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ETERNIZADO

Livro conta 50 anos de amor, lutas e conquistas da Apae de Mogi

Com texto de João Anatalino Rodrigues e fotos de Lailson Santos, obra conta a história de uma das organizações mais importantes do município

Larissa Rodrigues
07/10/2022 às 18:35.
Atualizado em 09/10/2022 às 21:03

Alunos foram clicados por Lailson Santos durante as atividades de educação e formação na unidade (Divulgação - Lailson Santos)

A pandemia adiou em três anos o lançamento do livro “APAE Mogi das Cruzes, 50 anos de Amor - Lutas e Conquistas”, já que neste ano a entidade, que acaba de lançar o título, completou 53 anos de existência na cidade. Mas, o atraso – por motivos necessários – não tira todo o brilho da obra, que conta a história de uma das organizações mais importantes do município. De autoria de João Anatalino Rodrigues, que é escritor e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, o livro tem ainda fotos de Lailson Santos e edição de Daniel Pereira, da Capella Editorial.

“Foi muito gratificante poder escrever esse livro. Eu já tinha experiência como escritor e historiador, contei a história da maçonaria em Mogi e do Clube de Campo, mas a história da Apae eu posso dizer que é muito cativante. Ela envolve pessoas de protagonismo dentro de Mogi, vários prefeitos, deputados e pessoas importantes cujos nomes estão em ruas e praças da cidade, é algo que mexe com a história”, afirma o autor.

Para escrever o livro, o escritor conta que usou os arquivos de reuniões da Apae mogiana, desde a sua fundação, além de levantar a história com base nas recordações de pessoas que a viveram, em um trabalho que durou três anos. O convite para que ele fosse o autor veio do antigo presidente da entidade, João Montes. E foi assim que, efetivamente, João Anatalino se tornou um colaborador da Associação, chegando à presidência em 2020.

MOMENTOS Rotina de atendimentos reforça a missão da Apae, fundada por pais de alunos (Divulgação - Lailson Santos)

“O livro tem duas partes. Primeiro, ele fala sobre a história geral da inclusão de pessoas com deficiência. Então, fomos buscar histórias e ver como isso era tratado, inclusive na antiguidade, no Egito Antigo, na Grécia e em Roma. Depois, escrevemos a história da Apae vinculada à história de Mogi, porque a Apae foi um marco na história da cidade. Foi a primeira entidade a ser fundada aqui para proteção e tratamento das pessoas com deficiência cognitiva. Quando ela surgiu, as famílias ainda precisavam ir para São Paulo em busca de auxílio. A Apae, com certeza, foi um marco da inclusão em Mogi”, ressalta o presidente.

Atualmente, a Apae atende 640 alunos e precisa de aproximadamente R$ 10 milhões por ano para se manter. Além dos recursos próprios – grande parte proveniente de eventos que a entidade realiza – são recebidos também subsídios de algumas prefeituras do Alto Tietê e doações de pessoas física e jurídica. A pandemia, claro, atrapalhou essa captação de recursos, principalmente porque os eventos foram proibidos durante o isolamento social.

“Nós sempre estamos precisando de doações, mesmo sem pandemia, dependemos muito da participação dos nossos colaboradores e parceiros, isso sempre foi e continua sendo muito importante para nós. Atravessamos dois anos e meio de muita dificuldade, porque os eventos estavam suspensos, mas nos últimos meses estamos evoluindo e estamos nos recuperando. Nossos parceiros estão retornando e acredito em um futuro mais promissor para as finanças da entidade”, projeta João Anatalino.

A verba investida na Associação é utilizada em uma série de serviços prestados às pessoas com deficiência. Além da sede, – que fica na Rua Carmem de Moura Santos, 134, no Jardim Betania, Mogi – a entidade mantém ainda a Apae Rural, na rodovia Mogi-Bertioga. Os atendidos recebem ainda atendimentos na área da saúde, com assistência médica e odontológica em as famílias também recebem assistência.

“Tudo isso gera um custo, mas que conseguimos cobrir por conta dos colaboradores que temos. As pessoas sabem que fazemos um trabalho sério e que é muito importante para a cidade. Os custos são altos, mas somos recompensados em cada um que atendemos”, finaliza o presidente.

 Um verdadeiro “oásis no deserto”

(Divulgação - Lailson Santos)

Ao fazer as imagens que foram publicadas no livro “APAE Mogi das Cruzes, 50 anos de Amor - Lutas e Conquistas”, o fotógrafo Lailson Santos diz ter encontrado a “felicidade verdadeira”. Em quase dez sessões de fotos ele finalizou o projeto que seria publicado na obra e conta que foram dias que mexeram com ele. Algumas dessas fotografias podem ser conferidas nesta reportagem.

Daniel Pereira, o editor do livro, foi quem convidou Lailson para trabalhar no projeto. Uma parte das fotos foi feita antes da pandemia começar e a segunda parte é mais recente. Durante o tempo que fotografou, o profissional esteve na sede da entidade e também na Apae Rural.

“Quando nós vamos para um trabalho desse, ficamos com receio de que possa ser algo que nos machuque, que a gente conheça histórias tristes. Mas, entre os alunos da Apae, isso foi totalmente o contrário. Eu encontrei a felicidade e muita vontade, tanto de quem está sendo atendido, quanto de quem está atendendo. E isso, com certeza, é um aprendizado”, reflete o fotógrafo.

Não é de agora que Lailson entende a importância da Associação para Mogi. Porém, estando mais por dentro dos atendimentos ressalta que em um mundo onde as pessoas com deficiência muitas vezes são tão mal cuidadas e esquecidas, a Apae se torna “um oásis no deserto”.

“Nós temos certeza que é um lugar onde o trabalho é muito bem feito e eu admiro muito essa luta. A Apae é uma doação de almas boas para pessoas que necessitam muito do próximo”, conclui.

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