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TRABALHO SOCIAL

Gerando Falcões, no Alto Tietê e em todo o país

Começam nas cidades da região as atividades sociais da ONG que atende 1550 comunidades em 23 estados brasileiros

Heitor Herruso
29/12/2021 às 14:41.
Atualizado em 30/12/2021 às 18:57

FOCO Levar educação, cultura, esporte, qualificação profissional e geração de renda para crianças e adolescentes que vivem em favelas e comuniddes (Divulgação - Isabella Valente)

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TRABALHO SOCIAL

Gerando Falcões, no Alto Tietê e em todo o país

Começam nas cidades da região as atividades sociais da ONG que atende 1550 comunidades em 23 estados brasileiros

Heitor Herruso
29/12/2021 às 14:41.
Atualizado em 30/12/2021 às 18:57

FOCO Levar educação, cultura, esporte, qualificação profissional e geração de renda para crianças e adolescentes que vivem em favelas e comuniddes (Divulgação - Isabella Valente)

Diversas lideranças de Mogi participam dos projetos da Gerando Falcões, que atende todo o Brasil e tem sede em Poá. Muitos já passaram pelas formações de um dos projetos que estão no guarda-chuva do grupo, uma “universidade da favela para a favela”, por exemplo, Nas palavras do confundador do grupo, Lemaestro, a ONG “está em territórios onde aprende muito, e também leva conhecimento”. Além dos “morros do Rio de Janeiro” e dos “sertões da Bahia e Rio Grande do Norte”, estão na lista as “favelas do Alto Tietê”. Por isso, nestas páginas, que inauguram a série de reportagens ‘Inspire-se’, O Diário mostra o trabalho da Gerando Falcões.

“Quais são os objetivos deste trabalho?”. Esta foi a primeira pergunta feita a Lemaestro. A resposta é tão interessante quanto as ações em si. “Temos essa missão de levar a pobreza da favela para o museu, antes de marte ser colonizado”. Bilionário, Elon Musk quer colonizar o planeta até 2050, para se ter uma ideia de prazo.

No entanto, ao invés de espacial, a Gerando Falcões acredita que a corrida deve ser “social”, para que, “em rede, como um grande ecossistema”, seja possível “fazer a pobreza virar peça de museu” o quanto antes. O escopo é grande, como estas páginas revelam ao leitor. E tudo começa aqui, no Alto Tietê, considerado um laboratório.

Foi em Poá que o fundador da ONG, Edu Lyra, começou, “com palestras em escolas”. Foi em Poá que o cofundador, Lemaestro,  iniciou, “cantando rap” e falando sobre skate. “Aos poucos a gente vai se tornando um empreendimento social”, continua o entrevistado, mostrando que “em determinado momento” houve a decisão de estabelecer uma metologia. A ideia evoluiu tanto que surgiu a Falcons University, para líderes sociais de todo o Brasil.

Embora o projeto tenha extrapolado o eixo regional – Lyra está captando recursos nos Estados Unidos e Lemaestro se prepara para, em 2022, passar uma temporada na África, expandindo as ações do grupo -, o Alto Tietê continua sendo fundamental para toda a operação. A reportagem, Lemaestro comentou sobre a visita a um espaço em Mogi, que no futuro poderia se tornar um polo local da Gerando Falcões. 

Até que isso aconteça, as atividades continuam acontecendo em Poá, inclusive a capacitação profissional. 

“Começamos com ambição de mudar a nossa favela, nossa comunidade. E de fazer isso através de oficinas, de empoderamento, de cultura e de esporte. Ao longo do tempo, a gente foi evoluindo de papel e entendendo que, quando se chega num lugar onde se consolida como organização que atende quatro regiões, que consegue se sustentar, tem metodologia de trabalho e de gestão consolidada, podemos depender pouco do recurso público e ter frente bem consolidada com iniciativa privada. Já que a gente quer mudar o Brasil, não dá para mudar só de Poá, Ferraz, Itaquaqueceteuba. Pra mudar o Brasil, tem que estar em todo o Brasil”.

Lemaestro continua. O que ele, Lyra e todos os 200 colaboradores que integram a Gerando Falcões em todo o país querem é “atrair a atenção do mundo para o combate à pobreza”. “Não somos uma ONG na favela, e sim um ecossistema social de soluções inovadoras”. Novamente, vale dizer que muitas delas estão aqui, na região.

“A gente tem, em Poá, a sede da universidade e a administração central. Na cidade Kemel tem o centro de qualificação onde fica equipe”, cita ele, como exemplo. E tem muito mais.

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