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Vereadora confirma candidatura, a presidente, mas nega ‘retaliação’

Maria Luiz Fernandes (SDD) quer que seja cumprido um acordo feito no início do mandato, sobre a alternância de legendas na presidência da Câmara e eleição de uma mulher para o cargo

Darwin Valente
17/11/2022 às 07:08.
Atualizado em 17/11/2022 às 07:55

Vereadora Maria Luiza Fernandes , a Malu (SDD) diz que sua candidatura a presidente tem como programa principal a independência e modernização da Câmara Municipal de Mogi (Divulgação - Câmara de Mogi)

A vereadora Maria Luiza Fernandes, a Malu (SDD), liga para a coluna e nega que sua candidatura a presidente da Câmara seja somente uma retaliação ao fato de, segundo ela, haver sido assediada moralmente pelo secretário-adjunto de Governo, Rubens Pedro de Oliveira, conforme denúncia feita anteriormente, em plenário.

Segundo a vereadora, trata-se de um projeto que já existia, voltado para a modernização e maior independência da Câmara, o qual estaria ligado a um acordo firmado entre todos os vereadores, durante uma reunião realizada antes do início do atual mandato.

Nesse encontro, disse ela, ficou pactuado que a presidência da Câmara deveria ser ocupada por representante de partido diferente, a cada ano do atual mandato, sendo que em um deles, a vaga seria de uma mulher. Ela pleiteia para si esse direito.

“Respeito o trabalho que o Furlan (Marcos Furlan, do Podemos, atual presidente) vem realizando, mas sua candidatura à reeleição está quebrando um consenso que havia sido firmado no início da atual mandato”, assegurou a vereadora, que está buscando unir os diferentes grupos da Câmara para que endossem o discurso de um “legislativo mais independente” em relação ao prefeito Caio Cunha (PODE) e ao Executivo, de um modo geral.

Ela lembra que foi eleita ao lado de Caio, que os dois sempre se ajudaram mutuamente na política, mas ela acha que a Câmara precisa adotar uma posição de maior liberdade, em que o presidente defenda os demais vereadores de certas interferências que, porventura, venham a acontecer.

“A Câmara não pode ser 100% oposição, nem 100% subserviente”, sentencia a vereadora, que busca no meio termo o ponto ideal para sua candidatura.

Questionada por que havia anunciado sua candidatura somente após os desencontros com o secretário-adjunto de Governo, por ela denunciados no plenário da Câmara, Malu disse que só não o fizera antes em respeito ao grupo ao qual pertence na Câmara, que até aquele momento ainda buscava um nome de consenso.

“A nossa proposta de Câmara independente não corresponde a um rompimento” em relação ao prefeito. “Mesmo como parceira de Caio, sempre  tive meus próprios valores e o hábito de perguntar sobre assuntos duvidosos, recorrendo a pedidos de informação e outros tipos de questionamento”, afirma ela, que possui um programa de modernização a ser adotado no Legislativo, caso venha a ser eleita presidente.

Como ponto fundamental dessa proposta está a digitalização plena dos processos e demais atividades da Câmara; maior transparência nos gastos e no uso dos veículos oficiais; além de planos para aproximar ainda mais a comunidade das atividades legislativas, como o já existente Parlamento Estudantil, que poderia ser ampliado para uma Escola do Parlamento, como já existe na Capital e outros municípios do Estado: um local para educar a população interessada sobre como funciona o Legislativo e o trabalho de cada vereador.

A candidata também sonha com uma maior participação comunitária em projetos de grande interesse público que venham a tramitar pela Câmara. 

Ela cita o exemplo da Taxa do Lixo (Limpeza Pública), que poderia ter sido melhor discutida, numa espécie de fórum de debates, com maior participação popular, da mesma forma que o Orçamento Municipal e outros temas de igual importância.

A vereadora também defende as sessões extraordinárias e audiências públicas sendo realizadas em horários mais acessíveis para a comunidade em geral.

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