruzes. Com essa ideia fixa, começaram a pensar o que poderiam, de fato, fazer para que isso acontecesse. Até que em 2007, eles fundaram o Centro Educacional Jabuti, uma Organização Não Governamental (ONG) que desde então é presidida pelo psicólogo Valter Estevão Eitler, de 72 anos.
Desde a fundação, toda a diretoria foi eleita e o diferencial é que os integrantes prestam trabalho voluntário, ou seja, ninguém é remunerado para estar no cargo. Isso vai ao encontro com os valores da instituição e de seu presidente, que explica que a busca pessoal dele não é por dinheiro, mas sim por uma sociedade mais justa. Partindo desse princípio, ele diz acreditar que o mundo poderia ser muito melhor se todos dedicassem parte do tempo ao voluntariado.

“Eu comecei a fazer trabalho voluntário há uns 30 anos, sensibilizado pela dificuldade de acesso de uma parte da população. Comecei fazendo trabalho psicológico com as crianças e, depois, com educadores, porque percebi que poderia render mais resultados, já que eles ficariam responsáveis pelas crianças. Passei por três entidades em São Paulo, até que vim para Mogi e me reuni com esse grupo de amigos”, conta Valter.

Em Mogi, chegou a atuar no Instituto Maria Mãe do Divino Amor – ao lado de Padre Attílio, que morreu em setembro de 2017 – mas compreendeu que precisaria montar uma nova organização. Isso porque ele e os amigos esbarravam em questões que não concordavam. 

“A Jabuti tem princípios diferentes das instituições que já conhecíamos. Nós temos um conjunto de valores, porque buscamos criar um ambiente de igualdade entre as pessoas, liberdade de expressão, decisões conjuntas, ética e buscamos sempre sermos transparentes e verdadeiros. Nosso objetivo sempre foi ser uma das melhores de Mogi, ou até mesmo em um circuito estadual e nacional, o que não é simples, mas acredito que estamos alcançando isso na cidade, em termos de trabalho, seriedade e de buscar a excelência”, ressalta.

Com muito trabalho baseado em todos esses princípios, Valter tem assistido, ao longo dos anos, histórias nas quais a ONG realmente consegue mudar a vida de quem as compõe. Com núcleos instalados em Jundiapeba ele conta que muitos jovens que são moradores do distrito – e não tinham grandes perspectivas de vida – conseguem entrar na faculdade, concluir a graduação e ter conquistas que nem mesmo esses jovens imaginavam.

“Saber de tudo isso é muito gratificante e nos dá forças para continuar o trabalho. O que a gente sempre diz é que se conseguirmos mudar a vida de uma criança, a partir da passagem pela Jabuti, nós já estamos tendo sucesso. E, ainda bem, muitas delas acabam marcadas no bom sentido pelas ações do nosso trabalho”, comemora o presidente.

Valter ainda estimula que outras pessoas se prontifiquem a prestar trabalho voluntário na Jabuti e diz que muita gente pergunta o que poderia fazer lá. A resposta é simples: ele afirma que nem que seja para ir até uma das unidades e contar uma história, isso já será válido.

E mais do que trabalho voluntário, a Jabuti também contribui com o sustento de, ao menos, 70 famílias. Isso porque, atualmente, o Centro Educacional conta com 70 funcionários, sendo a maioria formada por mulheres. A mão de obra é fundamental para o atendimento de cerca de 450 crianças, que se dividem entre as duas escolas de Mogi que são administradas pela ONG, além do Projeto Prema, voltado para atividades no contraturno das aulas de alunos mais velhos (leia mais nesta reportagem). 

Os alunos – tanto das escolas quanto do projeto – chegam até a Jabuti por intermédio da Prefeitura. Portanto, eles precisam estar cadastrado na rede pública. 

“Nós conseguimos montar uma equipe muito boa. Então, além da evolução das crianças, nós acompanhamos também o nosso crescimento, a nossa evolução. E perceber tudo isso faz com que o nosso trabalho seja gratificante em todos os sentidos”, considera Valter.

Para manter os projetos, a Jabuti conta com subvenção da Prefeitura, enquanto o Prema conta também com uma pequena parcela de ajuda do Governo Federal. Cerca 80% de toda a verba são destinados aos recursos humanos. Então, a ONG precisa também de outras contribuições para que possa cobrir os custos mensais. É possível ajuda a instituição em nome de empresas, mas também como pessoa física.

O site do Centro Educacional é o www.jabuti.org.br e o telefone da sede - que fica na avenida Brasil, 463 - é o 2988-8505.

Os alunos – tanto das escolas quanto do projeto – chegam até a Jabuti por intermédio da Prefeitura. Portanto, eles precisam estar cadastrado na rede pública. (Fotos: Eisner Soares / O Diário)

O trabalho da instituição

A história do Centro Educacional Jabuti teve início em 2007, no distrito de Jundiapeba, onde, inclusive, a ONG atua até hoje. Mas, durante esses 15 anos de existência, os trabalhos da instituição cresceram consideravelmente. Agora, ela administra duas escolas de educação infantil, além de um espaço para o Projeto Prema e uma sede.

Em uma das escolas, no Mogi Moderno, são atendidas 180 crianças, de 0 a 5 anos de idade. Na outra, em Jundiapeba, os 160 alunos têm entre 0 e 3 anos. No distrito, é desenvolvido também o Projeto Prema – que em sânscrito significa amor – onde cerca de 110 jovens, entre 6 e 18 anos, são atendidos no contraturno das atividades escolares. A ONG conta ainda com uma sede, também instalada no Mogi Moderno.

“O Prema não é uma escola. O que buscamos com esse projeto é dar qualidade ao tempo em que esses jovens não estão estudando. Para que eles não fiquem nas ruas e consigam aprender coisas novas, ler, ocupar a mente… Esses alunos saem daqui aos 18 anos, então podemos fazer outros acompanhamentos, como a entrada no mercado de trabalho, o que é muito gratificante”, afirma Valter Estevão Eitler, presidente da Jabuti.

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