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EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Empresária aposta no powerlifting para fortalecer o corpo e mente

A vida da Joana de Castro Pereira, empresária de 54 anos, com um 1m50 metro de altura e 80 quilos, ganhou novo estímulo na pandemia, com a prática do powerlifting

Silvia Chimello
31/12/2022 às 08:08.
Atualizado em 31/12/2022 às 08:08

CONDICIONAMENTO A vida da Joana de Castro Pereira, empresária de 54 anos, com um 1m50 metro de altura e 80 quilos, ganhou novo estímulo na pandemia, com a prática do powerlifting (Arquivo pessoal)

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EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Empresária aposta no powerlifting para fortalecer o corpo e mente

A vida da Joana de Castro Pereira, empresária de 54 anos, com um 1m50 metro de altura e 80 quilos, ganhou novo estímulo na pandemia, com a prática do powerlifting

Silvia Chimello
31/12/2022 às 08:08.
Atualizado em 31/12/2022 às 08:08

CONDICIONAMENTO A vida da Joana de Castro Pereira, empresária de 54 anos, com um 1m50 metro de altura e 80 quilos, ganhou novo estímulo na pandemia, com a prática do powerlifting (Arquivo pessoal)

A pandemia promoveu uma mudança no ritmo de vida de Joana Castro Pereira, empresária do setor da construção civil, de 54 anos, com 1m50 de altura, que decidiu investir em uma atividade diferente para fortalecer o corpo e a mente: o powerlifting, modalidade esportiva que ressignificou a sua rotina, ampliou os limites a serem superados e a levou para mundo de competições, recheado de prêmios e medalhas.

O powerlifting é um esporte de força, cujo objetivo do atleta é levantar o maior peso possível em cada um dos movimentos pelos qual a modalidade é composta, como agachamento, supino e o peso morto.

COMPETIÇÃO Joana treina para participar do campeonato brasileiro (Arquivo pessoal)

A atleta que pesa 80 quilos já consegue erguer uma barra de 150 quilos com agachamento e a meta dela é ampliar o peso a cada competição. Ela já conquistou 15 medalhas - oito de ouro. 

Com o esforço dos treinos e aprimoramento das técnicas, em breve, poderá até arrastar um carro popular. A prática é parecida com o strong – outra modalidade de peso em que os atletas têm força para arrastar até caminhões.   

O interesse de Joana pelo esporte começou em abril do ano passado, na época da pandemia. Ela conta que sempre gostou de praticar atividade física e já fazia kickboxing (mistura de karatê, boxe e muitos exercícios aeróbicos). Inclusive, conquistou a faixa verde na modalidade. 

(Arquivo pessoal)

Na ocasião, com as restrições impostas pela Covid-19, que provocou o fechamento das academias, os treinos de kickboxing passaram a ser feito em parques da cidade, que também passaram a ter acesso proibido. Para não ficar parada em casa, ela começou a correr na rua. 

“Mas eu não gosto de correr na rua, porque não é a minha cara e não tem graça. Gosto de esporte desafiadores. Fiquei pensando sobre o que eu ia fazer da minha vida. Foi quando assisti ao vídeo que o meu professor (Cleyton Barbeta) fez na casa dele sobre o powerlifting, mostrando meninas carregando pneus e pesos. Fiquei interessada, porque sempre gostei desse desafio de levantar peso. Entrei em contato e pedi para fazer uma aula experimental, ele concordou e logo comecei a treinar. Algum tempo depois, ele me convidou para ser atleta porque percebeu que eu tinha essa facilidade com o esporte”, relata.

No começo, a empresária que nasceu em Minas Gerais e mora em Mogi desde os 6 anos de idade, explica que estava praticando os dois esportes, mas como são dois treinos pesados, chegou uma época que teve que optar e escolheu o powerlifting. A atividade promove mudanças no corpo, deixando o tronco mais largo, a musculatura das pernas definida, além de aumentar a força. 

“A pessoa fica muito forte e legal com a postura”, aponta Joana, dizendo que apesar das mudanças na estética, a prática tem atraído muitas mulheres. Algumas atletas, que treinam junto  com ela pegam mais de 200 kg e estão se preparando para disputar o campeonato mundial. Tem homens, como o professor Clayton, que tem força para erguer 315 kg. 
“Hoje consigo agachar com 147,5 kg e a parte do supino faço com 60 kg. Isso é resultado de muito treino. O engraçado é que tem gente que me vê treinando na academia e fica passada em ver o quanto de peso consigo erguer, porque, além de ser não ser alta, também não sou mais novinha. Muitas mulheres, na academia, quando ficam encantadas sabendo que eu pratico esse esporte, vêm me procurar para elogiar, dizer que é show, que é uma coisa maravilhosa”, observa.

Apesar dos treinos intensos, ela afirma que não tem uma meta específica a ser atingida, mas  o objetivo é aumentar a sua capacidade a cada competição. Acredita ser possível chegar a levantar até 200 kg e até mesmo arrastar um carro popular. 

 Família
A empresária casada, mãe de três filhos e avó e de cinco netos disse que, no início, a família, especialmente o marido, achou estranho e sentiu a mudança na rotina. Até então, ela trabalhava com material de construção, saía para as aulas de kickboxing e voltava para casa. 

“Quando eu comecei a praticar esse novo esporte, a vida ficou mais agitada, porque tinha que sair bastante para participar das competições. Mas minha família me incentiva bastante. É interessante que quando as pessoas falam: ‘Nossa sua mãe pega que todo aquele peso, sua mãe atleta, que legal’, eles concordam e ficam orgulhosos”, comenta.

 Qualidade de vida

(Arquivo pessoal)


O esporte interferiu e melhorou muito a qualidade de vida da atleta, que conseguiu eliminar as dores que sentia no joelho. “Hoje não tenho problema mais nenhum de dor no joelho, porque o treino acaba fortalecendo os seus ossos e o seu corpo, deixando os músculos mais fortes”, atesta, ressaltando que tem acompanhamento médico.

Joana recomenda o esporte para quem gosta desse tipo de modalidade que envolve força física.  “Quando a pessoa começa a praticar, ela passa a conhecer o seu corpo, os próprios limites e vê que é capaz. Muitas vezes, você fica em casa e não faz nenhum esporte e quando vê um atleta fazendo uma demonstração pensa que é muito difícil, mas quando começa a praticar, percebe que também consegue, que isso é possível. Além disso, é uma superação dos seus limites. A gente está acostumado a ver aqueles caras que conseguem carregar um caminhão com a boca e acha que é muito difícil, mas não é bem assim. Eu mesma, se continuar treinando, posso conseguir puxar um carro popular, porque a gente adquire muita força e tem técnica também. 

 Competições

Joana já disputou diversas competições e agora está se preparando para concorrer em março de 2023, no Campeonato Brasileiro, uma seletiva para Sul-Americano, que acontecerá no Peru, no próximo ano.

Ela já conquistou 15 medalhas, oito delas de ouro, além de três troféus de melhor atleta e diversos prêmios. O treino é diário, inclusive aos finais de semana, e duram até 4 horas por dia.  Começa no fim da tarde e termina por volta das 21 horas.

O treino, realizado na academia Panobianco, é diário, inclusive aos finais de semana, e duram até quatro horas por dia.  Começa a treino no fim da tarde e termina por volta das 21 horas. 

As competições acontecem o ano inteiro no Brasil e em outros países também. 

Por falta de apoio e patrocínio para as competições, os atletas promovem eventos para conseguir os recursos rifando camisetas, contando com a ajuda de amigos para conseguir dinheiro para competir. A atleta afirma que em 2023 pretende buscar um patrocínio permanente.

 Esporte de peso

(Arquivo pessoal)

O powerlifting é uma modalidade esportiva que envolve força. O objetivo do atleta é levantar o maior peso possível em cada um dos movimentos pelos quais este esporte é composto: movimento de agachamento, supino e o peso morto.

A prática desse esporte aumenta a força do atleta, ajuda a perder peso, melhora as articulações, reduz risco de osteoporose. O diferencial dessa prática é focar mais no ganho de força que na definição dos músculos 
A modalidade começou a ser praticada no início na década de 1950, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Em 1972, foi criada a primeira federação internacional do esporte, a Federação Internacional de Powerlifting (IPF). Essa prática logo se popularizou e chegou a outros países, incluindo o Brasil.

No powerlifting, categorias de peso, gênero e idade dividem os competidores. Então, os vencedores são estabelecidos de acordo com cada grupo. Por exemplo, em um único campeonato, haverá homens e mulheres ganhadores com diferentes idades e cargas máximas levantadas.
O esporte está em constante evolução, tanto em relação às técnicas aplicadas, como no uso de equipamentos que permitem que os atletas efetuem o levantamento de pesos cada vez maiores. 

Especialista explicam que não deve ser experimentado por iniciantes de musculação. O ideal é começar aos poucos. Tudo deve ser adequado ao ritmo e à capacidade física do atleta e para minimizar os riscos de lesões, os atletas devem ser acompanhados por profissionais.

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