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Abrac acolhe crianças e adolescentes e orienta assistidos para a vida futura

Ao longo dos 28 anos de existência, a entidade acompanha as melhorias no atendimento a esse público, a redução do tempo de permanência no serviço de acolhimento e testemunha histórias inspiradoras.

Larissa Rodrigues
09/01/2023 às 09:15.
Atualizado em 09/01/2023 às 09:18

Há 26 anos na Abrac, Marli Ribeiro está à frente de quatro entidades que recebem crianças e adolescentes com idades entre 0 e 18 anos a partir de encaminhamento da Justiça e do Ministério Público da cidade (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

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Abrac acolhe crianças e adolescentes e orienta assistidos para a vida futura

Ao longo dos 28 anos de existência, a entidade acompanha as melhorias no atendimento a esse público, a redução do tempo de permanência no serviço de acolhimento e testemunha histórias inspiradoras.

Larissa Rodrigues
09/01/2023 às 09:15.
Atualizado em 09/01/2023 às 09:18

Há 26 anos na Abrac, Marli Ribeiro está à frente de quatro entidades que recebem crianças e adolescentes com idades entre 0 e 18 anos a partir de encaminhamento da Justiça e do Ministério Público da cidade (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

Dos 28 anos de existência da Associação Beneficente de Renovação e Assistência à Criança (Abrac), Marli Ribeiro atua há 26. Presidente da entidade que atualmente tem quatro unidades em Mogi das Cruzes, ela já se deparou com inúmeras histórias das crianças e jovens que saíram dali, sendo muitas delas inspiradoras. Sendo testemunha disso, ela destaca a importância da entidade e também da evolução que a rede de proteção à criança e ao adolescente teve no decorrer dessas últimas décadas.

Em cada uma das unidades da Abrac existem 20 vagas para pessoas de 0 a 18 anos. Nem todas estão ocupadas atualmente e a demanda é encaminhada pelo poder judiciário ou pelo Conselho Tutelar, quando o atendimento é emergencial. Se quando entrou para a entidade quase não havia amparo, hoje Marli vê tudo mais organizado, com monitoramento e supervisão do Ministério Público, do Conselho Tutelar, da Vara da Infância e da Adolescência e da equipe técnica do Fórum.

Até o retorno para a familia ou adoção, crianças são acolhidas e seguem com atividades como ir à escola e brincar (Foto: Mariana Acioli / O Diário)

Para manter essas crianças e adolescentes, a Abrac depende da subvenção da Prefeitura, que é a responsável pela maior parte do custeio da entidade. Além disso, conta com o apoio de antigos parceiros, sendo eles pessoas físicas ou jurídicas, que já colaboram há certo tempo.
“A maior parte dos custos da nossa manutenção vem da subvenção da Prefeitura, que melhorou bastante nos últimos tempos. O valor ainda não atende real o custo do serviço, mas melhorou. O que nós temos é uma casa para as crianças, mas também é uma empresa. Nós nos empenhamos ao máximo para que eles tenham o melhor acolhimento possível e se tornem cidadãos independentes”, ressalta Marli.
Morando na Abrac, as crianças e adolescentes saem de lá para desempenharem outras atividades fundamentais, como irem à escola, ao médico, participarem de serviços de convivência, atividades paradesporto e programas de primeiro emprego da Prefeitura. Na entidade, ainda vivenciam outras ações com os educadores, que envolvem artesanato, esportes e outras ocupações.

Sendo uma empresa, Marli diz que fica feliz em ver o quanto a Abrac cresceu, se tornando um polo de geração de empregos. 

Hoje, em cada uma das quatro unidades, 22 funcionários exercem suas funções para que os assistidos recebam os serviços necessários. Em cada uma delas são 12 educadores, motorista, auxiliar de serviços gerais, psicólogo, assistente social, coordenadores, nutricionista e auxiliar administrativo.

“São 88 empregos gerados pela Abrac e isso me dá muito orgulho. Temos, inclusive, ex-acolhidos que trabalham com a gente, como a Mônica que fez faculdade de RH e Gestão e trabalha em uma das unidades comigo, a Virgínia que faz a administração de outra unidade e outros quatro que atuam como educadores. Eles saíram do acolhimento há um tempo e depois voltaram para trabalhar com a gente e isso é muito legal”, conta a presidente.

Fora dali, a profissional também vê o sucesso de quem já passou pela Abrac, como o caso de um ex-acolhido que trabalha há dez anos como barbeiro. E um outro, com quem ela se encontrou por acaso, e contou que conseguiu comprar a casa própria.

“Mesmo há tantos anos nessa função, eu ainda me emociono a cada conquista deles. É muito bom poder ver cada um deles se desenvolvendo, conquistando a própria família. Antes, o índice de adoção era mais baixo, então eles ficavam muito tempo com a gente. Agora, isso mudou, eles saem mais rápido e nós ficamos felizes com isso. Cada conquista é uma renovação de vida deles”, afirma Marli.

Há 28 anos, abrac acolhe e minimiza traumas 

Fundada em Mogi das Cruzes em 1994, a Associação Beneficente de Renovação e Assistência à Criança (Abrac) tem uma missão muito bem definida: “Promover o melhor acolhimento no período de permanência das crianças, buscando suprir as necessidades físicas e psíquicas, de modo a minimizar os traumas causados pelo motivo de chegarem até nós”.

Durante esses anos de prestação de serviço na cidade, a história da entidade e de Marli Ribeiro se entrelaçam. Ela começou a atuar por lá em 1996, tornando-se presidente em 1998, cargo que exerce até hoje. Durante esse tempo viu e fez com que a Abrac crescesse. De uma unidade, a entidade passou a ter três em 2018. Em 2021, a quarta foi inaugurada.

Mas, ao longo desses quase 30 anos, muita coisa aconteceu além da criação de novas unidades, que hoje compõem 80 vagas para as crianças e adolescentes. Em 2001, teve início a parceria com o poder público e a Prefeitura passou a subvencionar parte dos custos da manutenção. Em 2004, a Abrac começou a receber apoio internacional, de um grupo de amigos noruegueses.
As unidades da Abrac funcionam no Jardim Aracy, Vila Suíssa, Jardim Armênia e Alto do Ipiranga.

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