Entrar
Perfil
GERANDO FALCÕES

Atividades sociais mostraram o caminho certo para o jovem Eric Iria, de Poá

Ele começou a frequentar a Gerando Falcões para poder jogar bola. O futsal, porém, o levou a se matricular em um curso, que virou uma série de aprendizados. Aos 17 anos, assinou um contrato de estágio remunerado no Centro de Distribuição na ONG, e hoje pensa em estudar Logística

Heitor Herruso
29/12/2021 às 15:22.
Atualizado em 30/12/2021 às 18:57

OBJETIVO Mais velho entre duas irmãs, Eric quer “ser espelho para as pessoas” (Divulgação)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
GERANDO FALCÕES

Atividades sociais mostraram o caminho certo para o jovem Eric Iria, de Poá

Ele começou a frequentar a Gerando Falcões para poder jogar bola. O futsal, porém, o levou a se matricular em um curso, que virou uma série de aprendizados. Aos 17 anos, assinou um contrato de estágio remunerado no Centro de Distribuição na ONG, e hoje pensa em estudar Logística

Heitor Herruso
29/12/2021 às 15:22.
Atualizado em 30/12/2021 às 18:57

OBJETIVO Mais velho entre duas irmãs, Eric quer “ser espelho para as pessoas” (Divulgação)

Certamente, seria enorme uma lista com atividades desenvolvidas pela ONG Gerando Falcões, que atua tanto no Alto Tietê como em todo o território brasileiro. Mas há uma maneira mais eficiente de mostrar o impacto das ações do grupo: conversar com uma das pessoas beneficiadas pelos projetos. É o que este jornal fez, e eis o resultado: a história de Eric Iria, de 17 anos.

Mais velho entre duas irmãs, nascido em Ferraz de Vasconcelos mas criado em Poá, ele foi o primeiro da família a ter contato com o grupo. Quando conversou com a reportagem, estava no último dia de um contrato de trabalho com o Centro de Distribuição da ONG.

Antes de explicar o que ele fazia por lá, vale a pena estabelecer que Eric “não consegue imaginar” o que estaria fazendo se não fosse a Gerando Falcões, que o levou a pensar em cursar Logística. “Provavelmente eu estaria no mundo do crime. Tinha a mente muito avoada. Nunca usei droga, mas saía com pessoal que usava. Então fui parando, ocupando minha mente mais e mais”.

É como se, na casa da entidade, houvesse muitas portas. Foi a do esporte que se abriu para Eric e o deixou entrar, em 2014, muito antes que ele tivesse essa percepção madura. “Conhecia mais ou menos, por cima, o polo do skate, e então fui fazer futsal. Depois disso foi alavancando, um levando ao outro, fui fazendo diversos cursos”, explica ele, que aproveitou para incluir diferentes conhecimentos no currículo.

Se divertir enquanto jogava bola era o que motivava o garoto a se deslocar até a sede da ONG, na cidade Kemel. Aos poucos, o foco foi mudando. Hoje, além de estudante no período noturno, ele integra o projeto ‘Jovem Bazar’, é estudante no período noturno e também aluno de ‘Gestão de Produtos Digitais’.

De curso em curso, oportunidades foram surgindo. No último mês de maio, veio a mais significativa delas até aqui: um estágio remunerado no Centro de Distribuição da Gerando Falcões. É daí que vem a vontade de cursar Logística, o que tem substituído a antiga predileção por Engenharia Civil. “Está sendo uma experiência incrível. Tenho aprendido muito com uma equipe maravilhosa e estou sendo preparado para o mercado de trabalho”, diz ele.

Certo. Mas o que Eric faz, na prática? “Eles dão uma bolsa para você está lá dentro, aprendendo tudo o que se passa pelo projeto social. Tem dois locais: o Centro de Distribuição e a Loja, o bazar. Eu fiquei seis meses no CD.

Durante o tempo em que trabalhou por lá, sempre das 7h30 às 11h30, entre outras tarefas, Eric ajudava a receber caminhões com doações; a distribuir as cargas por setores; verificar, precificar e separar tudo. O processo é todo acompanhado por uma série de profissionais, aos quais o rapaz é muito grato.

“Eles ‘martelavam minha mente’, dizendo ‘vamos aprender isso, vamos aprender aquilo, vamos estudar, vamos pensar’. Eles me incentivavam a fazer, e depois pediam para que eu os chamasse para ver se ficou ‘OK’. Isso cria autoconfiança”. 

Como se não fosse bastante, Eric resume o sentimento de outra forma, em outra frase, mais natural à quem joga videogames. A vida, com a Gerando Falcões, “mudou muito, de nível easy para nível hard”. Mudou tanto que hoje ele já passa o bastão. Quem se prepara para ingressar no estágio remunerado é Kailayne Iria, a irmã do meio.

Jovem que ainda tem muito a viver, Eric tem um sonho,  “pular de paraquedas”, e também um “objetivo de vida”. “Quero ser espelho para as pessoas, assim como foram para mim”, diz ele, que tem tudo para ir longe. 

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conoscoConteúdo de marcaConteúdo de marca
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por