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DO BEM

Favela 3D em 2022 construiu 28 casas ecológicas em comunidade de Ferraz

Com quase um ano do projeto da ONG Gerando Falcões instalado na Favela dos Sonhos, o espaço começou a ganhar outra cara neste período

Mariana Acioli
14/01/2023 às 08:06.
Atualizado em 15/01/2023 às 11:08

Solução O projeto implantado em Ferraz de Vasconcelos chegou como uma das soluções para finalmente romper com as barreiras da pobreza, segundo a ONG (Foto: arquivo / O Diário)

O primeiro passo para implementação das intervenções urbanas na comunidade da Favela dos Sonhos, em Ferraz de Vasconcelos, foi dado em fevereiro de 2022. A poucas semanas do projeto Favela 3D (Digna, Digital e Desenvolvida) completar um ano, o CEO  Eduardo Lyra da ONG Gerando Falcões, responsável pela iniciativa, contou a O Diário sobre as evoluções dentro da comunidade nesses 11 meses, que inclui a construção de casas para as famílias e até a pavimentação de ruas.

O projeto se instalou na comunidade de Ferraz para promover, de acordo com a ONG, uma transformação sistêmica nas favelas, com mudanças focadas na melhoria da qualidade de vida da população, demonstrando sucesso com os avanços desde 2022.

As melhorias foram acontecendo de dentro para fora, começando por cada morador e se ampliando para as estruturas da favela. “Nesse ano, tivemos grandes mudanças físicas na favela como a construção de 28 casas ecológicas, 75 melhorias habitacionais e a instalação de 50 biodigestores com potencial de atendimento de 100 famílias para tratamento do esgoto produzido. Para acabar com a pobreza, não basta atuarmos em apenas uma frente. E estamos confiantes para um novo ano de transformação em Ferraz”, detalhou Edu Lyra.

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Intervenções de urbanismo tático para melhoria dos espaços públicos fizeram parte das metas atingidas, segundo a GF. 

Aproximadamente 90% da favela está pavimentada dando uma identidade completamente diferente para a local em conjunto com os espaços de lazer e encontro para as crianças e adultos. 

Foram feitos 16 painéis de artistas de todo o Brasil que contam a história e a luta da favela, promovendo ainda mais o contato da comunidade com a cultura nacional.

“Essa é uma ação linda que destrói literalmente muros e constrói pontes, mas também transforma o território em um museu aberto de arte pública”, reforça Edu.

Hoje, a equipe de 12 pessoas que atua diretamente na Favela dos Sonhos, atende 164 famílias com soluções de moradia digna, desenvolvimento social e geração de renda. 

No mês de abril, a ONG realizou uma iniciativa para auxiliar o processo de zerar o desemprego na localidade. Inicialmente, 15 empresas assinaram o Pacto Pela Inclusão Econômica das Favelas, como uma estratégia de empregabilidade com os empreendimentos locais, criando pactos sociais com os empresários da região, garantindo que tenham vagas de empregos para todos.

A meta era que, até o final de 2022, os dados de desemprego na comunidade fossem zerados, número que por pouco foi atingido.

Em 2022, segundo a organização, foram empregadas 172 pessoas na comunidade, saindo de um índice de desemprego de 72% e fechando o ano com 2%. Parcerias com o setor privado e público foram fundamentais. 

Para ajudar na geração de renda, desenvolvimento de empreendedores, qualificação de jovens e adultos, que afetam diretamente a empregabilidade dos moradores, cursos profissionalizantes foram oferecidos à comunidade. “Também capacitamos 215 moradores em cursos de qualificação”, enfatiza a organização.

Além disso, as famílias são atendidas periodicamente pelo Programa Decolagem para acompanhar o desenvolvimento e evolução individual dos moradores. 

Outras parcerias estratégicas entraram no projeto para aumentar indicadores de saúde e empregabilidade, como: a cabine de telemedicina da Fleury, que realiza consultas online para os moradores; as soluções NaPorta para entrega de mercadorias em áreas sem CEP e o Projeto Coletando que realiza a compra de resíduos recicláveis garantindo renda e limpeza da favela.

Buscando a ruptura do ciclo de pobreza na Favela dos Sonhos, um investimento de R$ 5 milhões vem sendo feito desde a instalação da Favela 3D. 

O custeio é dividido em quatro pilares: Moradia Digna e Urbanismo (áreas de lazer, melhorias habitacionais e construção de residências temporárias); Geração de Renda (aceleração de empreendedores, qualificação de jovens e adultos e empregabilidade); Desenvolvimento Social (acesso à internet, vida financeira e programa de alfabetização e conclusão de estudos); e Monitoramento e Gestão (custos operacionais e de fornecedores).

 O que é a Gerando Falcões  

(Foto: arquivo / O Diário)

A Gerando Falcões é um ecossistema de desenvolvimento social que atua em rede para acelerar o poder de impacto de líderes de favelas de todo país que possuem um sonho em comum: colocar a pobreza das favelas no museu. Seu foco são iniciativas transformadoras, capazes de gerar resultados de longo prazo. O projeto entrega serviços de educação, desenvolvimento econômico e cidadania e executa programas de transformação sistêmica em comunidades, como o Favela 3D. O número de favelas dobrou na última década no Brasil. Eram 7 mil, agora são 14 mil. A pobreza e a desigualdade só crescem e a meta da iniciativa é transformar essa realidade e impulsionar, ainda, outras comunidades.

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